18 de setembro de 2010

O experimento de Becquerel


O pontociência traz uma série sobre Radiotavidade que aborda aspectos da história da Ciência, reproduzindo experimentos realizados na época das primeiras descobertas do fenômeno da radioatividade.

Neste episódio, o site reproduz o experimento de Becquerel.

Veja o vídeo abaixo e visite o site pontociência para saber como utilizá-lo em suas aulas.



14 de setembro de 2010

Pele artificial

Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, conseguiu produzir um material eletrônico sensível à pressão a partir de nanofios semicondutores. A conquista abre caminho para o desenvolvimento de um novo tipo de pele artificial.

“A ideia é fazer com que o material tenha funcionalidades semelhantes à da pele humana, o que implica incorporar a capacidade de tocar e de sentir objetos”, disse Ali Javey, professor de engenharia elétrica e de ciência da computação e líder do estudo, cujos resultados foram publicados neste domingo (12/9) na revista Nature Materials. O material, denominado de e-skin (“pele eletrônica”) por seus criadores, é o primeiro feito de semicondutores inorgânicos cristalinos.

Produzir uma pele artificial sensível ao toque ajudaria a vencer um grande desafio na robótica: controlar a quantidade de força necessária para segurar e manipular uma ampla gama de objetos.

“Os humanos sabem como segurar um frágil ovo sem quebrá-lo. Se quisermos que um robô faça isso, ou lave as louças, por exemplo, precisamos ter certeza de que ele não quebrará as taças de vinho no processo. Mas também queremos que o mesmo robô seja capaz de segurar com firmeza uma chaleira sem derrubá-la”, disse Javey.

Um objetivo mais distante é usar a e-skin para restaurar o sentido do tato em pacientes que precisam de membros protéticos. Essas novas próteses exigiriam avanços importantes na integração de sensores eletrônicos com o sistema nervoso humano.

Tentativas anteriores de desenvolver pele artificial se basearam em materiais orgânicos, por serem flexíveis e de processamento relativamente simples.

“Mas o problema é que os materiais orgânicos não constituem bons semicondutores, o que implica que dispositivos eletrônicos feitos com eles precisarão frequentemente de altas voltagens para que seus circuitos funcionem”, disse Javey.

Segundo ele, materiais inorgânicos como o silício, por outro lado, têm propriedades elétricas excelentes e podem operar com pouca energia. Também são quimicamente estáveis. “Mas, historicamente, esses materiais têm sido inflexíveis e fáceis de quebrar”, disse.

“Nesse aspecto, trabalhos de vários grupos de pesquisa, inclusive o nosso, têm mostrado recentemente que fitas ou fios minúsculos de materiais inorgânicos podem ser feitos para que sejam altamente flexíveis, isto é, ideais para eletrônicos e sensores de alta performance”, afirmou.

O grupo californiano utilizou uma nova técnica de fabricação. Inicialmente, os cientistas implantaram fios com espessura nanométrica (bilionésimos de metro) em um tambor cilíndrico. Em seguida, o tambor foi rolado em um substrato pegajoso.

O substrato usado foi um filme polimérico, mas os pesquisadores dizem que a técnica funciona com diversos materiais, como outros plásticos, papel ou vidro.

À medida que o tambor rolava, os nanofios eram depositados no substrato de maneira ordenada, formando a base a partir da qual folhas finas e flexíveis de materiais eletrônicos podem ser construídas.

Os pesquisadores imprimiram os nanofios em matrizes quadradas com 18 por 19 pixels, medindo 7 centímetros de cada lado. Cada pixel continha um transistor feito de centenas de nanofios semicondutores. Os transistores foram integrados sob uma borracha sensível a pressão, de modo a se inserir a funcionalidade sensorial.

A matriz precisou de menos de 5 volts de eletricidade para funcionar e manteve seu rendimento após ter sido submetida em testes a mais de 2 mil ciclos de dobras.

Segundo os autores do estudo, a e-skin foi capaz de detectar pressões de 0 a 15 quilopascals, uma variação comparável com a força usada para atividades diárias como digitar em um teclado de computador ou segurar um objeto.

O artigo Nanowire active-matrix circuitry for low-voltage macroscale artificial skin (doi: 10.1038/nmat2835), de Ali Javey e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Materials em www.nature.com/naturematerials.


30 de agosto de 2010

Água seca

Pesquisadores apresentam novos estudos com a chamada “água seca”, uma substância peculiar que poderia ajudar no combate ao aquecimento global.
 
Esse tipo de água em pó tem a propriedade de absorver e armazenar dióxido de carbono e outros gases, como o metano, de forma bastante eficiente.

O estudo foi apresentado no 240º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química pela equipe liderada pelo Professor Andrew Cooper, da Universidade de Liverpool (Inglaterra).

Similar a grãos de açúcar, a substância ganhou o nome porque possui 95% de água e, no entanto, ainda se mantém na forma de um pó. Isso porque cada grão contém uma gota de água cercada de um tipo de sílica modificada - e é essa cobertura que impede que as gotículas se recombinem em forma de líquido.

Apesar da aparência, se esfregada contra a pele, a "água seca" causa um leve resfriamento - uma sensação similar ao contato com a água.

Esse fino pó, ao absorver os gases, forma os chamados hidratos. Ele foi descoberto em 1968 e uma das suas primeiras aplicações foi no uso da indústria de cosméticos já que, além de absorver, ele é capaz de acelerar reações químicas em centenas de produtos.

É por essas propriedades que os pesquisadores acreditam que a água seca possa ser um jeito mais fácil de armazenar e transportar materiais industriais ou outros elementos potencialmente perigosos. A equipe já havia demonstrado, em estudos anteriores, que o pó é bastante útil para guardar metano. O estudo com o gás foi, inclusive, destaque da prestigiada revista Nature. Agora, os resultados mostraram que ele é bastante útil também na absorção de CO2: quase três vezes mais do que somente a água e a sílica descombinadas.

Outras aplicações incluem também o armazenamento de líquidos, especialmente as emulsões (a união de dois ou mais líquidos que não se misturam, como água e óleo). Com a “água seca”, os pesquisadores mostraram que podem transformar uma emulsão em um pó, facilitando o transporte dos líquidos.

20 de agosto de 2010

Vamos queimar dinheiro!


Queimar dinheiro é coisa de louco, de quem tem tanto e não sabe o que fazer com ele e... de químico, óbvio!

Vejam esse intrigante experimento do site pontociência e acesse o passo-a-passo para saber o que acontece.

8 de julho de 2010

Ciência pós-moderna nos livros didáticos


No site do projeto Ciência às Seis e Meia é possível encontrar vídeos com palestras sobre vários assuntos relacionados às Ciências Naturais e Matemática. Este projeto é uma parceria entre a SBPC/RJ e o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, que oferece palestras de divulgação científica ao público leigo.

Infelizmente a lista de palestras não está totalmente atualizada. Apenas as palestras do ano de 2005 e 2010 estão disponibilizadas no site.

Indico a palestra do prof. Nélio Bizzo, sobre certos conceitos que se perpetuam nos livros didáticos de Ciências utilizados no Brasil. É uma palestra muito interessante, que apresenta pontos de vista que podem gerar uma boa discussão a respeito da escolha do livro a ser adotado por uma escola.

Para assistir à palestra não é preciso fazer download, mas se você usa o Firefox, por exemplo, não conseguirá carregar o vídeo. É necessário utilizar o Internet Explorer ou Netscape Navigator. Talvez seja necessário somente baixar um complemento para o navegador, que o próprio site lhe oferecerá.

Outro aspecto interessante deste site é que, ao passo que a palestra vai sendo proferida, a apresentação de slides que o palestrante utiliza vai sendo passada na tela, com um índice abaixo do vídeo, com o qual você poderá navegar pelos diversos momentos da palestra.

Para acessar o índice de palestras: http://itv.cbpf.br/ciencia_seis_e_meia/

Para acessar a palestra do prof. Nélio Bizzo: http://itv.cbpf.br/ciencia_seis_e_meia/neliobizzo_files/intro.htm

7 de julho de 2010

Pós-graduando sofre!

A vida de quem faz pós-graduação é mesmo uma luta! Os quadrinhos abaixo foram retirados da seção de humor do site Piled Higher and Deeper.
 
Caso tenha dificuldade em visualizar os quadrinhos é só clicar nas imagens. 
 

5 de julho de 2010

Pílulas de Ciência


A tarefa de contextualizar o ensino de Química e trazer os conceitos dessa ciência para o cotidiano dos alunos, às vezes parece complicada para muitos professores. Mas para se fazer um trabalho como esse não é necessário um um grande aparato de materiais difíceis de se conseguir, nem grandes mobilizações dentro da sala de aula ou da escola. Às vezes ações simples, porém bem coordenadas, se tornam muito mais interessantes e eficazes.

No site pontociência podemos encontrar uma coleção de vídeos do projeto Pílulas de Ciência, desenvolvido pelo Núcleo de Apoio à Divulgação Científica da UFMG. Esses vídeos trazem explicações científicas sobre temas corriqueiros, do dia-a-dia, que podem estimular a discussão em sala de aula e tornar o processo ensino-aprendizagem mais eficaz.

Veja abaixo um dos vídeos (na área de Química) de Pílulas de Ciência lançado no pontociência. Para acessar a página com todos os temas vá ao endereço http://www.pontociencia.org.br/pilulas.htm.


31 de maio de 2010

Desespero de quem faz pós-graduação!

Recebi isso de um amigo e achei muito interessante, pois todos que fizemos mestrado, doutorado, já passamos por pelo menos uma dessas situações com pessoas que não sabem direito, ou sequer têm ideia, do que é uma pós-graduação! Infelizmente não sei quem é o autor. ---------------------------------------------------
Desespero de mestrandos e doutorandos!
- E aí, o que você faz?
- Faço pós-graduação. - Sim, mas no quê você trabalha?
- Faço minha pesquisa de pós-graduação.
- Ah, então você é apenas estudante, ainda não trabalha… (com ar de admiração)
- Sim, mas tenho bolsa, e a bolsa...
- A bolsa é para não pagar a mensalidade, né? Tenho um amigo/tio/irmã o-do-primo- do-vizinho que também ganhava bolsa, conseguiu 50% de desconto.
- Não, não é esse tipo de bo…
- Ele(a) está quase terminando a pós. Depois, vai fazer mestrado. Mas antes, a especialização.
- Mas é que eu faço… mestrado/doutorado - Mas e a pós, é apenas nos finais de semana, não é mesmo? E o quê você faz durante todo o resto do tempo?
- …
***
Chega aquele parente que você não vê há tempos:
- E aí, como vão as coisas?
- Tudo bem. Ufa (ar de alívio), estou quase terminando a pós (mestrado/doutorado )
- Mas então, você ainda não trabalha?
- Bem… estou fazendo minha pesquisa da pós, super-ocupado agora que estou no final e…
- Mas e o resto do tempo (referindo-se à semana, aos dias úteis), o que você faz?
- …
***
Um amigo liga:
- E aí cara, vamos sair?
- Cara, hoje não posso, estou super-atarefado com a pesquisa.
- Ei, mas hoje é sábado.
- Sim, mas estou apertado.
- Duvido que você esteja apertado e não tenha 2 horas para sair. (com ar de indignação)
- Pior é que estou, tenho que terminar uma tarefa para a semana que vem, e já estou há duas semanas fazendo isso, sem folga nem nos fins de…
- Ah, entendo (com ar de ceticismo e desaprovação). Também vivo ocupado. - Então, que bom que compreende.
- Mas todos nós temos os nossos problemas. Os seus não são justificativa para não vir, e (…)
- …
***
E têm aqueles que, pelo simples fato de para eles "não trabalhar" (com muitas aspas!), o bolsista só poderia ser um vagabundo: (…)
- Então você ainda não trabalha?
- É que faço pós, e…
- Tá, mas que pós você faz?
- Faço mestrado/ou/doutorado em…
- Ei, espera aí, você disse que fazia pós.
- Sim, faço mestrado/ou/doutorado.
- Não, primeiro vem a pós, depois a especialização, depois o mestrado e então o doutorado. - Sim, mas existe uma diferença, a pós stricto sensu, e a lato sensu. "Pós" é tudo isso junto, e faço mestrado/ou/ doutorado.
- Nunca ouvi falar disso, acho que não é bem assim. Mas então você faz mestrado/ou/doutorado…
- Sim.
- É, mas ainda tem que fazer MBA. É o último nome em negócios, bem melhor do que pós… - …
Variação I:
- Ah, entendi, você faz mestrado/ou/doutorado. Tenho um amigo/tio/irmã o-do-primo- do-vizinho que fez mais ainda: fez PhD. ("Philosophy Doctor", que corresponde ao título de Doutor no Brasil)
- …
Variação II:
- É, tenho um amigo/tio/irmã o-do-primo- do-vizinho que também faz pós, e ainda trabalha.
- …
***
- Ah, então você faz pós? Também fiz pós, mas já terminei. - O que você fez? - Fiz ASDFPQPIURUIR na Uni-Esquina, e APDOFDUR, na Fa-Cil. - Hmmm.
- Os professores de lá são super-renomados. São melhores que os das estaduais/federais. O curso é relâmpago, último nome em educação empresarial. E ainda os preços são super-baixos.
- O.o
- Você faz federal, né? Mas vai nessa, continua se dedicando que um dia você chega lá.
- Hum… Obrigado.
- Mas e aí, você trabalha?
Ô vida difícil!!

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