2 de abril de 2008

Ciência em Casa



O site português Ciência em Casa é muito interessante. Traz experimentos de fácil manipulação pelos alunos, inclusive, podendo ser feitos em casa.

Não sou contra os alunos fazerem algumas experiências em suas próprias casas. Isso, inclusive, é bom para ratificar que a Química está presente em seu cotidiano. Mas é preciso ter cuidado e preparar bem uma turma que vai começar a fazer experiências longe dos olhos do professor ou o que era para ser um momento de aprendizagem bastante significativa, passa a ser um desastre sem limites!



Educação em Química: compromisso com a cidadania

ciência- educação
Educação em Química: compromisso com a cidadania


Autores: Wildson L. Pereira dos Santos e Roseli Pacheco Schnetzler

Editora: Unijuí

Sinopse: A educação para a cidadania é também uma educação da consciência humana para os seus valores éticos e morais. Valores que precisam ser fundamentados no princípio do respeito á vida e no princípio da igualdade, para que assim sejam garantidos os direitos fundamentais do Homem, ao mesmo tempo em que haja o dever do seu compromisso com a nova sociedade.

 
 
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29 de março de 2008

Retrocesso na educação?

Saiu hoje (29/03/2008) no jornal O Estado de São Paulo, uma matéria com o título Retrocesso na educação. Quando li, não acreditei!

O jornal acusa o MEC de promover um retrocesso na educação, no momento em que tenta moralizar o Ensino Superior privado no país. Segundo o jornal, "a preocupação com a qualidade, em outras palavras, seria pretexto para criar empecilhos para empresas multinacionais que pretendam investir no mercado educacional brasileiro" e diz que o MEC usa as frases "escola não é padaria" e "educação não é mercadoria" como alegação para as intervenções que vem fazendo e que ainda pretende fazer, considerando essas como frases como vazias ou pouco consistentes para justificar suas ações.

Ora, minha gente, todo mundo sabe como "anda" o Ensino Superior privado no Brasil. O aluno passa por um pseudo vestibular, só para constar, e já está lá dentro. Se sabe escrever o próprio nome, já está valendo! Conta-se nos dedos de uma mão as instituições que realmente podem ser chamadas de "instituições de ensino superior" nesse país. A grande maioria é um aglomerado de analfabetos funcionais que só estão ali pelo diploma, para conseguir algum status e um emprego melhor. O resultado é: profissionais cada vez menos competentes no mercado!

Vocês podem perguntar: o que ela sabe sobre o assunto para afirmar essas coisas? Dei aula recentemente numa faculdade particular e o quadro que vi foi alarmante! Meus alunos não queriam ter o trabalho de estudar. Achavam que tudo o que precisavam saber para ser o profissional que escolheram, eu teria que dar em sala de aula, e com muito cuidadinho, pois eles entendiam somente metade das coisas que eu dizia! Cheguei ao cúmulo de perguntar, a uma turma que me causou muitos problemas, como tinham passado no vestibular sem saber aquele mínimo que eu lhes pedia? Não sabiam operar com números decimais!!!! Não sabiam o que era uma regra de três!!!! Achavam que os elétrons ficavam no núcleo do átomo, mesmo depois de uma aula utilizando slides com os vários modelos de átomos já elaborados!!!! Esses mesmos alunos e outros, reclamaram de mim várias vezes em coordenações de curso por que eu dava muito assunto difícil! Vejam que não reclamavam do meu método! Reclamavam do que tinham que saber para serem engenheiros e nutricionistas!

Querem mais exemplos de como a coisa funciona dentro dessas instituições? Vou lhes dar mais dois.

Meu marido, que ensina na mesma instituição que ensinei, outro dia teve que encarar o pai de uma aluna, que o ameaçava de tudo quanto é barbaridade, já que tinha poder suficiente. Era um juiz, desembargador, sei lá o que! O motivo? A filha do sujeito, que se achava mais doutor que meu marido que é realmente doutor (em Química), era relapsa: não estudava, faltava muito e acabou sendo reprovada na disciplina! O pai queria a aprovação da filha a qualquer custo!

O outro exemplo aconteceu com um amigo que lecionava numa faculdade dessas "pé-de-chinelo" em Salvador. Não recebia salário havia meses e ainda foi quase massacrado por uma turma que reclamou com a direção da faculdade, pois ele dava muito assunto, assuntos muito difíceis. O coitado lecionava Antroplogia e os alunos não queriam saber de nada! Chegaram ao cúmulo, num dia em que ele teve uma conversa séria com a turma, após uma avaliação em que praticamente todos foram mal, de dizer a esse meu amigo: "Professor, não perca seu tempo querendo ensinar essas coisas difíceis pra gente. Dá o diploma e pronto! É só o que a gente quer. A gente não quer aprender Antropologia!".

Então, me digam: dá para continuar assim? O MEC está ou não está certo em querer moralizar, exigir qualidade e impedir que essas faculdades "pé-de-chinelo" se espalhem e continuem jogando no mercado profissionais incompetentes? O capital externo do qual o jornal fala, vale esse sacrifício para o país?

O ensino não é uma mercadoria!


Para ler a matéria, clique aqui.



Segurança em laboratório de Química



Ao se trabalhar num laboratório de Química, é necessário se observar várias normas de segurança. O laboratório é um lugar de riscos e é preciso que se tenha prudência ao utilizar as vidrarias, reagentes e toda a aparelhagem disponível.

O material que tenho para vocês é um pouco grande para ser colocado aqui, mas resume-se basicamente em conselhos para a diminuição dos riscos de acidente, informações sobre socorro de emergência e sobre a aparelhagem principal de um laboratório de Química. Costumo distrubuir a todos os alunos no primeiro dia de aula no laboratório.

Faça o download aqui.


Veja também: