12 de janeiro de 2009

Atrito de fita adesiva gera raios X

Pesquisadores obtêm radiografia com pedaço de fita aderente.

por Susannah F. Locke

Pode parecer estranho ou até ser confundido com um trabalho escolar de ciências, mas não é: pesquisadores suspeitam que ao se desenrolar uma fita adesiva rapidamente podemos liberar radiação suficiente para obter uma imagem de raio X. Se essas descobertas forem confirmadas, poderão estabelecer as bases para um aparelho de raios X mais barato, que não requer eletricidade.

O pesquisador responsável, Carlos Camara, físico da University of California, em Los Angeles, relatou, para a Nature, que sua equipe obteve uma radiografia de um em uma chapa colocada atrás dele, desenrolando uma bobina de fita adesiva à sua frente.

Como isso é possível? Os pesquisadores observaram que a radiação é liberada quando a fita é descolada rapidamente de uma superfície. Camara explica: os elétrons saltam de uma superfície (como vidro ou alumínio) para a superfície aderente de um pedaço de fita recém-descolado, com velocidade tão alta que liberam radiação, ou energia ao se chocar contra o pedaço de fita.

Quando registrado por uma chapa radiográfica o resultado do processo é um raio X pouco nítido, como ocorreu com o osso do dedo indicador do físico Seth Putterman, chefe do laboratório onde a experiência foi realizada.

Aparelhos de raios X convencionais demandam componentes elétricos caros para criar o feixe de elétrons de alta energia, que atinge o alvo. Camara prevê um aparelho de raios X em que a fita adesiva possa ser desenrolada manualmente ─ e reenrolada, para ser utilizada novamente. Ele observa que os pesquisadores reutilizaram o mesmo rolo de fita várias vezes, sem qualquer alteração na qualidade do raio X. Infelizmente, ele lamenta, “seja pelo método tradicional ou com a fita adesiva, ainda precisamos da mesma quantidade de radiação para criar uma imagem com raios X”.

Não se preocupe com a radiação liberada pelo rolo de fita adesiva sobre sua mesa. Tanto no aparelho de raios X convencional quanto no caso da fita, os elétrons viajam sem se chocar com as moléculas de ar, dentro de uma câmara a vácuo; isso permite que liberem energia necessária para a produção de raios X. Normalmente, o nitrogênio, oxigênio e outros gases do ar, reduzem muito o movimento dos elétrons e a energia produzida só é suficiente para emitir uma suave luz azul, quase imperceptível.

Se você não acredita nesse resultado, verifique, por si mesmo, a propriedade chamada triboluminescência, desenrolando uma fita no escuro.

A Agência Reuters, de Washington, informou, em outubro passado, que pesquisadores haviam descoberto uma nova característica da fita adesiva transparente comum: ela produz raios X quando desenrolada. A notícia, veiculada pela Nature, confirma uma teoria de 1930, segundo a qual o processo de desenrolar fita libera energia não só na forma de uma centelha de luz visível, mas também de raios X.

Crianças brincando em locais escuros costumam observar faíscas de luz ao desenrolar fita adesiva. O fenômeno denomina-se triboluminescência e é produzido pelo atrito entre as superfícies.

Carlos Camara e seus colegas utilizaram uma máquina para desenrolar um rolo de fita no vácuo e conseguiram gerar raios X suficientes para visualização de ossos. “A fita deve estar no vácuo, mas a mão não,” explica ele.

“Se você desenrolar a fita nas condições ambientes, somente luz visível é observada. Não são gerados raios X”, detalha Camara. Isso ocorre porque os átomos e moléculas do ar reduzem a velocidade dos elétrons que produzem os raios X.

“Em geral, os responsáveis pelos raios X são sempre os elétrons que estão se movimentando muito rápido e, de repente, são freados. Ao serem separados, eles deslocam de um lado para outro da fita, produzindo um fenômeno parecido com uma minicolisão luminosa,” segundo Camara.

Essa propriedade pode ser usada para realizar fusão nuclear, propõem Camara e a sua equipe. Em princípio seria necessário apenas cerca de dez vezes mais energia que a produzida durante o experimento, asseguram.

A fita pode ser desenrolada ainda mais rapidamente para se melhorar a eficiência do processo. “É somente uma questão de energia. O experimento foi projetado para produzir raios X. Se conseguirmos melhorar sua eficiência de um fator 10, poderemos obter muito mais energia e a fusão será uma prova dessa quantidade de energia. Esse não seria o tipo de fusão nuclear que produz energia, ou uma explosão. Desenrolar a fita requerer o uso de mais energia que a produzida”, adverte.

“Obter fusão nuclear no laboratório não é tão difícil. Extrair mais energia que a introduzida para produzi-la, a partir da fusão nuclear, é o que é realmente difícil,” acrescenta.

Em 2005 a fusão nuclear foi obtida com equipamentos de dimensões reduzidas, mas utilizando eletricidade convencional, que requer mais energia que a liberada.

Fonte: Scientific American Brasil

Abaixo um vídeo que mostra o experimento. É em inglês, mas é ótimo para se ter uma ideia do fenômeno.


9 de janeiro de 2009

A Química do amor

WASHINGTON (Reuters) - Será que uma pílula ou um spray nasal seriam capazes de salvar um casamento? Talvez, segundo pesquisadores que investigam a base química da mais elusiva das emoções -- o amor.

Larry Young diz que seu objetivo não é criar uma poção do amor high-tech, e sim entender distúrbios graves, como o autismo, que afeta a capacidade de formar vínculos sentimentais.

"Os biólogos em breve poderão reduzir certos estados mentais associados ao amor a uma cadeia bioquímica de eventos", disse Young, do Centro Nacional Yerkes de Pesquisas de Primatas, na Universidade Emory (Atlanta), em artigo na revista Nature.

Seu estudo com arganazes (roedores das pradarias norte-americanas) demonstrou que uma rápida dose do hormônio correto pode alterar drasticamente os relacionamentos.

Esses graciosos roedores são um bom modelo para as relações humanas, segundo Young. Ao contrário de outros animais, eles formam casais que criam os filhotes e passam a vida juntos. Mas é fácil mudar esse comportamento.

"É uma reação química. Pelo menos nos arganazes sabemos que, se você pega uma fêmea, a coloca com um macho e infunde oxitocina no seu cérebro, ela vai rapidamente criar laços com esse macho", explicou ele por telefone.

Já ao rebaixar os níveis naturais de oxitocina -- hormônio envolvido no parto, nos cuidados maternos e nos laços sociais -- ela rejeita o macho como parceiro, mesmo que haja diversas cópulas.

"Os experimentos demonstraram que um borrifo nasal de oxitocina aumenta a confiança e sintoniza as pessoas nas emoções das outras", escreveu Young na Nature.

"Empreendedores da Internet já estão comercializando produtos como o Confiança Líquida Reforçada, uma mistura de oxitocina e feromônios, como uma colônia, preparada para reforçar o quesito namoro e relacionamentos na sua vida", escreveu ele.

Ele acha possível também chegar a um remédio contra crises conjugais. "Se pudéssemos usar uma droga em combinação com a terapia conjugal, seria desejável."

Young também está convencido de que o amor não se resume a um só hormônio. Outros estudos já demonstraram que diferenças em um gene chamado complexo maior da histocompatibilidade, que afeta o sistema imunológico, pode estar envolvido na atração sexual inicial. Para os homens, o hormônio vasopressina parece ser mais importante.

Mas tudo isso é claramente biológico, segundo o cientista. "Acho que o amor nos humanos evoluiu para nos manter juntos", disse.

Isso significa que outros animais provavelmente também amam.

"Qualquer mamífero, quando a mãe tem bebês, fica ligado a esses bebês e faria qualquer coisa para protegê-los. Trata-se de uma química cerebral ubíqua, e isso estimula os laços," disse.

"Seja como for, os recentes avanços na biologia da ligação dos pares significa que não vai demorar muito até que um pretendente inescrupuloso jogue uma 'poção do amor' farmacêutica na nossa bebida. E se fizerem isso, será que vamos ligar? Afinal, amor é insanidade", escreveu ele.

(Reportagem de Maggie Fox)

Fonte: Abril.com


16 de dezembro de 2008

Fundamentos e Propostas de Ensino de Química

educação
Fundamentos e Propostas de Ensino de Química para a Educação Básica no Brasil

Autores: Lenir Zanon e Otavio Maldaner (orgs.)
Editora: UNIJUÍ
Sinopse: O livro decorre do III Workshop realizado na XXVIII Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química, que possibilitou uma caracterização e discussão de propostas para a Educação Básica em Química no país. Extrapolando contextos locais de produção e validação das propostas, o espaço amplo de interlocução permitiu explicitar e fundamentar aspectos da consecução em sala de aula, acenando para melhorias nas práticas da educação escolar. Nesse sentido, os trabalhos publicados representam produções de núcleos de pesquisa de diferentes regiões do país, articulados com professores da Educação Básica. Contemplam tendências atuais da pesquisa em Ensino de Química, contribuindo para o avanço do conhecimento na área na perspectiva de promover a disponibilização da Química para todos na nova Educação Básica em construção no Brasil. A leitura possibilita compreensões de tendências curriculares proeminentes na área de Educação Básica em Química, bem como fundamenta críticas aliadas à produção de avanços ainda necessários, na perspectiva de contribuir para a ampliação das discussões sobre propostas, concepções e ações. A obra espelha propósitos que estão expressos na trajetória da comunidade organizada na área, que vem assumindo a responsabilidade, o compromisso e o desafio de buscar avanços no desenvolvimento dos currículos e da formação de professores de Química, em busca da melhoria das práticas nos ensinos Fundamental, Médio e Superior no Brasil.


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9 de dezembro de 2008

Projeto de combate ao fumo

Algo que está muito presente no nosso dia-a-dia é o cigarro. A OMS estima que 16% dos brasileiros sejam fumantes. Pensemos nos prejuízos causados a essas pessoas e àqueles com quem convivem. Os chamado fumantes passivos, são, muitas vezes, bem mais afetados pela fumaça tóxica que sai do cigarro do amigo, parente ou colega de trabalho do que o próprio fumante

É muito importante que a escola esteja sempre empenhada em mostrar a crianças e jovens como o cigarro, com suas variadas substâncias tóxicas, prejudica a saúde. Desenvolver projetos que envolvam turmas de alunos e até a escola toda é fundamental para que a percentagem de fumantes em nosso país caia e, pensando positivamente, chegue a zero!

Outro dia, num consultório médico, vi um cartaz muito interessante mostrando os componentes do cigarro e no que esses componentes são, geralmente, usados. O cartaz era como esse aqui:



O professor pode usar cartazes como esse espalhados pelas salas de aula e pátio da escola para que os estudantes estejam sempre atentos ao tema.

Encontrei no YouTube um vídeo muito interessante. Construíram um equipamento que simula a ação de fumar e utilizaram 400 cigarros para mostrar no que a fumaça produzida por eles se tranforma no organismo de quem fuma. É um vídeo muito interessante que pode ser passado para os alunos dentro de um projeto de conscientização que envolva pesquisas sobre os componentes dos cigarros, sobre o que esses componentes podem causar ao ambiente e ao organismo humano.



Bom, essa é uma sugestão de projeto que os professores podem desenvolver nas escolas. A sugestão está aí e é só cada um usar sua criatividade e conhecimento para fazer acontecer.


Veja também: