18 de setembro de 2009

Caminhão com Ciência

Entrevista com o Prof. Dr. Neurivaldo de Guzzi Filho
Na foto, o prof. Neurivaldo (à direita, em pé, de camisa verde) e a equipe de mediadores, ao lado do Caminhão com Ciência.


Site do projeto: http://www.uesc.br/caminhaocomciencia/

Prof. Neurivaldo, o que é o Caminhão com Ciência? Quem, além de você, participa desse projeto?  

O Caminhão com Ciência é um projeto de extensão da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), llhéus (BA), que tem o apoio do CNPq e da FAPESB/SECTI-BA, além da própria UESC. O nosso caminhão é o meio de transporte de atividades e experimentos de Química, Física, Matemática e Biologia que utilizamos para realizar exposições itinerantes nas comunidades da região de inserção da UESC. A equipe do caminhão é composta por professores da UESC que coordenam as equipes de monitores/mediadores dessas áreas. O monitores/mediadores são alunos dos cursos de licenciatura e bacharelado em Química, Física, Matemática e Biologia.


Como surgiu a ideia do Caminhão e o que vocês esperavam alcançar com esse projeto?
 

O projeto do Caminhão na verdade teve início em outro projeto de extensão da UESC, o Parque do Conhecimento, que tem a mesma essência do Caminhão. Em 2004 a Academia Brasileira de Ciências, juntamente com o MCT, lançaram o edital do Projeto Ciência Móvel e fomos contemplados e desde então o Parque do Conhecimento ganhou rodas. Atualmente ambos os projetos são desenvolvidos simultaneamente e em breve, mais precisamente em outubro próximo, estaremos inaugurando em Ilhéus o Cais ConsCiência, espaço destinado a exposições e atendimento a professores e alunos da educação básica da região. Entre os objetivos do Caminhão estão a inserção social do cidadão através da alfabetização científica, difundir o conhecimento na área de ciências e a promover o acesso dos cidadãos ao universo dos meios, conteúdos e conhecimentos científicos.

Esse tipo de iniciativa é pioneira na região Ilhéus-Itabuna ou existem outros projetos de divulgação científica que integrem a universidade com as escolas?
 
A UESC possui diversos projetos de extensão e alguns integram a universidade com as escolas; entre eles podemos citar os projetos “A importância da Educação Científica na Formação do Professor do Ensino Médio e Fundamental”, “Biomedicina nas Instituições de Ensino”, “Brincando e Aprendendo na Educação Infantil”, “Difusão de Astronomia no Sul da Bahia”, “Formação Continuada de professores de Química no Ensino Médio”, “Plantas Medicinais na Escola: Cultivando Saúde e Cidadania” entre outros.

Você pode citar algumas das atividades/experimentos realizados no Caminhão?

São várias as atividades/experimentos nas mais diversas áreas: entre elas podemos destacar os experimentos como Van der Graaf, a hidroelétrica, o capacitor de Tesla, o paradoxo mecânico, a lâmpada de lava, experimentos sobre fluorescência e fosforescência, o globo de plasma, a cama de faquir (cama de pregos), fósseis, coleção entomológica, atividade de conscientização sobre a preservação de animais peçonhentos, jogos e atividades lúdicas para o desenvolvimento do raciocínio lógico e atividades que objetivam conscientizar o público da importância da higienização na prevenção de verminoses e parasitoses.

Como é a realização das atividades/experimentos? Quem coordena essas atividades?

São realizadas exposições itinerantes em escolas (na maioria das vezes) e em centros comunitários. Os interessados em receber o Caminhão entram em contato por e-mail ou telefone, enviam ofício manifestando interesse e então a exposição é agendada. Quem recebe o Caminhão fica responsável pela divulgação da exposição na localidade e também pelo fornecimento da infra-estrutura mínima necessária (local coberto, energia elétrica, hospedagem quando necessária e alimentação para a equipe). Atualmente eu tenho respondido como coordenador geral do projeto, mas cada área tem um professor orientador/coordenador.

Qual o tipo de envolvimento dos alunos da universidade e dos alunos do Ensino Básico no projeto?

Os alunos da Universidade participam como monitores/mediadores. Entre eles há os bolsistas e os voluntários. Eles ficam responsáveis, juntamente com os professores orientadores, pelo desenvolvimento, manutenção e apresentação das atividades nas exposições. Não temos alunos do Ensino Básico envolvidos diretamente no projeto. Eles compõem a maior parte do público que visita as exposições.

Quais os frutos desse projeto?  

Temos apresentado trabalhos em diversos eventos, entre eles nos dois últimos ENEQ's, nos Encontros de Educação Química da Bahia (EDUQUI), nas últimas reuniões da RedPop (Red de Popularización de la Ciencia y la Tecnologia en America Latina y el Caribe – UNESCO) e em encontros de Física, Biologia e Matemática.

Quais seus projetos futuros para a área de Ensino de Química?  

Com meu envolvimento nos projetos do Parque do Conhecimento, Caminhão com Ciência e Cais ConsCiência pretendo continuar desenvolvendo projetos e trabalhos nas áreas de divulgação e popularização da ciência e educação científica em espaços não formais.

Como os interessados podem agendar a visita do Caminhão com Ciência?

Basta enviar ofício para o e-mail caminhaocomcienciauesc@gmail.com manifestando interesse. É importante que nesse ofício tenha telefone para contato, endereço e uma sugestão de data para a exposição. Atualmente o agendamento das visitas tem sido feito com uma antecedência de 6 meses no mínimo.
 

Obrigada, prof. Neurivaldo.

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O prof. Dr. Neurivaldo José de Guzzi Filho é graduado em Química e mestre em Química pela UFSCAR e doutor em Química pela UNESP. É professor titular da Universidade Estadual de Santa Cruz, na Bahia.

5 de setembro de 2009

Falta de níquel nos oceanos produziu oxigênio da atmosfera

Pesquisas recentes revelam aspectos das transformações pelas quais passou atmosfera terrestre, há 2,4 bilhões de anos: a diminuição dos níveis de níquel em águas oceânicas destruiu microrganismos produtores de metano

por Cynthia Graber

A atmosfera original da Terra deve ter sido insuportável ─ até mortal ─ para qualquer organismo que dependesse do oxigênio para respirar. Esse elemento simplesmente não existia, pelo menos até aproximadamente 2,4 bilhões de anos. Foi quando aconteceu o que os cientistas chamam de Evento da Grande Oxidação.

No entanto, alguns pesquisadores acreditam ter encontrado agora pistas sobre o que pode ter provocado essa mudança.

A exposição ao ar de sulfuretos terrestres aumentou o sulfato e o domínio ecológico de microrganismos redutores de sulfatos sobre os metanogênicos foi apontado como causa provável do colapso de metano. Mas essa explicação é difícil de conciliar com os registros geológicos. Formações de ligas de ferro preservam a história da abundância do elemento no oceano, durante período pré-Cambriano, e pode nos dar uma ideia da vida microbiana primordial e sua influência na evolução no nosso planeta.

Em trabalho publicado na Nature de abril, os autores ─ liderados por Kurt Konhauser da University of Alberta, Canadá ─ relataram uma redução na proporção entre o níquel e o ferro molares, registrada em ligas de formações ferríferas datadas de aproximadamente 2,7 bilhões de anos. Segundo Konhauser, essa redução é atribuída a uma diminuição no fluxo de níquel para os oceanos, provocada pelo arrefecimento da temperatura do manto superior e pela diminuição na erupção de rochas ultramáficas, ricas em níquel, na época.

Artigo original.

16 de julho de 2009

A Química na cozinha


O site Como Tudo Funciona trouxe um material muito bom sobre Ciência na Cozinha, adaptado dos livros O que Einstein disse a seu cozinheiro, de Robert L. Wolke, professor de Química da Universidade de Pittsburgh.


Para acessar os textos clique aqui.

14 de julho de 2009

Cadernos de Educação Ambiental


Este é um material disponibilizado pelo WWF Brasil.

"O primeiro dos dois volumes da publicação, o Livro das Águas, traz um conjunto de textos sobre a situação das águas no pais e visa estimular a pesquisa, a vontade de conhecer e de participar no seu cuidado e gestão.

O segundo, o Guia de Atividades, sugere uma série de ações e práticas para sensibilizar, estimular a construção de conhecimentos, despertar a criatividade ao lidar com questões ambientais e chamar pessoas e grupos à ação pelo meio ambiente. Sugerimos que o Guia de Atividades ande sempre de mãos dadas com o Livro da Águas, pois a interação entre eles certamente enriquece e amplia as possibilidades de uso do material."

Para acessar clique aqui. Essa dica eu recebi pelo Twitter.

13 de julho de 2009

A Problematização como ferramenta de ensino-aprendizagem

Essa apresentação eu usei num momento com professores de um curso de Farmácia para falar sobre problematização como ferramenta de ensino-aprendizagem e também como projeto de curso.

View more presentations from atribeiro.

12 de julho de 2009

A Química à flor da pele!

Encontrei essas tatuagens no blog Discover. São muito interessantes! Eu acho que nunca faria tatuagens, mas se fizesse, uma delas faria menção à Química!

As informações abaixo foram encontradas no próprio blog. Caso haja algum erro, por favor, me avise, ok?

Átomo de urânio






Elementos da Tabela Periódica formando a palavra THINK









Ligação Pi




Tabela Periódica



Glicolipídio



Nonanos






Éster



Diazepam



Átomo



Átomo



Testosterona









Rede de fulereno

3 de julho de 2009

Material didático de Ciências


O vídeo que indico hoje é de um programa Salto para o Futuro da TV Escola e pode ser encontrado no portal Domínio Público.

O programa com o título Material didático de Ciências faz parte de uma série chamada Iniciação Científica: Salto para a Ciência e discute a utilização de materiais didáticos pelos professores, apontando para a necessidade de uma prática interdisciplinar e para a valorização de materiais alternativos. Discute também a necessidade do professor produzir seu próprio material, de acordo com sua realidade.

Clique aqui para assistir ao programa.

A química desvendando o que os Faraós bebiam

Análises químicas de resíduos presentes em jarros ancestrais egípcios trazem novas evidências sobre a adição de ervas e resinas de plantas a vinhos produzidos na antiguidade


Os pesquisadores do Museum Applied Science Center for Archeology, da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, analisaram os resíduos orgânicos depositados em dois jarros egípcios da antiguidade. O primeiro deles, de cerca de 3.150 a.C., foi localizado numa tumba na cidade de Abidos, no Egito, pertencente ao faraó Scorpion I (Escorpião I). O segundo, produzido entre o quarto e sexto séculos d.C., foi encontrado no sítio arqueológico de Gedel Adda e caracterizado como um recipiente para vinhos em função da forma e das inscrições presentes em suas alças.


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Veja também: