29 de março de 2008

Retrocesso na educação?

Saiu hoje (29/03/2008) no jornal O Estado de São Paulo, uma matéria com o título Retrocesso na educação. Quando li, não acreditei!

O jornal acusa o MEC de promover um retrocesso na educação, no momento em que tenta moralizar o Ensino Superior privado no país. Segundo o jornal, "a preocupação com a qualidade, em outras palavras, seria pretexto para criar empecilhos para empresas multinacionais que pretendam investir no mercado educacional brasileiro" e diz que o MEC usa as frases "escola não é padaria" e "educação não é mercadoria" como alegação para as intervenções que vem fazendo e que ainda pretende fazer, considerando essas como frases como vazias ou pouco consistentes para justificar suas ações.

Ora, minha gente, todo mundo sabe como "anda" o Ensino Superior privado no Brasil. O aluno passa por um pseudo vestibular, só para constar, e já está lá dentro. Se sabe escrever o próprio nome, já está valendo! Conta-se nos dedos de uma mão as instituições que realmente podem ser chamadas de "instituições de ensino superior" nesse país. A grande maioria é um aglomerado de analfabetos funcionais que só estão ali pelo diploma, para conseguir algum status e um emprego melhor. O resultado é: profissionais cada vez menos competentes no mercado!

Vocês podem perguntar: o que ela sabe sobre o assunto para afirmar essas coisas? Dei aula recentemente numa faculdade particular e o quadro que vi foi alarmante! Meus alunos não queriam ter o trabalho de estudar. Achavam que tudo o que precisavam saber para ser o profissional que escolheram, eu teria que dar em sala de aula, e com muito cuidadinho, pois eles entendiam somente metade das coisas que eu dizia! Cheguei ao cúmulo de perguntar, a uma turma que me causou muitos problemas, como tinham passado no vestibular sem saber aquele mínimo que eu lhes pedia? Não sabiam operar com números decimais!!!! Não sabiam o que era uma regra de três!!!! Achavam que os elétrons ficavam no núcleo do átomo, mesmo depois de uma aula utilizando slides com os vários modelos de átomos já elaborados!!!! Esses mesmos alunos e outros, reclamaram de mim várias vezes em coordenações de curso por que eu dava muito assunto difícil! Vejam que não reclamavam do meu método! Reclamavam do que tinham que saber para serem engenheiros e nutricionistas!

Querem mais exemplos de como a coisa funciona dentro dessas instituições? Vou lhes dar mais dois.

Meu marido, que ensina na mesma instituição que ensinei, outro dia teve que encarar o pai de uma aluna, que o ameaçava de tudo quanto é barbaridade, já que tinha poder suficiente. Era um juiz, desembargador, sei lá o que! O motivo? A filha do sujeito, que se achava mais doutor que meu marido que é realmente doutor (em Química), era relapsa: não estudava, faltava muito e acabou sendo reprovada na disciplina! O pai queria a aprovação da filha a qualquer custo!

O outro exemplo aconteceu com um amigo que lecionava numa faculdade dessas "pé-de-chinelo" em Salvador. Não recebia salário havia meses e ainda foi quase massacrado por uma turma que reclamou com a direção da faculdade, pois ele dava muito assunto, assuntos muito difíceis. O coitado lecionava Antroplogia e os alunos não queriam saber de nada! Chegaram ao cúmulo, num dia em que ele teve uma conversa séria com a turma, após uma avaliação em que praticamente todos foram mal, de dizer a esse meu amigo: "Professor, não perca seu tempo querendo ensinar essas coisas difíceis pra gente. Dá o diploma e pronto! É só o que a gente quer. A gente não quer aprender Antropologia!".

Então, me digam: dá para continuar assim? O MEC está ou não está certo em querer moralizar, exigir qualidade e impedir que essas faculdades "pé-de-chinelo" se espalhem e continuem jogando no mercado profissionais incompetentes? O capital externo do qual o jornal fala, vale esse sacrifício para o país?

O ensino não é uma mercadoria!


Para ler a matéria, clique aqui.



Segurança em laboratório de Química



Ao se trabalhar num laboratório de Química, é necessário se observar várias normas de segurança. O laboratório é um lugar de riscos e é preciso que se tenha prudência ao utilizar as vidrarias, reagentes e toda a aparelhagem disponível.

O material que tenho para vocês é um pouco grande para ser colocado aqui, mas resume-se basicamente em conselhos para a diminuição dos riscos de acidente, informações sobre socorro de emergência e sobre a aparelhagem principal de um laboratório de Química. Costumo distrubuir a todos os alunos no primeiro dia de aula no laboratório.

Faça o download aqui.


Roteiro para relatório de aula prática


Roteiro para elaboração de relatório de aula prática



TÍTULO: Frase sucinta que indica o principal objetivo da experiência.

RESUMO: Texto de no máximo cinco linhas descrevendo tudo o que foi feito, inclusive os resultados alcançados.

INTRODUÇÃO: Descrição de toda teoria necessária ao entendimento da prática e da discussão dos resultados. Deve ser uma síntese dos vários livros consultados. Ao final da introdução, como último parágrafo, vem o objetivo do trabalho.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL: Descrever o procedimento experimental, ressaltando os principais materiais e equipamentos utilizados.

RESULTADOS: Consiste na apresentação de todos os dados colhidos em laboratório ou dos calculados decorrentes dos dados. Devem ser apresentados na forma de tabelas, gráficos, etc., de modo a comunicar melhor a mensagem.

DISCUSSÃO: Discutir os dados obtidos à luz da teoria exposta e comparar com os dados da literatura. Quando da síntese de produtos, deve-se comparar os dados físicos obtidos com os da literatura.

Obs.: Estes dois itens podem ser agrupados em um único item: RESULTADOS E DISCUSSÃO.

CONCLUSÃO: Síntese pessoal sobre as conclusões alcançadas com o seu trabalho. Enumere os resultados mais significativos do trabalho. Não deve apresentar nenhuma conclusão que não seja fruto da discussão.

REFERÊNCIAS: Livros, sites e artigos usados para escrever o relatório, devem ser citados. Usar as normas da ABNT. Caso utilize algum material para estudo e entendimento da aula prática que não seja necessário ser citado no texto, coloque logo após as referências e chame de BIBLIOGRAFIA CONSULTADA.

ANEXOS (Opcional): Outras informações relevantes que possam ilustrar alguma observação ou declaração contida no texto.



P.S.: Esse roteiro é utilizado por alunos de graduação. Para alunos de Ensino Básico, o professor pode fazer adequações e usá-lo da forma que achar melhor.





Aula Participativa



Esse material me foi passado pelo prof. Dr. Neurivaldo de Guzzi Filho, da Universidade Estadual de Santa Cruz, quando trabalhávamos juntos. Acredito que seja uma boa forma de trabalhar a Química, fugindo do método tradicional e incorporando algo de muito valor e que poucos professores atentam para esse fato: a participação do aluno no processo ensino-aprendizagem não pode ser somente o de ouvinte. Assim, o trabalho se torna algo mecânico e sem vida.


----------------------------------------------------


AULA PARTICIPATIVA




Esta aula é um dinâmica que visa, sobretudo, à participação ativa de todos os alunos, a fim de despertar sua criatividade, hábitos de estudo, bom relacionamento, auxiliando-os a superar suas inibições e fazendo perceber que há formas de aquisição do conhecimento além da assistência às aulas convencionais. Sua viabilização se dá por meio do desempenho de diversas funções assumidas pelos alunos. Cada função pode ser desempenhada por um ou mais alunos, ficando sua designação a cargo do professor, que levará em consideração o número de alunos da turma, os talentos e inclinações de cada um e a efetiva participação de todos.
Essas funções são descritas a seguir.

Animador: O animador é aquele que introduz de forma coordenada, todas as atividades a serem desenvolvidas pelos colegas. Sua função é semelhante à de um apresentador de programa de TV. Para executar bem sua função, ele deve ter um roteiro em que constem os nomes dos aluno, suas respectivas funções e um breve resumo do que cada um irá apresentar. Esse roteiro deve ser organizado na mesma ordem em que os eventos se sucederão realmente. Ele também controla o tempo, permitindo que todos participem, e apaga a lousa quando necessário.

Assessor de programação: A pessoa a assumir essa função deve ser muito dinâmica, comunicativa e ter um bom relacionamento com os colegas. Cabe-lhe organizar a sequência de todas as atividades e elaborar o roteiro a ser seguido pelo animador. Para que isso seja feito a contento, o assessor de programação deve obter informações de todos os colegas para saber qual a função e o trabalho a ser apresentado por cada um. Essas informações são organizadas sistematicamente e transmitidas ao animador. O assessor é um mediador. Ele também deve auxiliar a organização de todo o material a ser utilizado na aula, dispondo-o de modo facilmente acessível.

Pesquisador: Haverá três categorias de pesquisa para essa função:
a) Pesquisa de opinião: Visa à obtenção de informações sobre a utilização de um determinado tema ou assunto do dia-a-dia. Para isso, deve-se elaborar um roteiro de entrevistas cuja forma – questões estruturadas, semi-abertas ou abertas – será definida em conjunto com o professor. Igualmente, com o auxílio do professor, será definida a “amostragem” da população a ser entrevistada.
b) Pesquisa experimental: Consiste na realização de experiências em laboratório sob a orientação do professor. O objetivo é colocar o aluno em contato com o método científico desde a formulação de hipótese, sua testagem, confirmação ou rejeição e a produção de relatório.
c) Pesquisa bibliográfica: Como sugere o próprio nome, trata-se da pesquisa em fontes bibliográficas, que pode ser desenvolvida, por exemplo, em bibliotecas.

Entrevistador: Entrevista, de maneira sistemática, profissionais habilitados para obter informações relevantes sobre o tema ou assunto.

Expositor: Sua função é fazer uma breve exposição teórica sobre um determinado tema.

Monitor: O trabalho do monitor complementa o do expositor. Sua função é demonstrar a aplicação prática daquilo que foi abordado pelo expositor no campo teórico. Dessa forma, ele pode resolver um exercício, propor e solucionar um problema, construir e apresentar um modelo ou maquete etc.

Jornalista: Recolhe informações de todas as outras funções e realiza observações durante a aula, anotando-as. Organiza essas informações e anotações para compor uma matéria jornalística, a qual será apresentada na aula seguinte, podendo ser exposta em mural no pátio da escola, eventualmente, publicada em informativos internos do colégio.

“Ombudsman”: Faz uma crítica da aula destacando tanto pontos positivos quanto negativos.

Cenarista: É o responsável pela caracterização do ambiente. Prepara e afixa cartazes, recortes etc. Também cuida da sua remoção ao término da aula. Além de preparar o ambiente físico para aula, o cenarista explica o seu significado, usando o tempo que lhe é reservado.

Incentivador: Essa função deve ser exercida com muita responsabilidade e critério. O incentivador observa o desempenho dos colegas e premia aqueles que julgar os melhores. Cada premiação deve ser devidamente justificada.

Artista: Essa função, embora opcional, é importante. Sua atribuição criativa pelo professor pode proporcionar situações em que aprendizagem a lazer se aliem. Em função das características da disciplina e do clima que se queira imprimir à aula, podem-se designar funções como: desenhista, músico, sonoplasta, poeta, ator, fotógrafo, cinegrafista etc.

Avaliador: Responsável pelas papeletas de notas ou conceitos. No início da aula, distribui a relação dos nomes dos alunos para que todos os avaliadores possam lançar nela a nota ou conceito de cada aluno. Faz a média final.

Memória: Elege um aspecto, tópico etc. do conteúdo que julgar relevante, abordado durante a aula e sobre isso faz uma síntese, ressaltando sua importância teórica e/ou prática.

Disciplinador: Cuida da disciplina da classe. Para isso, deve observar os colegas indisciplinados e chamar sua atenção de modo delicado e educado, mas com firmeza. É uma função muito importante, pois contribui com o bom andamento da aula.

É fundamental para o sucesso da aula que o professor assessore, oriente e supervisione todas as funções em todas as suas fases, desde o planejamento até a execução. Também é indispensável que, no final da aula, o professor teça comentários inteligentes, descrevendo aspectos positivos e negativos, fazendo-o com sensatez e prudência, respeitando as limitações e valorizando as potencialidades de seus alunos.


Você pode fazer o download do arquivo em .pdf para impressão aqui.

Elaboração de relatórios científicos

Vi no blog de Adriane, esse site que mostra como elaborar relatórios e achei bem interessante.

Como elaborar um relatório científico (orientações bem detalhadas com passo-a-passo)



28 de março de 2008

Como funciona o plástico



Encontrei um material bem interessante sobre plásticos no site Como Tudo Funciona (How Stuff Works).

Você vai encontrar a história do plástico, a química do plástico, os tipos de reações, os tipos de plásticos, fabricação e reciclagem.

Um bom material para servir de apoio no caso de um projeto que envolva o tema.

Para acessar, clique aqui.




27 de março de 2008

Pesquisa qualitativa e formação de professores: pressupostos teóricos e validez

Esse texto foi um ensaio que fiz para uma disciplina do mestrado, no qual trabalhava os pressupostos da pesquisa qualitativa, fazendo um link com o trabalho de formação pelas histórias de vida, objeto do meu trabalho de pesquisa.



------------------------------------------------------------



Pesquisa qualitativa e formação de professores: pressupostos teóricos e validez



O presente texto traz uma reflexão sobre a utilização da metodologia qualitativa como o recurso mais apropriado na pesquisa em ciências humanas, em especial em educação. Os pressupostos teóricos e epistemológicos desse tipo de investigação vêm apoiar o uso desta metodologia como uma melhor alternativa ao uso de técnicas positivistas, as quais não têm dado conta dos problemas vivenciados pelas ciências humanas. Esses pressupostos também apóiam a discussão sobre o problema da validade e da generalização dos resultados obtidos por esse tipo de pesquisa. A seguir, o texto explora um tipo de metodologia qualitativa muito utilizada nas pesquisas sobre formação de professores que é a história de vida. Essa metodologia se configura como uma ferramenta eficaz na valorização do professor como o sujeito da investigação e não mais como o objeto desta e define abordagens importantes para o processo de construção da identidade docente.

Palavras-chave: pesquisa qualitativa; educação; formação de professores; história de vida.



Texto completo aqui.



26 de março de 2008

A Formação Inicial e Continuada de Professores de Química

professor
A Formação Inicial e Continuada de Professores de Química


Autor: Otavio Aloisio Maldaner

Editora: Unijuí

Sinopse: Em "A Formação Inicial e Continuada de Professores de Química" discutem-se formas práticas de inserir professores e formadores de professores no debate para a melhoria da qualidade educativa nas escolas e nas instituições de ensino superior. Em processo de pesquisa, professores começam a reconhecer as suas crenças e a entender as suas práticas, projetando ações mais concernentes com as suas necessidades formativas dos estudantes. A complexidade da ação educativa específica exige o contínuo desenvolvimento intelectual dos professores, condição de seu desenvolvimento profissional, o que torna-se possível nas interações amplas entre professores de escola e pesquisadores universitários envolvidos na formação de novos professores. O estudo mostra que a interação é mais produtiva quando são focalizadas as ações correntes dos professores, por eles analisadas e entendidas com base nas teorias introduzidas com essa finalidade.

 

🏃🏻‍♀️Siga @ensinodequimica no Instagram para ver mais!

 

➕ Livros sobre o tema:


 
 
🚚 Tenha Frete GRÁTIS, rápido e sem valor mínimo com Amazon Prime: https://amzn.to/36BV9NH
 

18 de março de 2008

Experimentação e construção de conhecimentos

Esse texto, foi uma parte do meu relatório de estágio quando me formei em Licenciatura em Química em 2000. A linguagem e a abordagem são bem simples, mas achei legal colocar aqui.

-------------------------------------------------------


Experimentação e construção de conhecimentos


Alcione Torres Ribeiro



O sistema educacional como um todo passa por graves problemas. Muitos desses problemas estão relacionados com as práticas educativas. Estas, muitas vezes, conseguem despertar o interesse dos alunos nos primeiros anos de atividade escolar, já que buscam ser motivadoras e de importante papel no desenvolvimento psicológico do indivíduo.


A partir da idade de dez anos, aproximadamente, o aluno possui uma maior capacidade cognitiva. Nesse momento, os conteúdos se tornam mais acadêmicos e o interesse pela escola diminui em decorrência dessa formalização do ensino e do distanciamento dos conteúdos da vida cotidiana.

... é como se o sistema educativo estivesse desperdiçando a melhoria que se produziu na mente dos alunos e, em vez de obter melhor partido, estabelecesse as condições para produzir o contrário. (CARRETERO, 1997, p. 8)

Por esse motivo, há uma grande preocupação no sentido de se fazer uma reforma no sistema educacional que devolva ao aluno o interesse pela escola e pela produção de conhecimento. Para isso, é preciso lançar mão de alternativas eficazes que ultrapassem ao estilo tradicional e tragam vida nova ao processo ensino-aprendizagem. Carretero cita questões indispensáveis a essa reforma:


  • Partir do nível de desenvolvimento do aluno.

  • Assegurar a construção de aprendizagens significativas.

  • Possibilitar que os alunos realizem aprendizagens significativas por si sós.

  • Procurar que os alunos modifiquem seus esquemas de conhecimento.

  • Estabelecer relações ricas entre o novo conhecimento e os esquemas de conhecimento já existentes. (CARRETERO, 1997, p. 9)

Essas alternativas têm base nas idéias construtivistas.

As idéias que sustentam um indivíduo não são produtos do meio ou simples resultados de suas disposições internas, mas uma interação entre esses dois fatores para a construção diária de conhecimentos. Segundo Carretero, a posição construtivista é a de que "o conhecimento não é uma cópia da realidade, mas, sim, uma construção do ser humano". (1997, p. 10)

Tal construção é realizada através dos esquemas que o ser humano já possui, ou seja, com o que já construiu em sua relação com o meio em que vive.

Um esquema é um padrão de comportamento ou uma ação que se desenvolve com uma certa organização e que consiste num modo de abordar a realidade e conhecê-la. (GOULART, 1998, p.16)

Os esquemas podem ser muito simples ou muito complexos; podem ser muito gerais ou muito especializados. Podem ser inadequados ou incorretos a respeito de noções científicas e, nesse caso, é preciso modificar os esquemas.

Para Piaget, o conhecimento não é uma qualidade estática e sim uma relação dinâmica. A forma de um indivíduo abordar a realidade é sempre uma forma construtivista e, portanto tem a ver com a sua disposição, com o seu conhecimento anterior e com as características do objeto. Então, a aprendizagem se dá através da construção de conceitos pela interação entre esquemas e respostas a respeito do objeto em estudo.

Nesse momento, a aquisição de conhecimentos através da experimentação se torna importante para o desenvolvimento cognitivo do indivíduo.


Experimentação no ensino de ciências

Segundo Goulart, há mais de cem anos já se recomendava o uso do laboratório no ensino de ciências. A experiência é um recurso capaz de assegurar uma transmissão eficaz dos conhecimentos escolares, porém a falta de preparo dos professores faz com que essa não seja uma prática constante nas escolas e o ensino de ciências acaba se tornando algo distante da realidade e do cotidiano do aluno.

Os cursos de formação de professores falham no momento em que consideram a atividade experimental como um mero recurso pedagógico usado para facilitar a aprendizagem de conteúdos previamente selecionados e expostos pelo professor. Assim, esquece-se que estes conteúdos estão na vida dos alunos a todo momento e se pode experimentar sempre e avaliar até que ponto foram utilizados esquemas válidos para a construção dos conceitos.

A experimentação pode-se dar de três maneiras:

1) A experiência é realizada pelo professor como forma de demonstração ou pelos próprios alunos, através de um roteiro detalhado elaborado pelo professor;
2) A experiência é realizada antes da explanação a fim de introduzir e explorar o que vai ser trabalhado nas aulas teóricas ou depois para a verificação do que foi exposto;
3) A experiência pode ter um caráter indutivo e, nesse caso, o aluno pode controlar variáveis e descobrir ou redescobrir relações funcionais entre elas. Pode também ter um caráter dedutivo quando eles têm a oportunidade de testar o que é dito na teoria.

O ensino de Química segue o ritmo da aprendizagem teórica, sem ligação com o cotidiano. Por isso, muitas vezes se torna difícil a compreensão dos conteúdos por parte do aluno e a disciplina acaba sendo vista como um amontoado de teorias sem sentido prático. A experimentação é a oportunidade que o sujeito tem de extrair de sua ação as conseqüências que lhe são próprias e aprender com os erros tanto quanto com os acertos.

Referências

GOULART, Iris Barbosa. A educação na perspectiva construtivista. Petrópolis: Editora Vozes, 1995.

CARRETERO, Mario. Construtivismo e Educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.



15 de março de 2008

Decomposição da água oxigenada


Encontrei este vídeo num site em que o professor dizia que este seria o primeiro podcast sobre Cinética Química, mas, infelizmente, passado um ano, ele não fez outros.



Encontrei aqui.




14 de março de 2008

Garoto magnético

Vou transcrever toda a notícia aqui, ok?

----------------------------------------------------




Um estudante de 12 anos da cidade de Richland, no Estado de Nova York, consegue travar os computadores de sua escola, aparentemente devido ao excesso de eletricidade estática em seu corpo.


Joseph Falciatano começou a se chamar de "Homem Magnético" em 2007 depois que seus professores concluíram que sua presença em algumas salas poderia travar os computadores da escola, segundo o jornal local The Post-Standard. "Outro estudante podia usar um computador e tudo ficava normal. Mas se Joe (Falciatano) estava ao computador, coisas estranhas aconteciam. Acho que há alguma coisa na química de seu corpo que causa a confusão nos computadores", disse Marie Yerdon, professora da escola onde Falciatano estuda. O estudante americano afirma que quase não passou em uma das matérias do currículo escolar em 2007, pois teve problemas para concluir seu trabalho, que requeria o uso de Power Point. "Nós desligávamos (o computador), reiniciávamos e ele trabalharia por um tempo, mas em seguida ele começava a ter problemas. Então eu o levava para um computador diferente, que outro estudante usava sem problemas, mas não adiantava", disse Yerdon.


Solução


A professora então colocou um forro embaixo do computador que funcionava como um fio-terra e também colocou uma pulseira antiestática no braço de Falciatano.


Yerdon afirma que a escola comprou estes equipamentos para proteger estudantes que tivessem um marcapasso de qualquer oscilação da eletricidade, enquanto usassem o computador. Neste caso, o equipamento foi usado para proteger o computador. E funcionou.


Quando o pai de Falciatano, também chamado Joseph Falciatano, recebeu um bilhete da escola comunicando o problema, não levou a sério.


"Pensei que era piada. Mandei um email de volta falando 'É, ele sempre quis ser um super-herói'", disse.


Em casa, o estudante só teve problemas com seu videogame Xbox, que travava toda vez que ele tentava jogar.


Os pais de Falciatano trocaram o console pelo Xbox 360, sem fios, que ele pode usar desde que fique longe do console. Kelly Robinson, especialista de uma empresa de Rochester que resolve problemas elétricos e eletrostáticos tentou medir a eletricidade estática no corpo de Joseph Falciatano, mas os resultados foram todos normais.


Mesmo assim, Robinson, afirmou que o problema do estudante é uma "questão de estática".


"Nosso corpo é formado, em grande parte, por água, com um pouco de sal e minerais. Isto faz com que o corpo humano seja um ótimo condutor de eletricidade. E, mesmo que existam variações de pessoa para pessoa, a condutividade ainda é muito alta", disse.


O especialista acrescentou que muitos fatores podem desencadear este tipo de problema e gerar as variações na eletricidade estática: o tipo de roupa que as pessoas usam, se usam calçados com solas isolantes, se esfregam os pés no tapete ou carpete ou se trabalham em salas com baixa umidade.


Para o início do novo ano letivo, a escola de Joseph Falciatano mudou o estudante de sala e os problemas parecem ter acabado. O estudante nem precisou usar a pulseira antiestática. Mas tem usado menos o computador da escola.



Encontrei aqui. Mas quem me indicou foi Mielle do M'zONe.





13 de março de 2008

Tudo sobre incerteza

Documentário sobre Mecânica Quântica completo. Explica e faz entender não só a Física Quântica, mas também o quanto ela afetou a tecnologia, a cultura e a filosofia. Personalidades citadas no documentário: Albert Einstein, Max Planck, Max Born, Werner Heisenberg, Erwin Schrödinger, Paul Dirac, Neils Bohr, John Von Neumann, John Stewart Bell, Leon Lederman e Yakir Aharonov.






Entrevista com Gerson Mól

Há algum tempo tenho essa vontade de colocar entrevistas com pessoas da área do Ensino de Química aqui no site e essa idéia está começando a se concretizar!


Hoje, inauguro essa seção do blog com a entrevista com o prof. Dr. Gerson Mól, que muitos devem conhecer por causa do livro Química & Sociedade, do qual ele é co-autor.


-----------------------------------------------------------------


Entrevista com o prof. Dr. Gerson Mól




Como surgiu a idéia dos módulos de Química & Sociedade?


A idéia surgiu a partir da LDB que propõe uma flexibilização dos currículos. Entendíamos na época que o livro didático engessa muito a organização dos conteúdos. Os módulos foram concebidos considerando que cada professor poderia propor uma seqüência de utilização. Essa idéia persiste, em parte, no livro, na medida em que tentamos manter certa autonomia de conteúdo nas unidades de forma que possam ser trabalhadas em diferentes seqüências.


Como foi a escolha dos temas de cada módulo?

Como somos uma equipe grande (oito professores), essas decisões foram tomadas a partir de sugestões e debates. A idéia sempre foi buscar temas de relevância sócio-ambiental que despertasse o interesse dos alunos e, ao mesmo tempo, permitisse uma boa relação com o conteúdo a ser abordado.


Todos os módulos foram publicados antes da publicação do livro?

Foram publicados os 4 primeiros módulos. O quinto e o sexto chegaram a ser enviados à editora, mas o Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio - PNLEM – previa que só poderiam participar coleções de três volumes ou volumes únicos. Por isso, centramos nossos esforços no volume único.


Já que a idéia de módulos temáticos ao invés de livros didáticos tradicionais para o ensino de Química era nova, vocês encontraram algum tipo de resistência?

Na verdade não encontramos resistência, mas uma dificuldade dos professores em perceber que o livro didático pode ter um formato diferente do tradicional. Era comum os módulos serem chamados de revista, devido à semelhança física. Para isso já tínhamos um discurso pronto para explicar que era um livro didático em formato diferente.


Por que os módulos se transformaram em um livro? Que características diferenciadas possuem o livro Química & Sociedade?

Essa foi uma exigência do PNLEM e não queríamos perder a oportunidade de ver nosso trabalho chegar a alunos de toda rede pública de ensino. Além disso, tivemos que atender outra exigências do programa como, por exemplo, eliminar qualquer imagem que pudesse ser entendida como um propaganda de qualquer marca.


Muitos professores do Ensino Médio ainda têm restrições quanto à utilização do material do PEQUIS (módulos e livro). O que você pode dizer a esses professores? Como eles devem utilizar o material?

O novo sempre assusta. É mais cômodo ficar no lugar seguro do que já conhecemos e sabemos onde vamos parar. Mesmo que não gostemos desse resultado. Entretanto, inovar é criar possibilidades e novos resultados. É renovar o ânimo em busca de melhores resultados. Como o professor é sempre o ator principal na condução do processo de ensino-aprendizagem, ele pode dar o tom que melhor lhe convier e inovar aos poucos. Tenho muito clareza que um “péssimo livro” nas mãos de um professor bom pode dar bons resultados. Por outro lado um “excelente livro” nas mãos de um professoe despreparado e desinteressado não vai ajudar muito. Entretanto, a combinação de bons livros e professores preparados e motivados pode revolucionar o ensino. É comum ouvirmos depoimentos de professores dizendo que tinham receio de utilizar o livro, mas que ao iniciarem perceberam o quanto é melhor trabalhar com ele.


Falando um pouco mais sobre você, agora, com o que mais gosta de trabalhar nessa área de Ensino de Química?

Gosto de trabalhar com gente. É muito bom ver o brilho nos olhos dos alunos (mesmo que esses alunos sejam professores). É muito bom encontrar um ex-aluno e ver que ele está seguindo em frente firme. É bom sentir que podemos contribuir para um mundo melhor. Acho que o magistério nos dá essa possibilidade. Temos o poder de mudar e estamos mudando...


Em que tipo de projeto você está engajado no momento?

Estamos trabalhando num projeto para o desenvolvimento de atividades para o ensino de Química a alunos com deficiência visual. A inclusão é uma necessidade imposta a qualquer sociedade que se proponha a ser justa. Estamos preparando todo o “Química & Sociedade” para que esse alunos tenham acesso à nossa querida e fantástica Química.


Obrigada pela entrevista, professor Mól.


-----------------------------------------------------------------


O prof. Dr. Gerson de Souza Mól é Bacharel e Licenciado em Química pela UFV, tem Mestrado em Química pela UFMG e Doutorado em Química pela UNB, no qual trabalhou com um projeto voltado para o uso de analogias no ensino da Química.

12 de março de 2008

Mais uma Tabela interativa!




Esta Tabela Periódica interativa é muito boa! 
Ptable é uma tabela periódica que indica, além do símbolo de cada elemento e seus números atômico e de massa, um link para se obter informações sobre cada um deles na Wikipédia. Também traz informações sobre a as temperaturas de mudança de estado, distribuição eletrônica de cada um dos elementos, orbitais. A tabela está disponível em diversos idomas, inclusive português. 
Encontrei no blog da professora Cristiana Passinato.

Cérebro Químico


Pesquisadores no Japão criaram um "cérebro" químico minúsculo, que, no futuro, poderá ser usado como uma espécie de controle remoto para nanomáquinas. O dispositivo molecular - cujo tamanho é de apenas dois bilionésimos de um metro de lado a lado - conseguiu controlar oito destas máquinas microscópicas simultaneamente.

Os cientistas do Instituto Nacional de Ciências Materiais de Tsukuba, Japão, publicaram a pesquisa na revista especializada americana Proceedings of the National Academy of Sciences.

"Se (no futuro) alguém quiser fazer uma operação à distância em um tumor, poderá enviar algumas máquinas moleculares ao local", disse o médico Anirban Bandyopadhyay, que participou da pesquisa.

"Mas não é possível apenas colocar (as máquinas moleculares) no sangue e esperar que elas se dirijam ao lugar certo."Para Bandyopadhyay, o cérebro químico pode oferecer uma solução para esse problema. Ele acredita que um dia, este dispositivo poderá guiar os nanorobôs pelo corpo e controlar suas funções.

"Este tipo de dispositivo simplesmente não existia, esta é a primeira vez que criamos um nanocérebro", disse o pesquisador à BBC.

'Dispositivo lógico'

O "cérebro químico" é composto por 17 moléculas do composto químico duroquinona. Cada uma das moléculas é conhecida como "dispositivo lógico".

Cada uma se parece com um anel, com quatro raios que se sobressaem.

Uma molécula de duroquinona fica no centro do anel, formado pelas outras 16 moléculas restantes e todas são ligadas por elos químicos, conhecidos como elos de hidrogênio.

"Nós instruímos apenas uma molécula (para que mudasse seu estado) e, simultaneamente e de forma lógica, esta molécula instruiu as outras 16", disse Bandyopadhyay.

Controle

Para testar a unidade de controle, os cientistas acoplaram oito nanomáquinas criadas por outros pesquisadores.

Todas as oito nanomáquinas responderam simultaneamente a uma única instrução.

"Temos provas claras de que podemos controlar estas máquinas", disse Bandyopadhyay.

A habilidade deste dispositivo de funcionar como uma unidade de controle central também abre a possibilidade de seu uso em computadores, para aumentar seu poder de processamento de informações, afirmam os especialistas.



Esta matéria foi retirada do site Último Segundo.



Molecularium



O Molecularium é um site com simulações de Química e Física muito bom!

Apresenta conceitos relacionados com conceitos como pressão, temperatura, trocas de energia, entropia e desordem, equilíbrio, entre outros.

Apresenta também uma galeria de modelos moleculares estereoscópicos, visíveis com óculos de celofane azul-vermelho.

Se eu for ficar aqui descrevendo tudo o que tem lá, esse post vai ficar imenso! Só indo lá conferir!


As grandes descobertas da Química


O site Nova Química traz uma seção com vídeos relacionados à Química. A intenção deles é produzir seus próprios vídeos e disponibilizar no site. Por enquanto, disponibilizaram uma série de 5 vídeos chamados de "As grandes descobertas da Química" feitos pelo Discovery Channel.

O site também conta com seções de downloads, materiais didáticos e muitas outras coisas relacionadas ao ensino da Química. Vale a pena visitar.

Abaixo, os vídeos da série "As grandes descobertas da Química".

1º vídeo






2º vídeo - Descoberta da uréia e a Tabela Periódica








3º vídeo - Descoberta dos elétrons





4º vídeo - Descoberta da radioatividade e dos plásticos





5º vídeo






11 de março de 2008

Perca um Livro


Esse é o nome de uma campanha que pretende trazer para o Brasil uma prática internacional de incentivo à leitura. A idéia é "perder" um livro em lugar público para ser achado e lido por outras pessoas que, então, farão o mesmo. O objetivo é fazer do mundo inteiro uma livraria. A prática consiste em três passos simples:

1. Leia um bom livro;

2. Cadastre o livro e escreva seus comentários para pegar seu código único e a etiqueta correspondente ao livro;

3."Perca" o livro em um lugar público.

De posse do código o leitor poderá rastrear pelo tempo que quiser os caminhos percorridos pelo livro.

Gente, não é porque ensinamos Química que podemos esquecer de que o aluno precisa ler. Não só para estudar, mas também ler por prazer. Geralmente os professores das Ciências Naturais e Matemática, ignoram isso.

Comunidade no orkut


Abaixo, um vídeo muito bom chamado "Ler devia ser proibido".






9 de março de 2008

Experiências na TV Cultura


Uma dica legal que vim lhes dar. No site da TV Cultura existe uma seção com experiências. São bastante simples, mas se forem bem discutidas podem dar uma boa aula.

O bom também é que eles dão a explicação sobre o fenômeno.

Acessem aqui.

Oficinas experimentais



Oficinas e debates sobre experimentação no ensino de química para professores da 8ª série do ensino fundamental


Essas oficinas foram fruto de um trabalho desenvolvido com a turma da disciplina Prática de Ensino de Química I e II no ano de 2003. Após algumas pesquisas em escolas de Ilhéus e Itabuna, os licenciandos resolveram promover um encontro com os professores da 8ª série do Ensino Fundamental para discutir algumas propostas para melhoria do ensino de química e entender porque os alunos chegam tão mal preparados na 1ª série do Ensino Médio.


Foram oferecidas algumas oficinas temáticas para esses professores e o resultado foi tão bom que nos comprometemos a fazer mais um encontro em 2004, com novas oficinas e para discutir se a aplicação das primeiras foi satisfatória. Esse segundo encontro foi promovido por alunos da disciplina Estágio Supervisionado em Química III e teve a participação um pouco menor dos professores. Na avaliação do 1º encontro os professores foram unânimes em dizer que as práticas aplicadas os ajudaram muito na melhoria do processo ensino-aprendizagem e que o curto tempo de aula não foi empecilho para a realização das mesmas, já que se tratavam de práticas rápidas e simples, mas de grande valor educacional. Os professores também avaliaram o segundo encontro como sendo de grande valor para o trabalho não só com a disciplina Química da 8ª série, mas também com a disciplina de Ciências das outras séries do Ensino Fundamental.


Com os resultados do 1º Encontro, escrevemos um trabalho para o XII ENEQ (Encontro Nacional de Ensino de Química, em Goiânia), o qual foi aceito, apresentado e publicado no CD-ROM do evento. Clicando aqui você poderá ver o resumo desse trabalho. Com os resultados do 2º encontro escrevemos um trabalho para o VII EDUQUI (Encontro de Educação Química da Bahia), apresentado em forma de pôster e comunicação oral. Veja o resumo desse trabalho.

Acesse aqui as oficinas e mais algumas fotos.

Oxigênio


ciência

Oxigênio

 
Autores: Carl Djerassi & Roald Hoffmann

Editora: Vieira & Lent

Sinopse: O que aconteceria se o Prêmio Nobel tivesse que ser concedido a algum cientista do século 18? Qual descoberta seria tão fundamental que mereceria o Prêmio? Quem seria agraciado? Oxigênio, uma peça de teatro em 2 atos e 20 cenas, que se alterna entre 1777 e 2001, conta essa história fictícia e revela os bastidores históricos - estes, sim, verídicos - da descoberta do gás que respiramos, quase simultaneamente realizada pelo químico francês Lavoisier, pelo farmacêutico sueco Scheele e pelo pastor inglês Priestley. Imperdível!

 

🏃🏻‍♀️Siga @ensinodequimica no Instagram para ver mais!
 
 
➕ Livros sobre o tema:


 
 
🚚 Tenha Frete GRÁTIS, rápido e sem valor mínimo com Amazon Prime: https://amzn.to/36BV9NH
 

Tio Tungstênio



história-ciência

Tio Tungstênio: memórias de uma infância química


Autor: Oliver Sacks

Editora: Companhia das Letras

Sinopse: A vida de Oliver Sacks é marcada por uma curiosidade fora do comum. Em Tio Tungstênio, ele relembra sua infância, impregnada de recordações sobre o comportamento misterioso dos materiais. Leitura obrigatória para Químicos!

 

🏃🏻‍♀️Siga @ensinodequimica no Instagram para ver mais!
 
 
➕ Livros sobre o tema:


 
 
🚚 Tenha Frete GRÁTIS, rápido e sem valor mínimo com Amazon Prime: https://amzn.to/36BV9NH
 

6 de março de 2008

A vida das embalagens



Encontrei mais três vídeos no Domínio Público, de um programa da TV Escola, da série Com Ciência, sobre A vida das embalagens.
No programa, os professores debatem sobre o que as escolas estão fazendo para estimular os alunos e despertar a curiosidade para a Ciência, através de experiências práticas do dia-a-dia. Os professores convidados são: Eduardo Mortimer, Andrea Horta e Roseli Schnetzler.


4 de março de 2008

Química: experimentar sem medo



Encontrei no Domínio Público, um programa da TV Escola, da série Com Ciência, sobre A Química Moderna. O ensino de Química com experimentos simples e que podem ser realizados em qualquer sala de aula. O título do programa é Química: experimentar sem medo.


Nesse programa, o apresentador entrevistou dois professores da UnB: Ricardo Gauche e Roberto Ribeiro da Silva (meu querido Bob). E o professor Cláudio Luiz Pereira, do Ensino Médio de Ceilândia, cidade satélite do Distrito Federal.


Basicamente o programa trata de mostrar e discutir uma experiência dos professores da UnB, seus alunos de licenciatura em Quimica, juntamente com os professores da rede pública. Essa experiência, desenvolvida no Laboratório de Pesquisas em Ensino de Química (LPEQ), tem por objetivo criar formas mais concretas de se trabalhar a Química para que os alunos possam entender que é possível aprender Química, sem a utilização do "método decoreba".
Para baixar esses vídeos e outros,
clique aqui.

Para assistir, clique aqui.


3 de março de 2008

De onde vem o fósforo?



No site Domínio Público, do Governo Federal, é possível ter acesso gratuito a vários tipos de materiais educacionais, inclusive vídeos da TV Escola.

Esse vídeo que trago abaixo é para ser usado com crianças, pois possui uma linguagem mais adequada à faixa etária do Ensino Fundamental.

Onde se encontra esse vídeo, existem muitos outros do tipo. É só clicar aqui e você poderá escolher o assunto e fazer o download.



De onde vem o fósforo?



Para fazer download desse vídeo clique aqui.
P.S.: Após ler este post, o colega Tarcisio Souza me enviou um pequeno texto que pode ser utilizado juntamente com a exibição do vídeo. Chama-se "A descoberta do fósforo" e pode ser feito o download aqui.


O que você achou deste material?

Veja também: