12 de janeiro de 2010

Os botões de Napoleão

ciência-história

Os botões de Napoleão: as 17 moléculas que mudaram a história


Autores: Penny Le Courteur e Jay Burreson

Editora: Jorge Zahar

Sinopse: Será que podemos explicar o fracasso da campanha de Napoleão na Rússia, em 1812, por algo tão insignificante quanto um botão? Quando exposto a temperaturas baixas, o estanho se esfarela, e todas as fardas dos regimentos de Napoleão eram fechadas com botões feitos desse material. Com estilo cativante, temperado com diversas histórias curiosas, a professora de química Penny Le Couteur e o químico industrial Jay Burreson fazem uma fascinante análise de 17 grupos de moléculas que, como o estanho daqueles botões, influenciaram o curso da história. Essas moléculas produziram grandes feitos na engenharia e provocaram importantes avanços na medicina e no direito. Além disso, determinaram o que hoje comemos, bebemos e vestimos. Ao revelar as espantosas conexões químicas que unem eventos aparentemente não relacionados, os autores esclarecem que:
  • Por causa da química, a colônia Nova Amsterdã tornou-se Nova York.
  • Um contratempo na limpeza da cozinha com um avental de algodão resultou no desenvolvimento dos explosivos modernos e da indústria cinematográfica.
  • A ânsia dos europeus pela cafeína, um alcalóide que vicia, levou à Revolução Chinesa.
  • Foi um laboratório químico que, em busca de um analgésico potente, criou a heroína. 

Agradeço à Editora Jorge Zahar pela gentileza em me enviar o livro.

 


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9 de janeiro de 2010

Formação em serviço de professores de Química

Gente, saiu meu artigo na Revista Investigações em Ensino de Ciências, volume 14, número 3 de 2009, com o título "Formação em serviço de professores de Química: a história de Marina". Este é mais um texto oriundo da minha dissertação de mestrado e espero que vocês leiam, gostem e o utilizem.

Acessem o artigo no site da revista ou façam o download do artigo em pdf aqui.

18 de dezembro de 2009

Construindo um globo de neve


Em clima de Natal, o pontociência traz um experimento muito interessante em que um globo de neve é feito usando ácido benzóico.

Ok, ok, no Brasil não tem neve no Natal (nem em outra época! rsrs), mas acabamos por incorporar essa parte da cultura norte-americana e o que vemos nessa época são árvores enfeitadas com imitações de neve e todo tipo de coisa relacionada ao inverno. Aqui na minha cidade, que faz 45º brincando, as árvores da praça principal foram enfeitadas com aquela fibra de poliester usada em enchimentos de almofadas!

Enfim, nevando ou não por aqui, o experimento é bem legal para se falar sobre solubilidade!

Como você já sabe, no site pontociência os experimentos são descritos passo-a-passo e, no final, é apresentado um vídeo com o resultado. Veja o vídeo abaixo com a primeira parte do experimento e acesse o passo-a-passo e o segundo vídeo aqui.


9 de dezembro de 2009

Para a ciência, filme 2012 não passa de comédia

Na história, neutrinos derretem o núcleo terrestre e provocam outros desastres

por Philip Yam


Durante uma sessão de preestreia do mais novo filme de desastre do diretor Roland Emmerich, 2012, risadas ecoaram pela plateia em algumas cenas, graças a diálogos melodramáticos e situações sentimentaloides (entre as que mais provocaram gargalhadas está a de um pai que tenta se reaproximar, por telefone, de um filho distante, mas, antes mesmo que conseguisse dizer alguma coisa, a casa de seu filho é destruída).

Ninguém leva nada a sério em um filme como esse, em que o atrativo é a destruição por computação digital. Porém, se o público fosse composto por cientistas, os risos provavelmente teriam começado já nos primeiros cinco minutos.

Caso ainda não tenha ouvido falar, 21 de dezembro de 2012 é, supostamente, o dia em que o calendário Maia acaba (na verdade, não é) e isso, portanto, marca de alguma forma o fim da civilização tal qual a conhecemos – não obstante o fato de a civilização maia ter chegado ao fim séculos atrás (a Nasa tem um ótimo site de perguntas e respostas que desmascara esses contrassensos apocalípticos para 2012).

Ainda bem que o filme 2012 não se detém em antigas previsões. Pelo contrário, leva-nos diretamente para a - vamos dizer assim - ciência.

A premissa: o ciclo de atividade solar, com duração de 11 anos, atingirá seu pico em 2012 (uma análise recente, conduzida pela Administração Oceânico-atmosférica Nacional, determinou que esse pico irá ocorrer em maio de 2013 e será menos intenso que o anterior). Por alguma razão, os neutrinos provenientes do Sol começam a se comportar de maneira diferente: passam a interagir mais frequentemente com a matéria, em vez de atravessá-la inofensivamente. Era fácil para os produtores de 2012 terem inventado partículas totalmente novas para essa função – e as chamado de “bambinos”, digamos −, mas talvez isso fosse uma bobagem muito grande.

Na película, os “neutrinos” aquecem o núcleo interno da Terra, derretendo-o. Isso, por sua vez, desestabiliza as camadas mais exteriores (núcleo externo e manto), fazendo com que a crosta se dobre, erga e se desloque por milhares de quilômetros.

Como resultado, arranha-céus tombam, pontes se esfacelam e pistas de aeroportos racham (sempre em direção à decolagem). Pessoas gritam, cãezinhos se salvam, heróis escapam, vilões tentam, mas morrem, e os coadjuvantes encaram seu fim (meu favorito: Danny Glover, famoso por representar um resignado policial em Máquina Mortífera, interpreta o presidente dos EUA, que decide ser trucidado junto com a Casa Branca – e parece estar na iminência de dizer: “Mas faltavam somente dois dias para minha aposentadoria”).

Se os neutrinos se comportassem da maneira pregada pelo filme, então não haveria muito que filmar. Partículas que conseguem aquecer o maciço núcleo interno a milhares de graus torrariam a superfície terrestre antes mesmo que Woody Harrelson tivesse a chance de roubar todas as cenas em que contracenou. O núcleo interno está sob uma pressão de 350 gigapascals (3 milhões de atmosferas), por isso é sólido. Desconhece-se a exata temperatura necessária para que o núcleo se liquefaça sob essa pressão.

Isso não quer dizer que a hiperatividade solar não traga danos. A intensa atividade do Sol pode alterar a órbita dos satélites e interromper sua comunicação; em 1989, isto provocou um blecaute geral ao redor de Quebec.

Por outro lado, os neutrinos podem não ser tão inofensivos. Em 1996, o físico Juan Collar, atualmente na Univesity of Chicago, teorizou que a morte de certos tipos de estrelas poderia gerar muitos neutrinos com grande quantidade de energia, de forma que essas partículas interagiriam com átomos presentes nos tecidos orgânicos, levando a mortes em massa por câncer. Segundo Collar, a frequência com que ocorrem essas mortes estelares – supostamente, muito raras – é consistente com extinções maciças na história da Terra.

Infelizmente, a morte da civilização provocada por formação de tumores provavelmente não cairia muito bem na telona. E todos os cãezinhos também morreriam.


Matéria original: Scientifc American Brasil

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