Análises químicas de resíduos presentes em jarros ancestrais egípcios trazem novas evidências sobre a adição de ervas e resinas de plantas a vinhos produzidos na antiguidade
Os pesquisadores do Museum Applied Science Center for Archeology, da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, analisaram os resíduos orgânicos depositados em dois jarros egípcios da antiguidade. O primeiro deles, de cerca de 3.150 a.C., foi localizado numa tumba na cidade de Abidos, no Egito, pertencente ao faraó Scorpion I (Escorpião I). O segundo, produzido entre o quarto e sexto séculos d.C., foi encontrado no sítio arqueológico de Gedel Adda e caracterizado como um recipiente para vinhos em função da forma e das inscrições presentes em suas alças.
Recebi esse texto pelo Boletim da SBQ e achei muito importante compartilhar com vocês.
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Do desenvolvimento de novos materiais magnéticos à perspectiva de uma nova tabela periódica em 3 dimensões
Químicos e físicos se preparem! Vem aí uma nova versão da tabela periódica! Talvez o químico russo Dimitri Mendeleev esteja se retorcendo neste momento da história com a possibilidade do surgimento dessa novidade... A nova tabela de que estamos falando desta vez não é composta apenas de átomos mas também de superátomos. Átomos mais fortes e maiores do que os outros? Não, não... Na realidade, estes superátomos constituem-se de um aglomerado estável ou metaestável de átomos (chamados neste texto de cluster) que podem mimetizar o comportamento químico de átomos elementares.
Há alguns meses fomos surpreendidos por uma matéria na revista Veja falando sobre como fazer limpeza doméstica sem química. Minha indignação maior foi pelo fato de que a revista não se preocupou em consultar alguém da área para saber se tudo aquilo fazia algum sentido.
Matérias como essa numa revista de tamanha circulação e com tanta gente que confia plenamente no que ela diz (um erro!) é que ajudam a pintar uma imagem negativa da ciência Química, reforçando a ideia de que tudo o que é químico é prejudicial. Até fiz uma postagem aqui no blog falando da minha indignação com a matéria (leia aqui).
Mas agora o professor Luis Fernando Pereira publicou na Folha de São Paulo, no caderno Fovest, uma coluna, que pode ser considerada uma boa resposta à matéria da Veja. No artigo o professor também demonstra preocupação com o problema da ignorância química e cita alguns exemplos de situações em que a Química é apontada como vilã.
Para ter acesso ao artigo eletrônico é preciso ter a senha da Folha ou do UOL. Mas é possível ler uma prévia do artigo que o professor Luis publicou em seu blog antes da versão final para a Folha de São Paulo. Clique aqui e leia o texto.
O que queremos com isso? Alertar você, professor, para o problema e pedir que continue tentando fazer com que seus alunos entendam o que é a Química, do que ela trata e como está inserida em suas vidas. Só assim poderemos dar um fim a essa ignorância bradada aos quatro ventos!
Esse é um vídeo muito interessante que fala sobre consumo, sustentabilidade, meio ambiente e sobre o caminho percorrido por todas as coisas que consumimos, da fabricação ao descarte. Quem me indicou foi o leitor Von Ranzeras, a quem agradeço muito.
Apesar de talvez passar uma ideia de que a Química é algo ruim, o professor pode utilizar esse vídeo em sala de aula e discutir essa questão, algo que nos preocupa bastante e que até já discuti aqui no blog (veja aqui).
Espero que gostem! No Youtube também tem a versão dublada desse vídeo.