14 de março de 2008

Garoto magnético

Vou transcrever toda a notícia aqui, ok?

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Um estudante de 12 anos da cidade de Richland, no Estado de Nova York, consegue travar os computadores de sua escola, aparentemente devido ao excesso de eletricidade estática em seu corpo.


Joseph Falciatano começou a se chamar de "Homem Magnético" em 2007 depois que seus professores concluíram que sua presença em algumas salas poderia travar os computadores da escola, segundo o jornal local The Post-Standard. "Outro estudante podia usar um computador e tudo ficava normal. Mas se Joe (Falciatano) estava ao computador, coisas estranhas aconteciam. Acho que há alguma coisa na química de seu corpo que causa a confusão nos computadores", disse Marie Yerdon, professora da escola onde Falciatano estuda. O estudante americano afirma que quase não passou em uma das matérias do currículo escolar em 2007, pois teve problemas para concluir seu trabalho, que requeria o uso de Power Point. "Nós desligávamos (o computador), reiniciávamos e ele trabalharia por um tempo, mas em seguida ele começava a ter problemas. Então eu o levava para um computador diferente, que outro estudante usava sem problemas, mas não adiantava", disse Yerdon.


Solução


A professora então colocou um forro embaixo do computador que funcionava como um fio-terra e também colocou uma pulseira antiestática no braço de Falciatano.


Yerdon afirma que a escola comprou estes equipamentos para proteger estudantes que tivessem um marcapasso de qualquer oscilação da eletricidade, enquanto usassem o computador. Neste caso, o equipamento foi usado para proteger o computador. E funcionou.


Quando o pai de Falciatano, também chamado Joseph Falciatano, recebeu um bilhete da escola comunicando o problema, não levou a sério.


"Pensei que era piada. Mandei um email de volta falando 'É, ele sempre quis ser um super-herói'", disse.


Em casa, o estudante só teve problemas com seu videogame Xbox, que travava toda vez que ele tentava jogar.


Os pais de Falciatano trocaram o console pelo Xbox 360, sem fios, que ele pode usar desde que fique longe do console. Kelly Robinson, especialista de uma empresa de Rochester que resolve problemas elétricos e eletrostáticos tentou medir a eletricidade estática no corpo de Joseph Falciatano, mas os resultados foram todos normais.


Mesmo assim, Robinson, afirmou que o problema do estudante é uma "questão de estática".


"Nosso corpo é formado, em grande parte, por água, com um pouco de sal e minerais. Isto faz com que o corpo humano seja um ótimo condutor de eletricidade. E, mesmo que existam variações de pessoa para pessoa, a condutividade ainda é muito alta", disse.


O especialista acrescentou que muitos fatores podem desencadear este tipo de problema e gerar as variações na eletricidade estática: o tipo de roupa que as pessoas usam, se usam calçados com solas isolantes, se esfregam os pés no tapete ou carpete ou se trabalham em salas com baixa umidade.


Para o início do novo ano letivo, a escola de Joseph Falciatano mudou o estudante de sala e os problemas parecem ter acabado. O estudante nem precisou usar a pulseira antiestática. Mas tem usado menos o computador da escola.



Encontrei aqui. Mas quem me indicou foi Mielle do M'zONe.





13 de março de 2008

Tudo sobre incerteza

Documentário sobre Mecânica Quântica completo. Explica e faz entender não só a Física Quântica, mas também o quanto ela afetou a tecnologia, a cultura e a filosofia. Personalidades citadas no documentário: Albert Einstein, Max Planck, Max Born, Werner Heisenberg, Erwin Schrödinger, Paul Dirac, Neils Bohr, John Von Neumann, John Stewart Bell, Leon Lederman e Yakir Aharonov.






Entrevista com Gerson Mól

Há algum tempo tenho essa vontade de colocar entrevistas com pessoas da área do Ensino de Química aqui no site e essa idéia está começando a se concretizar!


Hoje, inauguro essa seção do blog com a entrevista com o prof. Dr. Gerson Mól, que muitos devem conhecer por causa do livro Química & Sociedade, do qual ele é co-autor.


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Entrevista com o prof. Dr. Gerson Mól




Como surgiu a idéia dos módulos de Química & Sociedade?


A idéia surgiu a partir da LDB que propõe uma flexibilização dos currículos. Entendíamos na época que o livro didático engessa muito a organização dos conteúdos. Os módulos foram concebidos considerando que cada professor poderia propor uma seqüência de utilização. Essa idéia persiste, em parte, no livro, na medida em que tentamos manter certa autonomia de conteúdo nas unidades de forma que possam ser trabalhadas em diferentes seqüências.


Como foi a escolha dos temas de cada módulo?

Como somos uma equipe grande (oito professores), essas decisões foram tomadas a partir de sugestões e debates. A idéia sempre foi buscar temas de relevância sócio-ambiental que despertasse o interesse dos alunos e, ao mesmo tempo, permitisse uma boa relação com o conteúdo a ser abordado.


Todos os módulos foram publicados antes da publicação do livro?

Foram publicados os 4 primeiros módulos. O quinto e o sexto chegaram a ser enviados à editora, mas o Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio - PNLEM – previa que só poderiam participar coleções de três volumes ou volumes únicos. Por isso, centramos nossos esforços no volume único.


Já que a idéia de módulos temáticos ao invés de livros didáticos tradicionais para o ensino de Química era nova, vocês encontraram algum tipo de resistência?

Na verdade não encontramos resistência, mas uma dificuldade dos professores em perceber que o livro didático pode ter um formato diferente do tradicional. Era comum os módulos serem chamados de revista, devido à semelhança física. Para isso já tínhamos um discurso pronto para explicar que era um livro didático em formato diferente.


Por que os módulos se transformaram em um livro? Que características diferenciadas possuem o livro Química & Sociedade?

Essa foi uma exigência do PNLEM e não queríamos perder a oportunidade de ver nosso trabalho chegar a alunos de toda rede pública de ensino. Além disso, tivemos que atender outra exigências do programa como, por exemplo, eliminar qualquer imagem que pudesse ser entendida como um propaganda de qualquer marca.


Muitos professores do Ensino Médio ainda têm restrições quanto à utilização do material do PEQUIS (módulos e livro). O que você pode dizer a esses professores? Como eles devem utilizar o material?

O novo sempre assusta. É mais cômodo ficar no lugar seguro do que já conhecemos e sabemos onde vamos parar. Mesmo que não gostemos desse resultado. Entretanto, inovar é criar possibilidades e novos resultados. É renovar o ânimo em busca de melhores resultados. Como o professor é sempre o ator principal na condução do processo de ensino-aprendizagem, ele pode dar o tom que melhor lhe convier e inovar aos poucos. Tenho muito clareza que um “péssimo livro” nas mãos de um professor bom pode dar bons resultados. Por outro lado um “excelente livro” nas mãos de um professoe despreparado e desinteressado não vai ajudar muito. Entretanto, a combinação de bons livros e professores preparados e motivados pode revolucionar o ensino. É comum ouvirmos depoimentos de professores dizendo que tinham receio de utilizar o livro, mas que ao iniciarem perceberam o quanto é melhor trabalhar com ele.


Falando um pouco mais sobre você, agora, com o que mais gosta de trabalhar nessa área de Ensino de Química?

Gosto de trabalhar com gente. É muito bom ver o brilho nos olhos dos alunos (mesmo que esses alunos sejam professores). É muito bom encontrar um ex-aluno e ver que ele está seguindo em frente firme. É bom sentir que podemos contribuir para um mundo melhor. Acho que o magistério nos dá essa possibilidade. Temos o poder de mudar e estamos mudando...


Em que tipo de projeto você está engajado no momento?

Estamos trabalhando num projeto para o desenvolvimento de atividades para o ensino de Química a alunos com deficiência visual. A inclusão é uma necessidade imposta a qualquer sociedade que se proponha a ser justa. Estamos preparando todo o “Química & Sociedade” para que esse alunos tenham acesso à nossa querida e fantástica Química.


Obrigada pela entrevista, professor Mól.


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O prof. Dr. Gerson de Souza Mól é Bacharel e Licenciado em Química pela UFV, tem Mestrado em Química pela UFMG e Doutorado em Química pela UNB, no qual trabalhou com um projeto voltado para o uso de analogias no ensino da Química.

12 de março de 2008

Mais uma Tabela interativa!




Esta Tabela Periódica interativa é muito boa! 
Ptable é uma tabela periódica que indica, além do símbolo de cada elemento e seus números atômico e de massa, um link para se obter informações sobre cada um deles na Wikipédia. Também traz informações sobre a as temperaturas de mudança de estado, distribuição eletrônica de cada um dos elementos, orbitais. A tabela está disponível em diversos idomas, inclusive português. 
Encontrei no blog da professora Cristiana Passinato.

Veja também: