12 de outubro de 2011

Folha artificial sintetiza combustível a partir da luz solar


Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) criaram uma espécie de folha de árvore articificial capaz de criar combustível a partir da luz do sol. O protótipo recebeu esse nome porque, tanto quando a folha de uma árvore, consegue sintetizar um combustível químico e armazená-lo para gerar energia mais tarde.

Composta de uma célula de silício - mesmo material usado nas placas fotovoltaicas -, que tem mateirias catalisadores diferentes colados a cada uma de suas faces, a folha artificial não precisa de sistemas de controle externos. Em um tanque com água, o dispositivo começa a gerar bolhas, algumas de oxigênio e outras de hidrogênio. Se o recipiente tiver uma barreira que separe as duas correntes de bolhas, é possível armazená-las e utilizá-las mais tarde para a geração de energia. O exemplo citado pelos pesquisadores no artigo publicado na revista Science é o de usar as bolhas em uma célula que recombine os dois elementos químicos, transformando-os novamente em água, e libere corrente elétrica no processo.

Segundo Daniel Nocera, chefe da pesquisa e professor de química no MIT, a folha artifical é composta por uma fina lâmina de silício, usada para transformar os raios solares em eletricidade. De um lado da lâmina há uma camada de cobalto, catalisador resposável por liberar as bolhs de oxigênio - a descoberta de que o gás é combustível também foi feita por Nocera, em 2008. O outro lado da "folha" tem uma camada de liga de níquel, molibdênio e zinco, responsável pelas bolhas de hidrogênio.

O pesquisador destaca que cobalto, níquel e silício existem em abudância na natureza, o que barateia a construção do dispositivo. Esse seria um dos diferenciais da criação, uma vez que algumas iniciativas anteriores tentavam quebrar a molécula de água a partir da luz do sol usando materias raros e caros como a platina. outras experiências usavam soluções corrosivas, o que também não é o caso da "folha" descrita no artigo - assinado também pelo estudante de pós-doutorado Steven Reece.

A questão dos baixos custos é outro ponto importante da pesquisa. Os químicos criaram uma versão da "folha" que usa cabos para conectar os catalisadores à célula de silício, e estão fazendo testes para verificar qual das duas opções é melhor em termos de custo-benefício. A versão sem fio registrou eficiência de 2,5% de aproveitamento da luz solar, e a cabeada marcou 4,7% - paineis fotovoltaicos comerciais têm eficiências superiores a 10%. Outra opção em estudo é a substituição do silício por outros materiais fotovoltaicos, como óxido de ferro, que tem custo bem mais baixo. "É tudo uma questão de criar opções", conclui Nocera.

Para ele, o próximo passo da pesquisa é criar partículas pequenas, compostas da mesma forma, que funcionem mais como algas fotossintéticas do que como folhas. A vantagem, nesse caso, seria uma área de contato maior entre a criação e a água e o sol, aumentando sua eficiência- por outro lado, criar um sistema de barreira para separar as bolhas de gás seria mais complicado, pondera.

Apesar do funcionamento comprovado, a folha aritfical ainda não está pronta para comercialização, uma vez que necessidade de sistemas anexos capazes de coletas as bolhas e armazená-las para posterior combustão e geração de energia. "Mas é um passo, e estamos no caminho certo", afirma Nocera. para o pesquisador, no futuro seria possível que as casas suprissem sua demanda de energia com sistemas assim, o que resolveria também o problema de redes de eletricidade instáveis em algumas regiões do planeta. 

23 de setembro de 2011

Plantas que diminuem a poluição dentro de casa

Este artigo foi publicado hoje no site do Conselho Regional de Química da 5ª Região e achei muito interessante.

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Nove plantas que diminuem a poluição dentro de casa

As vantagens que as plantas de interiores têm sobre as outras são suas adaptações às regiões tropicais, onde crescem sob as sombras de árvores e devem sobreviver em áreas de pouca luz. Elas são ultra-eficientes na captura de luz e consequentemente possuem uma alta taxa de processamento de gases na fotossíntese. Nesses gases estão presentes alguns químicos, como fomaldeído, tricloroetileno e benzeno. 

O formaldeído é um dos compostos orgânicos voláteis, empregado em vários produtos do dia-a-dia, como nos produtos de limpeza, materiais de construção ou tintas. Outra característica do formaldeído é o “cheiro de novo”, como é sentido em carros ou de esmaltes de unha. Ele é prejudicial para a saúde, ocasionando problemas respiratórios. 

Usado principalmente como solvente industrial, o tricloroetileno também está presente em adesivos e líquidos para a remoção de tintas. Já o benzeno está em produtos como gasolina, tintas e solvente e chega até a reduzir o nível de glóbulos brancos no corpo humano. 

Confira plantas que absorvem parte dessas substâncias: 

Azalea 
Combate o formaldeído de fontes como madeira compensada ou espumas isolantes, além de camuflar o odor forte do amoníaco. 

Babosa 
Ajuda e eliminar o benzeno e o formaldeído, sendo conhecida principalmente pela utilização do gela da sua folha em tratamentos estéticos. 

Clorofito 
Combate o benzeno, o formaldeído, o monóxido de carbono e o xileno, comum em solventes e outros produtos químicos. 

Crisântemo 
As flores são ótimas para eliminar o benzeno. 

Gérbera 
Remove o tricloroetileno, substância cancerígena usada como solvente em processos lavagem a seco. Também reduz a concentração do benzeno, que está relacionado à leucemia. 

Hera 
Segundo alguns estudos, ela reduz a concentração de partículas de material fecal e de mofo presentes no ar. É importante lembrar que suas folhas são tóxicas, sendo importante deixar vasos fora do alcance de crianças e animais. 

Jiboia 
Combate o formaldeído e exige pouca luz para se manter.

Lírio-amarelo 
Absorve o monóxido de carbono em grande quantidade, gás tóxico que pode alterar a pressão sanguínea e causar sensação de sufocamento.  

Lírio da Paz 
Os lírios da paz são eficientes na eliminação dos três gases voláteis mais comuns (formaldeído, benzeno e tricloroetileno) além do tolueno e xileno. 

Matéria original aqui

22 de agosto de 2011

Tabela Periódica em códigos QR

Gente, essa dica é muito legal! Foi passada pelo prof. Luis Brudna no Facebook e eu amei!

Trata-se da Tabela Periódica em códigos QR, aqueles que você pode escanear utilizando um smartfone!

Ao escanear um código, você será direcionado para o vídeo do Periodic Videos, correspondente ao elemento escolhido.

Veja um vídeo explicativo e clique na imagem da Tabela QR logo abaixo para ter acesso à imagem em tamanho grande, que você pode utilizar como quiser, pode imprimir, etc.







Clique na imagem

2 de agosto de 2011

Cientistas transformam ácido em base

Os novos compostos poderiam ser utilizados para a produção de catalisadores de reações. 




Por Daniel Pavani


Todos que se lembram pelo menos um pouco do Ensino Médio, devem lembrar que ácidos e bases são compostos antagônicos. Mesmo assim, um cientista da Universidade da Califórnia conseguiu transforma um no outro, desafiando as “leis” da Química.

Até onde se sabe, ácidos e bases são substâncias essencialmente opostas, pelo menos quimicamente. Este antagonismo vem do comportamento de seus pares iônicos e a capacidade das bases de doarem elétrons e dos ácidos de receberem. Entretanto, o pesquisador Rei Kinjo e seus colegas conseguiram fazer com que um composto ácido se comportasse como uma base, conta o site PopSci.

Eles conseguiram fazer isso alterando a posição e a quantidade de elétrons em um composto de Boro (tipicamente ácido), sem alterar a estrutura de seu núcleo. A ideia não é transformar as leis da Química, mas apenas criar uma nova espécie de catalisador para reações químicas.

“É como transformar um átomo em outro”, comenta Guy Bertrand, um co-autor do trabalho. O borylene – assim como foi chamado o novo composto, em inglês – poderá ser utilizado para a fabricação de novos catalisadores, que poderão ser úteis nas indústrias de novos materiais e farmacêutica.

O trabalho dos pesquisadores foi publicado em um artigo na revista científica Science, na edição de 29 de julho.

Matéria original: http://miud.in/Sns

15 de junho de 2011

Solvente praticamente universal

Brasileiros criam solvente universal, que dissolve quase qualquer coisa

Universol

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) descobriram e depositaram pedido de patente de um composto que dissolve praticamente qualquer material orgânico ou inorgânico.

O agente resolve um problema antigo ao ser capaz de dissolver sem alterar a composição química da substância.

A dissolução é um passo essencial para a análise de amostras, usada para avaliações de controle de qualidade ou da presença de componentes inorgânicos ou orgânicos, tóxicos ou não.

Os autores da descoberta são os professores Claudio Luis Donnici e José Bento Borba da Silva, do Departamento de Química da UFMG.

A substância, registrada com a marca Universol, está pronta para ser aplicada e ter sua tecnologia transferida a empresas que desejem produzir e comercializar o produto em larga escala.

Solvente universal

Segundo Donnici, o Universol é útil, por exemplo, para mostrar se um cosmético ou um alimento contém metal pesado, ou se a casca de uma árvore a ser utilizada para produzir um medicamento está contaminada com metais ou substâncias tóxicas.

"Ele também dissolve rapidamente carnes, unha, cabelo, pele, sementes, cereais ou qualquer outra matéria orgânica", comenta o professor.

Segundo Donnici, o composto é um agente solubilizante simples, eficiente e reprodutível, que dissolve praticamente qualquer tipo de amostra em um tempo que varia de um a 30 minutos. "Por isso pode ser considerado um agente solubilizante praticamente universal".

Outra vantagem do solvente é promover a solubilização à temperatura ambiente e, em quase todos os casos, sem necessidade de uso de métodos adicionais, como ultrassom e micro-ondas.

"Apesar do seu enorme poder solubilizante, o Universol é um reagente seguro, que pode ser manipulado sem complicações em qualquer laboratório e com a utilização de frascos de vidro ou de plástico (tipo eppendorf) comuns", informa.

Solubilização rápida

Claudio Donnici ressalta que outros agentes conhecidos de solubilização demoram cerca de 12 horas para dissolver, por exemplo, amostras de unhas ou de fios de cabelo, enquanto o Universol realiza essa solubilização em cerca de 30 minutos.

"Com o desenvolvimento desse método, mais simples e adequado para preparação de amostras, evitam-se dissoluções ácidas, extrações e outras dificuldades para o uso de técnicas espectrométricas de análise química, tornando-o mais viável para análises de grande quantidade de qualquer tipo de amostras para avaliação da sua composição química, especialmente quanto aos componentes inorgânicos", explica.

A equipe realizou testes com diversos materiais e demonstrou a eficácia do agente em alimentos, desde bebidas a cereais a sementes; em qualquer tecido animal ou vegetal; amostras minerais e inorgânicas ou biológicas, a exemplo de cogumelos, insetos e microrganismos, bem como em resíduos biológicos e materiais petroquímicos da área de cosméticos, o que possibilitou a realização de testes cromatográficos e espectrométricos, para análises das mais diversas.

"O grande trabalho foi mostrar o escopo e a confiabilidade da técnica para os mais variados tipos de amostra", informa Donnici.

Simplicidade impressionante

Donnici conta que os estudos foram patrocinados por um programa da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), cujo objetivo era consolidar estudos ambientais avançados.

"A intenção era estabelecer novas tecnologias científicas e computacionais para o monitoramento ambiental e análise de poluentes. Dentre as várias descobertas realizadas nesses anos de pesquisas, destacamos o desenvolvimento do Universol", comenta.

"O problema preliminar de análise química orgânica ou inorgânica dos mais diversos materiais é obter a total dissolução das amostras, com a formação de soluções homogêneas, de modo a não alterar sua composição química", esclarece.

Donnici revela que a equipe ficou impressionada com o que descobriu, uma vez que a composição é relativamente simples e barata, "de alta eficiência e rapidez e de escopo e aplicabilidade enormes".

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