2 de abril de 2010

Cidade do Átomo

atomo
Cidade do Átomo é um software que utiliza uma abordagem de resolução de problemas para o tratamento do tema Radioatividade. Este programa "permite desenvolver uma estratégia pedagógica de jogo de papéis para discussões sobre a produção de energia elétrica através do uso da energia nuclear" (Site). Para fazer o download do software acesse o site http://www.iq.ufrgs.br/aeq/cidatom.htm
 

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16 de março de 2010

Livros digitais da UNESP


A UNESP lançou uma coleção de livros digitais para download gratuito no site da Cultura Acadêmica. Inicialmente foram lançados 44 livros das diferentes áreas do conhecimento.

Na área de Ensino de Ciências existem dois livros: Ensino de Ciências e Matemática I, com textos sobre formação de professores, e Ensino de Ciências e Matemática II, com textos sobre formação de conceitos.

7 de março de 2010

Para além da Tabela Periódica

Um grupo internacional de cientistas, com participação brasileira, conseguiu a primeira evidência experimental de que núcleos atômicos compostos de antimatéria "estranha" podem ser produzidos pela colisão de íons de ouro em alta energia.

A capacidade para formar em abundância essas partículas exóticas, segundo os autores, poderá ser fundamental para por à prova aspectos fundamentais da física nuclear, da astrofísica e da cosmologia.

O experimento, realizado pela Colaboração Star – que reúne 584 cientistas de 54 instituições em 12 países diferentes – foi produzido no Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC, na sigla em inglês), localizado nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados nesta sexta-feira (5/3) no site da revista Science.

Os coautores brasileiros são Alejandro Szanto Toledo, Alexandre Suaide e Marcelo Munhoz – todos eles professores do Departamento de Física Nuclear do Instituto de Física (IF) da Universidade de São Paulo (USP) –, Jun Takahashi, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e seus orientandos de doutorado Rafael Derradi de Souza e Geraldo Vasconcelos.

De acordo com Toledo, que é diretor do IF-USP desde 2006, a participação dos cientistas paulistas na colaboração contou com diversos auxílios da FAPESP. Toledo coordena atualmente o Projeto Temático “Reações nucleares nos regimes relativístico e astrofísico”, apoiado pela Fundação. Takahashi, atualmente na Unicamp, foi seu orientando de pós-doutorado na USP, com Bolsa da FAPESP.

Segundo Toledo, o artigo descreveu a primeira observação da formação de um anti-hipernúcleo. De acordo com ele, uma colisão de íons pesados em alta energia, como a que foi produzida no RHIC, gera uma grande quantidade de partículas. Em tese, quando a energia é superior a duas vezes a massa de determinado hádron, antipartículas desse hádron podem ser geradas, o que ocorre quando a transição de fase é atingida.

“Essas antipartículas são submetidas à coalescência – um processo análogo à condensação – e algumas delas podem agregar, por exemplo, dois antinêutrons e um antipróton, formando um antitrítio – isto é, um núcleo de antimatéria correspondente ao do átomo de trítio – o isótopo do hidrogênio que possui dois nêutrons e um próton”, disse Toledo à Agência FAPESP.

O experimento, segundo o professor, formou hádrons – partículas formadas por quarks, como os prótons e nêutrons – que possuem um chamado quark estranho, formando o chamado hipernúcleo. No modelo padrão da física de partículas, o quark estranho é aquele que possui o novo número quântico conhecido como “estranheza”.

“Esse hipernúcleo formado, que é um antiestranho, é feito de antimatéria. Essa é a primeira vez em que se conseguiu uma evidência experimental de um anti-hipernúcleo. Ou seja, obtivemos um núcleo que está fora do espaço biparamétrico da tabela periódica. Trata-se, portanto, de antimatéria estranha”, explicou Toledo.

Segundo ele, já se havia obtido antiprótons e antielétrons – ou pósitrons. Mas é a primeira vez que se obtém um anti-hipernúcleo, que é algo bem mais complexo e mais raro. “Estamos felizes por termos um grupo de São Paulo participando do trabalho, porque trata-se de fato de uma descoberta”, destacou.
Toledo explicou que a reação foi produzida nos mais altos níveis de energia atingidos pelo RHIC. Essa região de alta densidade de energia foi formada pela colisão de dois núcleos de ouro a 200 gigaelétron-volts (GeV).

“Como se trata de um anel de colisão, a energia no centro de massa é de 200 GeV: uma quantidade de energia suficientemente grande para derreter a matéria nuclear e provocar uma transição de fase. Com isso, conseguimos passar da matéria hadrônica para a matéria conhecida como quark-glúon plasma”, explicou.

Eixo da estranheza

Esse novo estado da matéria nuclear originado da transição de fase, de acordo com Toledo, também foi observado pela primeira vez de forma conclusiva no RHIC. É esse estado que possibilitou a formação da coalescência, produzindo os anti-hipernúcleos.

“Para se ter uma ideia da eficiência do processo, basta dizer que, em 100 milhões de colisões, 70 foram observadas. Para reconhecer essas 70 colisões, foi preciso fazer um trabalho de identificação dessas partículas e de seus descendentes em um meio superpovoado com todas as partículas criadas pela colisão. Algo como encontrar uma agulha em um palheiro. O filtro necessário para detectar essas partículas teve que ser desenhado com extrema precisão”, disse.

A partir desses resultados, segundo Toledo, um dos caminhos possíveis consiste em prosseguir com os experimentos até a construção de uma nova tabela periódica. A próxima meta planejada, de acordo com ele, é a criação de um anti-hélio: uma partícula alfa de antimatéria.

“Quanto mais complexo é o antinúcleo, menor a probabilidade de coalescência. O anti-trítio é composto de três partículas. Mas se quisermos um anti-hélio, vamos precisar de quatro partículas na mesma região do espaço: dois antiprótons e dois antinêutrons. Não será fácil, mas a Colaboração Star irá enveredar por essa direção”, afirmou.

Outro caminho para as investigações, segundo Toledo, consiste em colocar à prova as leis fundamentais da física de partículas. “Por exemplo, sabemos que a tabela periódica até recentemente possuía dois eixos: o número de prótons e o número de nêutrons. Se estendermos a tabela, podemos encontrar também o número de antiprótons e de antinêutrons no mesmo plano. Com isso, poderíamos criar um terceiro eixo na tabela, que nunca foi observado e é perpendicular aos outros dois: o eixo da estranheza”

Por Fábio de Castro

25 de fevereiro de 2010

Quem quer ser professor?


A revista Nova Escola lançou um especial com artigos e dados de uma pesquisa realizada pela Fundação Victor Civita mostrando que o jovem brasileiro não quer ser professor. O especial mostra os motivos pelos quais a profissão não atrai os jovens que estão prestes a escolher suas profissões e aponta sugestões para tornar a carreira docente mais atrativa.

Acesse:

21 de fevereiro de 2010

QUID+: Química para crianças e jovens


A SBQ acaba de lançar QUID+, um site com materiais voltados para crianças e adolescentes, no sentido de aproximá-los da Química, retratando-a de forma simples e lúdica.

O QUID+ tem um visual bem descontraído e possui artigos que mostram como a Química faz parte no nosso cotidiano.

Acesse: http://quid.sbq.org.br

20 de fevereiro de 2010

Laboratório de Pesquisas em Ensino de Química


Gostaria de indicar a vocês o site do LPEQ, Laboratório de Pesquisas em Ensino de Química da UnB. O LPEQ desenvolve um trabalho de apoio a professores de Química, estabelecendo uma conexão entre a universidade e a escola de ensino fundamental e médio.

Acessando o site você verá como pode entrar em contato com a equipe do LPEQ e solicitar ajuda na realização de experimentos e no desenvolvimento de aulas que venham a melhorar o atual quadro do ensino de Química no país.

Acesse: http://vsites.unb.br/iq/lpeq/

14 de fevereiro de 2010

Coração de mercúrio

Vejam esse sensacional experimento utilizando mercúrio, ácido sulfúrico e dicromato de potássio que o site pontociência publicou.

Reações de oxidação e redução e mudanças na tensão superficial do mercúrio promovem o movimento do metal a a aparência de um coração pulsando.

Veja o vídeo abaixo e saiba o que acontece no experimento no site pontociência. Lá você encontrará o passo-a-passo do experimento e a explicação do fenômeno.


8 de fevereiro de 2010

Zappiens: vídeos para pesquisa e ensino

 

Notícia do site Agência FAPESP:
O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) lançou o Zappiens.br, serviço gratuito de distribuição de vídeos com conteúdo científico, educativo, artístico e cultural em língua portuguesa.

A novidade foi feita em parceria com o Arquivo Nacional, a Universidade de São Paulo (USP), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), de Portugal.

Inicialmente, os interessados encontrarão disponíveis para consulta materiais do próprio CGI.br, da USP e do Arquivo Nacional, como os Cinejornais – noticiários transmitidos em cinemas brasileiros entre as décadas de 1930 e 1970.

O Zappiens.br oferece a oportunidade de reunir e tornar público acervos raros e exclusivos, que podem ser utilizados como fonte para estudo e pesquisa. “Com acesso gratuito, o objetivo é disseminar cultura, informação científica e tecnológica entre diversas comunidades”, disse Henrique Faulhaber, conselheiro do CGI.br.

“O Portal Zappiens.br, ao disponibilizar os cinejornais da Agência Nacional, irá proporcionar ao cidadão a oportunidade de acessar e pesquisar na web um rico acervo de imagens em movimento, que retratam a história de nosso país”, disse Jaime Antunes da Silva, diretor-geral do Arquivo Nacional.

A iniciativa é fruto da comissão de trabalhos de conteúdos digitais do CGI.br, que identificou a necessidade da implementação de repositórios de vídeos para uso público, tanto para pesquisa como para o ensino em geral. O Zappiens.br tem um sistema de busca apurado, que funciona tanto por meio de palavras-chave como por tags, facilitando a organização dos conteúdos. Além disso, não há limite de tamanho para os arquivos de vídeo.

A ferramenta será fomentada por meio de acordos com diversas organizações. “O Zappiens.br está aberto e em busca de novas parcerias e acordos de cooperação com instituições públicas, universidades e empresas que disponham de acervos em vídeo”, disse Faulhaber.

Mais informações: http://zappiens.br

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 No Zappiens é possível encontrar, inclusive, vídeos de conferências da SBPC.

Veja também: