31 de maio de 2010

Desespero de quem faz pós-graduação!

Recebi isso de um amigo e achei muito interessante, pois todos que fizemos mestrado, doutorado, já passamos por pelo menos uma dessas situações com pessoas que não sabem direito, ou sequer têm ideia, do que é uma pós-graduação! Infelizmente não sei quem é o autor. ---------------------------------------------------
Desespero de mestrandos e doutorandos!
- E aí, o que você faz?
- Faço pós-graduação. - Sim, mas no quê você trabalha?
- Faço minha pesquisa de pós-graduação.
- Ah, então você é apenas estudante, ainda não trabalha… (com ar de admiração)
- Sim, mas tenho bolsa, e a bolsa...
- A bolsa é para não pagar a mensalidade, né? Tenho um amigo/tio/irmã o-do-primo- do-vizinho que também ganhava bolsa, conseguiu 50% de desconto.
- Não, não é esse tipo de bo…
- Ele(a) está quase terminando a pós. Depois, vai fazer mestrado. Mas antes, a especialização.
- Mas é que eu faço… mestrado/doutorado - Mas e a pós, é apenas nos finais de semana, não é mesmo? E o quê você faz durante todo o resto do tempo?
- …
***
Chega aquele parente que você não vê há tempos:
- E aí, como vão as coisas?
- Tudo bem. Ufa (ar de alívio), estou quase terminando a pós (mestrado/doutorado )
- Mas então, você ainda não trabalha?
- Bem… estou fazendo minha pesquisa da pós, super-ocupado agora que estou no final e…
- Mas e o resto do tempo (referindo-se à semana, aos dias úteis), o que você faz?
- …
***
Um amigo liga:
- E aí cara, vamos sair?
- Cara, hoje não posso, estou super-atarefado com a pesquisa.
- Ei, mas hoje é sábado.
- Sim, mas estou apertado.
- Duvido que você esteja apertado e não tenha 2 horas para sair. (com ar de indignação)
- Pior é que estou, tenho que terminar uma tarefa para a semana que vem, e já estou há duas semanas fazendo isso, sem folga nem nos fins de…
- Ah, entendo (com ar de ceticismo e desaprovação). Também vivo ocupado. - Então, que bom que compreende.
- Mas todos nós temos os nossos problemas. Os seus não são justificativa para não vir, e (…)
- …
***
E têm aqueles que, pelo simples fato de para eles "não trabalhar" (com muitas aspas!), o bolsista só poderia ser um vagabundo: (…)
- Então você ainda não trabalha?
- É que faço pós, e…
- Tá, mas que pós você faz?
- Faço mestrado/ou/doutorado em…
- Ei, espera aí, você disse que fazia pós.
- Sim, faço mestrado/ou/doutorado.
- Não, primeiro vem a pós, depois a especialização, depois o mestrado e então o doutorado. - Sim, mas existe uma diferença, a pós stricto sensu, e a lato sensu. "Pós" é tudo isso junto, e faço mestrado/ou/ doutorado.
- Nunca ouvi falar disso, acho que não é bem assim. Mas então você faz mestrado/ou/doutorado…
- Sim.
- É, mas ainda tem que fazer MBA. É o último nome em negócios, bem melhor do que pós… - …
Variação I:
- Ah, entendi, você faz mestrado/ou/doutorado. Tenho um amigo/tio/irmã o-do-primo- do-vizinho que fez mais ainda: fez PhD. ("Philosophy Doctor", que corresponde ao título de Doutor no Brasil)
- …
Variação II:
- É, tenho um amigo/tio/irmã o-do-primo- do-vizinho que também faz pós, e ainda trabalha.
- …
***
- Ah, então você faz pós? Também fiz pós, mas já terminei. - O que você fez? - Fiz ASDFPQPIURUIR na Uni-Esquina, e APDOFDUR, na Fa-Cil. - Hmmm.
- Os professores de lá são super-renomados. São melhores que os das estaduais/federais. O curso é relâmpago, último nome em educação empresarial. E ainda os preços são super-baixos.
- O.o
- Você faz federal, né? Mas vai nessa, continua se dedicando que um dia você chega lá.
- Hum… Obrigado.
- Mas e aí, você trabalha?
Ô vida difícil!!

22 de maio de 2010

Água em pó


Mais um fabuloso experimento que site pontociência nos proporciona! Trata-se da desidratação de um sal, o sulfato de cobre penta-hidratado.

Para saber o que acontece no experimento é só clicar aqui.

11 de maio de 2010

Videogame que ensina física

Por Fábio Reynol

Uma espaçonave de tamanho subatômico tem a missão de capturar partículas, identificá-las e com elas montar estruturas atômicas em outro planeta. Essa é parte da missão do Sprace Game , um jogo de computador projetado por físicos do Centro Regional de Análise de São Paulo (Sprace) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) com o objetivo de transmitir conceitos de física de partículas para o público leigo.

O desenvolvimento do videogame foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e é patrocinado pelo Sprace, centro financiado pela FAPESP e que é ligado ao Instituto de Física Teórica (IFT) do campus da Unesp da Barra Funda, na capital paulista.

Na cerimônia de lançamento, realizada na manhã de segunda-feira (10), o professor do Instituto de Física Teórica da Unesp Sérgio Ferraz Novaes, coordenador do Sprace, contou que o jogo faz parte de um esforço de levar aos alunos de ensino médio do país informações atuais sobre física de partículas.

“As informações escolares sobre estrutura da matéria estão defasadas em quase um século”, declarou Novaes através de um sistema de vídeoconferência. O professor falou aos jornalistas a partir do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), em Genebra, Suíça, onde participa do experimento CMS (Solenoide Múon Compacto, na sigla em inglês).

Para mostrar aos estudantes que os átomos são muito mais do que somente prótons, nêutrons e elétrons, a equipe do IFT enviou a todas as escolas brasileiras do ensino médio cartazes didáticos apresentando as demais partículas subatômicas.

“Porém, os cartazes atingem somente os interessados em física, enquanto que o game alcança muito mais jovens”, afirmou o designer do Sprace Game, Einar Saukas, da Summa Technology+Business, empresa que produziu o jogo. O desenvolvimento do game ficou sob a responsabilidade da empresa Black Widow Games Brasil, com a qual Saukas também está envolvido.

Projetado em linguagem Java, o Sprace Game consegue rodar em qualquer computador com sistemas operacionais Windows, Linus, ou Mac. O programador do jogo, Ulisses Bebianno de Mello, da Black Widow, explicou à

Agência FAPESP que há três versões de resolução para que até máquinas um pouco mais antigas possam receber o jogo.

“Conseguimos rodar a versão mais básica em um Pentium 1,3Ghz com 512M de memória RAM, acreditamos que a configuração mínima para o jogo seja essa”, disse Mello. Por funcionar em plataformas enxutas, o Sprace Game pode servir como ferramenta de ensino em escolas e instituições com poucos recursos, necessitando apenas do acesso à internet. O jogo é gratuito e pode ser acessado na página do Sprace: Sprace Game

Em busca de partículas

Ao passar pelas quatro fases do Sprace Game, o jogador tem que capturar com sua espaçonave partículas subatômicas; levá-las a um laboratório para que sejam identificadas; descobrir do que são formadas as partículas compostas chamadas de hádrons e recombinar quarks para formar prótons e nêutrons.

Com eles, o jogador consegue montar núcleos atômicos de hidrogênio e oxigênio, a fim de produzir um recurso fundamental para a colonização do planeta explorado, a água.

Uma das fases mais interessantes é a segunda, na qual o jogador deve encontrar e perseguir a partícula tau e observar o seu decaimento, que é a decomposição da tau em outras subpartículas no fim de seu tempo de vida. São essas subpartículas que o jogador deverá capturar. “Isso ajuda a explicar o conceito do decaimento”, disse Saukas.

O designer revelou que um dos grandes desafios do projeto foi criar um jogo que proporcionasse entretenimento sem perder a precisão científica. “Não podíamos fazer um jogo somente divertido e que tivesse incorreções científicas, nem fazer algo muito preciso e que fosse chato de jogar”, afirmou.

O produto final foi testado e aprovado por alunos do ensino médio participantes do Master Class: Hands on Particle Physics evento internacional cuja etapa paulista foi realizada em fevereiro pela Unesp. “Os estudantes tiveram duas horas para jogar, mas depois desse tempo ainda queriam continuar jogando”, contou Saukas.

O sucesso inicial demonstra o acerto na escolha do jogo eletrônico como mídia para divulgar a física de partículas, segundo acredita o professor Novaes. Para ele, trata-se de conceitos intrincados e que precisam ser repetidos para que sejam assimilados. “Filmes, livros e quadrinhos já foram feitos com esse objetivo, mas o videogame é muito mais eficaz nesse aspecto”, declarou o professor.

Repercussão internacional

O professor da Unesp disse que o Sprace Game já tem despertado o interesse de outros países. Uma versão em inglês está sendo finalizada para dar origem a traduções para outros idiomas.

Pesquisadores e divulgadores científicos da França, Áustria, Portugal, República Tcheca e Estados Unidos entraram em contato com Novaes para conversar sobre o jogo, além de profissionais de divulgação científica da Comunidade Europeia.

O professor Helio Takai, do Brookhaven National Laboratory, de Upton, nos Estados Unidos, que também participou da videoconferência do lançamento do Sprace, afirmou que o jogo poderá reduzir a defasagem do ensino de física de partículas que também existe naquele país.

Como no Brasil, o ensino norte-americano de física até o nível médio repassa conceitos da física descobertos até o início do século 20. Desde então, experimentos realizados em aceleradores de partículas revelaram que prótons e nêutrons são compostos de quarks, partes ainda menores.

Além dos quarks, que se dividem em seis tipos (up, down, strange, charm, bottom e top), também foram descobertos os léptons (elétron, múon, tau e seus três respectivos neutrinos) e as partículas responsáveis pelas interações forte, fraca e eletromagnética (glúon, W, Z e fóton). Enriquecer os conhecimentos de física de estudantes ensino médio com essas informações mais atualizadas é o objetivo principal do Sprace Game.

“Aqui nos Estados Unidos, as agências de pesquisa valorizam muito as atividades educacionais. Da mesma forma, no Brasil, iniciativas como o Sprace são uma maneira de retribuir à população os investimentos públicos em pesquisa”, falou Takai na cerimônia de lançamento.

Novaes disse que um colega resumiu o ensino de física nesses termos: “Um professor do século 20 ensina física do século 19 para um estudante do século 21”. Para o professor da Unesp, o Sprace Game procura levar informações contemporâneas para estudantes do século 21, por meio de uma mídia moderna.

Matéria original: Agência FAPESP

4 de abril de 2010

Revista Aula Aberta


A Scientific American lançou recentemente a revista Aula Aberta, com reprodução de artigos publicados pela revista Scientific American Brasil e orientações para os professores das áreas de Química, Física, Biologia e Matemática utilizarem o conteúdo em suas aulas.

Uma proposta muito interessante, pois cada artigo é acompanhado de hipertextos para o uso em sala de aula, explicações sobre os conceitos envolvidos, planos de aula, leitura complementar e propostas de atividades.

O número 01 da revista foi lançado em 2009 e trouxe como proposta de trabalho para a Química "O segredo das bolhas de champanhe", abordando conceitos como: dissolução de gases, pressão, Lei de Henry, forças de Van der Waals e fermentação. Acessando o site da editora é possível encontrar este exemplar.

O que está me intrigando bastante é o fato de que a própria editora não parece estar muito interessada em divulgar a revista, em oferecê-la aos professores, pois o segundo número já saiu e não se encontra disponível para venda. Quem tem acesso ao site Moderna Plus pode conferir todo o conteúdo da revista, mas é só! Se você quiser comprar não encontra. Além disso a editora não respondeu os e-mails que enviei pedindo informações sobre a periodicidade da revista e assinatura.

Nesse número 02 o tema tratado é a maior fonte de água tratada do mundo que é a estação de tratamento de Nova Iguaçu (RJ). O texto traz orientações de como trabalhar a concientização ambiental dos alunos na abordagem de conceitos como: misturas, métodos de separação, funções inorgânicas, reações química, equilíbrio químico e soluções.

UPDATE (05/04/2010)

Hoje cedo recebi o e-mail de um rapaz da Moderna Plus, o mesmo que me avisou sobre a publicação da edição número 02 da revista.

Após ler este post ele achou por bem fazer alguns esclarecimentos. Segue a mensagem:

Cara professora Alcione,

Tive a oportunidade de ler o post sobre a revista no seu blog e gostaria de esclarecer alguns pontos.

Todos os professores dos colégios adotantes do Moderna Plus recebem os exemplares da revista além de poder acessá-la através do portal.

Para os não-adotantes, a revista é encontrada nas bancas a um preço sugerido de R$ 6,90.

E esse é o seu primeiro contato que recebo.

Atenciosamente,

Maurílio Estevão Fontanesi


Minha resposta:

Maurilio

Com você esse pode mesmo ser o primeiro contato, mas com a editora Duetto nunca consigo uma resposta e já foram vários e-mails.

Você sabe dizer qual a periodicidade da revista e se ela não for encontrada nas bancas, como devo proceder para comprar ou assinar?

Grata pela atenção.

Alcione Torres


Resposta à minha pergunta:

Alcione,

A revista tem periodicidade trimestral e caso não for encontrada nas bancas pode entrar em contato com a Duetto ou com o consultor comercial da Moderna na sua região.

Atenciosamente,

Maurílio Estevão Fontanesi


E eu respondi:

Acho que será mais fácil com vocês da Moderna mesmo, pois a Duetto não responde.
Obrigada.

Alcione Torres


Continua o mistério sobre o site e a assinatura da revista.

2 de abril de 2010

Cidade do Átomo

atomo
Cidade do Átomo é um software que utiliza uma abordagem de resolução de problemas para o tratamento do tema Radioatividade. Este programa "permite desenvolver uma estratégia pedagógica de jogo de papéis para discussões sobre a produção de energia elétrica através do uso da energia nuclear" (Site). Para fazer o download do software acesse o site http://www.iq.ufrgs.br/aeq/cidatom.htm
 

🏃🏻‍♀️Siga @ensinodequimica no Instagram para ver mais!

 

 

16 de março de 2010

Livros digitais da UNESP


A UNESP lançou uma coleção de livros digitais para download gratuito no site da Cultura Acadêmica. Inicialmente foram lançados 44 livros das diferentes áreas do conhecimento.

Na área de Ensino de Ciências existem dois livros: Ensino de Ciências e Matemática I, com textos sobre formação de professores, e Ensino de Ciências e Matemática II, com textos sobre formação de conceitos.

7 de março de 2010

Para além da Tabela Periódica

Um grupo internacional de cientistas, com participação brasileira, conseguiu a primeira evidência experimental de que núcleos atômicos compostos de antimatéria "estranha" podem ser produzidos pela colisão de íons de ouro em alta energia.

A capacidade para formar em abundância essas partículas exóticas, segundo os autores, poderá ser fundamental para por à prova aspectos fundamentais da física nuclear, da astrofísica e da cosmologia.

O experimento, realizado pela Colaboração Star – que reúne 584 cientistas de 54 instituições em 12 países diferentes – foi produzido no Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC, na sigla em inglês), localizado nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados nesta sexta-feira (5/3) no site da revista Science.

Os coautores brasileiros são Alejandro Szanto Toledo, Alexandre Suaide e Marcelo Munhoz – todos eles professores do Departamento de Física Nuclear do Instituto de Física (IF) da Universidade de São Paulo (USP) –, Jun Takahashi, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e seus orientandos de doutorado Rafael Derradi de Souza e Geraldo Vasconcelos.

De acordo com Toledo, que é diretor do IF-USP desde 2006, a participação dos cientistas paulistas na colaboração contou com diversos auxílios da FAPESP. Toledo coordena atualmente o Projeto Temático “Reações nucleares nos regimes relativístico e astrofísico”, apoiado pela Fundação. Takahashi, atualmente na Unicamp, foi seu orientando de pós-doutorado na USP, com Bolsa da FAPESP.

Segundo Toledo, o artigo descreveu a primeira observação da formação de um anti-hipernúcleo. De acordo com ele, uma colisão de íons pesados em alta energia, como a que foi produzida no RHIC, gera uma grande quantidade de partículas. Em tese, quando a energia é superior a duas vezes a massa de determinado hádron, antipartículas desse hádron podem ser geradas, o que ocorre quando a transição de fase é atingida.

“Essas antipartículas são submetidas à coalescência – um processo análogo à condensação – e algumas delas podem agregar, por exemplo, dois antinêutrons e um antipróton, formando um antitrítio – isto é, um núcleo de antimatéria correspondente ao do átomo de trítio – o isótopo do hidrogênio que possui dois nêutrons e um próton”, disse Toledo à Agência FAPESP.

O experimento, segundo o professor, formou hádrons – partículas formadas por quarks, como os prótons e nêutrons – que possuem um chamado quark estranho, formando o chamado hipernúcleo. No modelo padrão da física de partículas, o quark estranho é aquele que possui o novo número quântico conhecido como “estranheza”.

“Esse hipernúcleo formado, que é um antiestranho, é feito de antimatéria. Essa é a primeira vez em que se conseguiu uma evidência experimental de um anti-hipernúcleo. Ou seja, obtivemos um núcleo que está fora do espaço biparamétrico da tabela periódica. Trata-se, portanto, de antimatéria estranha”, explicou Toledo.

Segundo ele, já se havia obtido antiprótons e antielétrons – ou pósitrons. Mas é a primeira vez que se obtém um anti-hipernúcleo, que é algo bem mais complexo e mais raro. “Estamos felizes por termos um grupo de São Paulo participando do trabalho, porque trata-se de fato de uma descoberta”, destacou.
Toledo explicou que a reação foi produzida nos mais altos níveis de energia atingidos pelo RHIC. Essa região de alta densidade de energia foi formada pela colisão de dois núcleos de ouro a 200 gigaelétron-volts (GeV).

“Como se trata de um anel de colisão, a energia no centro de massa é de 200 GeV: uma quantidade de energia suficientemente grande para derreter a matéria nuclear e provocar uma transição de fase. Com isso, conseguimos passar da matéria hadrônica para a matéria conhecida como quark-glúon plasma”, explicou.

Eixo da estranheza

Esse novo estado da matéria nuclear originado da transição de fase, de acordo com Toledo, também foi observado pela primeira vez de forma conclusiva no RHIC. É esse estado que possibilitou a formação da coalescência, produzindo os anti-hipernúcleos.

“Para se ter uma ideia da eficiência do processo, basta dizer que, em 100 milhões de colisões, 70 foram observadas. Para reconhecer essas 70 colisões, foi preciso fazer um trabalho de identificação dessas partículas e de seus descendentes em um meio superpovoado com todas as partículas criadas pela colisão. Algo como encontrar uma agulha em um palheiro. O filtro necessário para detectar essas partículas teve que ser desenhado com extrema precisão”, disse.

A partir desses resultados, segundo Toledo, um dos caminhos possíveis consiste em prosseguir com os experimentos até a construção de uma nova tabela periódica. A próxima meta planejada, de acordo com ele, é a criação de um anti-hélio: uma partícula alfa de antimatéria.

“Quanto mais complexo é o antinúcleo, menor a probabilidade de coalescência. O anti-trítio é composto de três partículas. Mas se quisermos um anti-hélio, vamos precisar de quatro partículas na mesma região do espaço: dois antiprótons e dois antinêutrons. Não será fácil, mas a Colaboração Star irá enveredar por essa direção”, afirmou.

Outro caminho para as investigações, segundo Toledo, consiste em colocar à prova as leis fundamentais da física de partículas. “Por exemplo, sabemos que a tabela periódica até recentemente possuía dois eixos: o número de prótons e o número de nêutrons. Se estendermos a tabela, podemos encontrar também o número de antiprótons e de antinêutrons no mesmo plano. Com isso, poderíamos criar um terceiro eixo na tabela, que nunca foi observado e é perpendicular aos outros dois: o eixo da estranheza”

Por Fábio de Castro

25 de fevereiro de 2010

Quem quer ser professor?


A revista Nova Escola lançou um especial com artigos e dados de uma pesquisa realizada pela Fundação Victor Civita mostrando que o jovem brasileiro não quer ser professor. O especial mostra os motivos pelos quais a profissão não atrai os jovens que estão prestes a escolher suas profissões e aponta sugestões para tornar a carreira docente mais atrativa.

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