Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: uma turma de meninas de 12 anos que usavam batom todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso de batom. O diretor andava bastante aborrecido porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom.
18 de janeiro de 2009
Maneiras e maneiras de educar
Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: uma turma de meninas de 12 anos que usavam batom todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso de batom. O diretor andava bastante aborrecido porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom.
12 de janeiro de 2009
Atrito de fita adesiva gera raios X
por Susannah F. Locke
Quando registrado por uma chapa radiográfica o resultado do processo é um raio X pouco nítido, como ocorreu com o osso do dedo indicador do físico Seth Putterman, chefe do laboratório onde a experiência foi realizada.
Aparelhos de raios X convencionais demandam componentes elétricos caros para criar o feixe de elétrons de alta energia, que atinge o alvo. Camara prevê um aparelho de raios X em que a fita adesiva possa ser desenrolada manualmente ─ e reenrolada, para ser utilizada novamente. Ele observa que os pesquisadores reutilizaram o mesmo rolo de fita várias vezes, sem qualquer alteração na qualidade do raio X. Infelizmente, ele lamenta, “seja pelo método tradicional ou com a fita adesiva, ainda precisamos da mesma quantidade de radiação para criar uma imagem com raios X”.
Se você não acredita nesse resultado, verifique, por si mesmo, a propriedade chamada triboluminescência, desenrolando uma fita no escuro.
A Agência Reuters, de Washington, informou, em outubro passado, que pesquisadores haviam descoberto uma nova característica da fita adesiva transparente comum: ela produz raios X quando desenrolada. A notícia, veiculada pela Nature, confirma uma teoria de 1930, segundo a qual o processo de desenrolar fita libera energia não só na forma de uma centelha de luz visível, mas também de raios X.Crianças brincando em locais escuros costumam observar faíscas de luz ao desenrolar fita adesiva. O fenômeno denomina-se triboluminescência e é produzido pelo atrito entre as superfícies.
“Se você desenrolar a fita nas condições ambientes, somente luz visível é observada. Não são gerados raios X”, detalha Camara. Isso ocorre porque os átomos e moléculas do ar reduzem a velocidade dos elétrons que produzem os raios X.
“Em geral, os responsáveis pelos raios X são sempre os elétrons que estão se movimentando muito rápido e, de repente, são freados. Ao serem separados, eles deslocam de um lado para outro da fita, produzindo um fenômeno parecido com uma minicolisão luminosa,” segundo Camara.
A fita pode ser desenrolada ainda mais rapidamente para se melhorar a eficiência do processo. “É somente uma questão de energia. O experimento foi projetado para produzir raios X. Se conseguirmos melhorar sua eficiência de um fator 10, poderemos obter muito mais energia e a fusão será uma prova dessa quantidade de energia. Esse não seria o tipo de fusão nuclear que produz energia, ou uma explosão. Desenrolar a fita requerer o uso de mais energia que a produzida”, adverte.
Em 2005 a fusão nuclear foi obtida com equipamentos de dimensões reduzidas, mas utilizando eletricidade convencional, que requer mais energia que a liberada.
Fonte: Scientific American Brasil
9 de janeiro de 2009
A Química do amor
Larry Young diz que seu objetivo não é criar uma poção do amor high-tech, e sim entender distúrbios graves, como o autismo, que afeta a capacidade de formar vínculos sentimentais.
"Os biólogos em breve poderão reduzir certos estados mentais associados ao amor a uma cadeia bioquímica de eventos", disse Young, do Centro Nacional Yerkes de Pesquisas de Primatas, na Universidade Emory (Atlanta), em artigo na revista Nature.
Seu estudo com arganazes (roedores das pradarias norte-americanas) demonstrou que uma rápida dose do hormônio correto pode alterar drasticamente os relacionamentos.
Esses graciosos roedores são um bom modelo para as relações humanas, segundo Young. Ao contrário de outros animais, eles formam casais que criam os filhotes e passam a vida juntos. Mas é fácil mudar esse comportamento.
"É uma reação química. Pelo menos nos arganazes sabemos que, se você pega uma fêmea, a coloca com um macho e infunde oxitocina no seu cérebro, ela vai rapidamente criar laços com esse macho", explicou ele por telefone.
Já ao rebaixar os níveis naturais de oxitocina -- hormônio envolvido no parto, nos cuidados maternos e nos laços sociais -- ela rejeita o macho como parceiro, mesmo que haja diversas cópulas.
"Os experimentos demonstraram que um borrifo nasal de oxitocina aumenta a confiança e sintoniza as pessoas nas emoções das outras", escreveu Young na Nature.
"Empreendedores da Internet já estão comercializando produtos como o Confiança Líquida Reforçada, uma mistura de oxitocina e feromônios, como uma colônia, preparada para reforçar o quesito namoro e relacionamentos na sua vida", escreveu ele.
Ele acha possível também chegar a um remédio contra crises conjugais. "Se pudéssemos usar uma droga em combinação com a terapia conjugal, seria desejável."
Young também está convencido de que o amor não se resume a um só hormônio. Outros estudos já demonstraram que diferenças em um gene chamado complexo maior da histocompatibilidade, que afeta o sistema imunológico, pode estar envolvido na atração sexual inicial. Para os homens, o hormônio vasopressina parece ser mais importante.
Mas tudo isso é claramente biológico, segundo o cientista. "Acho que o amor nos humanos evoluiu para nos manter juntos", disse.
Isso significa que outros animais provavelmente também amam.
"Qualquer mamífero, quando a mãe tem bebês, fica ligado a esses bebês e faria qualquer coisa para protegê-los. Trata-se de uma química cerebral ubíqua, e isso estimula os laços," disse.
"Seja como for, os recentes avanços na biologia da ligação dos pares significa que não vai demorar muito até que um pretendente inescrupuloso jogue uma 'poção do amor' farmacêutica na nossa bebida. E se fizerem isso, será que vamos ligar? Afinal, amor é insanidade", escreveu ele.
(Reportagem de Maggie Fox)
Fonte: Abril.com
16 de dezembro de 2008
Fundamentos e Propostas de Ensino de Química

Autores: Lenir Zanon e Otavio Maldaner (orgs.)
Editora: UNIJUÍ
Sinopse: O livro decorre do III Workshop realizado na XXVIII Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química, que possibilitou uma caracterização e discussão de propostas para a Educação Básica em Química no país. Extrapolando contextos locais de produção e validação das propostas, o espaço amplo de interlocução permitiu explicitar e fundamentar aspectos da consecução em sala de aula, acenando para melhorias nas práticas da educação escolar. Nesse sentido, os trabalhos publicados representam produções de núcleos de pesquisa de diferentes regiões do país, articulados com professores da Educação Básica. Contemplam tendências atuais da pesquisa em Ensino de Química, contribuindo para o avanço do conhecimento na área na perspectiva de promover a disponibilização da Química para todos na nova Educação Básica em construção no Brasil. A leitura possibilita compreensões de tendências curriculares proeminentes na área de Educação Básica em Química, bem como fundamenta críticas aliadas à produção de avanços ainda necessários, na perspectiva de contribuir para a ampliação das discussões sobre propostas, concepções e ações. A obra espelha propósitos que estão expressos na trajetória da comunidade organizada na área, que vem assumindo a responsabilidade, o compromisso e o desafio de buscar avanços no desenvolvimento dos currículos e da formação de professores de Química, em busca da melhoria das práticas nos ensinos Fundamental, Médio e Superior no Brasil.
Veja também:
-
Gente, eu gosto muito de futucar na internet em busca de materiais para auxiliar no ensino da Química. E ontem eu encontrei no Pinterest um...
-
Guia Mangá Bioquímica Autora: Masaharu Takemura Editora: Novatec Informações: Kumi adora comer, mas está preocupada com...
-
O site Ponto Ciência é uma comunidade virtual de professores, alunos e todos os que apreciam as ciências naturais. Lá é possível encontrar ...
-
Este experimento tem circulado na internet em vários sites, blogs e vídeo-blogs com os nomes de "gelo quente", "gelo instant...
-
Postei outro dia aqui sobre o Pinterest e os materiais que a gente pode conseguir lá no site para incrementar aulas, criar materiais didáti...
-
Esse é um texto muito bom para ser trabalhado no início do estudo de Química, quando se fala de modelos atômicos e dos métodos da ...
