31 de janeiro de 2008

HISTÓRIA DE VIDA E EXPERIÊNCIAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE QUÍMICA

Esse artigo foi escrito para o II Congresso Internacional sobre Pesquisa (Auto) biográfica que aconteceu em Salvador em 2006. Abaixo transcrevi o resumo do artigo e quem tiver interesse pode fazer o download do artigo completo. Também deixei à disposição a apresentação em slides feita no congresso.
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Histórias de vida e experiências de formação de professores de Química


O presente artigo apresenta resultados parciais da pesquisa de mestrado, junto ao Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências da UFBA/UEFS, desenvolvida com professores da educação básica, alunos do Programa de Licenciatura Especial (PROLE) em Química da UFBA. A abordagem utilizada para a coleta e análise dos dados foi a da História de Vida, a partir, principalmente, das contribuições teóricas de Josso (2004), Nóvoa (1988, 1992 e 1995), Larrosa (1994 e 2002) e Pineau (1999), no que diz respeito à formação, à autoformação e ao percurso de desenvolvimento pessoal e profissional de professores. Especialmente de Larrosa (2002) e Josso, nos utilizamos dos conceitos de experiência e de experiências formadoras, que apontam a relevância destas para o desenvolvimento e a construção da identidade profissional dos professores. Foram escolhidos quatro alunos do referido programa de licenciatura, que estão sendo acompanhados pela pesquisadora buscando a reconstituição de aspectos biográficos relevantes - ligados à vida destes que são professores do ensino básico - que indicam a existência dessas experiências formadoras e do papel delas no desenvolvimento pessoal e profissional dos docentes. O instrumento principal da pesquisa é a entrevista profunda. É importante ressaltar que a grande maioria dos alunos dessa modalidade de licenciatura atua como professores de Química nas diversas regiões da Bahia, com experiências profissionais variadas, e tempo de docência elevado, embora todos sem formação superior em Licenciatura. Para os objetivos do presente trabalho, escolhemos a apresentação e discussão de apenas um dos quatro casos. Chamaremos esse sujeito da pesquisa de professora Marina. Na busca da reconstituição da biografia de Marina constatamos que uma experiência formadora fundamental na constituição de sua profissionalidade se dirigia à sua formação religiosa. Marina possui apenas a formação em Magistério, formação na qual se apoiou nesses seus vinte e dois anos como professora de Química. Suas expectativas em relação à Licenciatura Especial em Química se dirigem basicamente na busca por formação em conteúdos específicos dessa ciência. Buscamos compor essas suas expectativas iniciais com sua percepção em relação às contribuições advindas do programa de Licenciatura, além de possíveis mudanças em sua prática docente vindoura.

Download da versão completa aqui.

Abaixo, a apresentação em slide.


29 de janeiro de 2008

Crônica: "Por que acreditamos em átomos?"




Esse é um texto muito bom para ser trabalhado no início do estudo de Química, quando se fala de modelos atômicos e dos métodos da ciência.







Por que acreditamos em átomos?

Uma coisa é perguntar: "Acreditamos em átomos?"; outra, muito diferente, é: "Por que acreditamos em átomos?". Para responder a esta última pergunta, que é mais difícil, usaremos um exemplo despretensioso, para mostrar como se fazem tais decisões hoje em dia.

Um novo inquilino é informado por seu vizinho que o coletor de lixo passa todas as quintas-feiras de madrugada. O inquilino, um cientista, aceita a informação do vizinho (que teve a oportunidade de fazer observações sobre o assunto). Contudo, ele aceita-a provisoriamente até que ele próprio tenha a prova para tirar a conclusão.

Depois de algumas semanas, o novo locatário fez numerosas observações relacionadas a existência de um coletor de lixo às quintas-feiras. A mais importante é o desaparecimento do lixo na manhã deste dia. Em segundo lugar, ele recebe uma conta mensal da prefeitura pelos serviços municipais, e há outras observações suplementares que são sugestivas. Não raro, ele é acordado às cinco horas da madrugada de quinta-feira por um forte barulho de ruído de caminhão. Ocasionalmente o barulho é acompanhado de alegre assobio, às vezes um latido de cachorro.

O inquilino tem agora muitas razões para acreditar na existência de um coletor de lixo. Entretanto, jamais o viu. Sendo um curioso e um cientista, ajusta o despertador às cinco horas da madrugada. Olhando pela janela, sua primeira observação é estar surpreendentemente escuro, sendo difícil distinguir as coisas. Contudo, percebe um homem carregando um objeto grande.

Ver é acreditar! Mas quais dessas evidências constitui "ver" o coletor de lixo? Qual fornece base para acreditar que existe um coletor de lixo? As evidências constituem o ato de "ver". E todas elas, tomadas em conjunto, fornecem a base para aceitar a "teoria do coletor responsável pelo desaparecimento do lixo". Visualizar um vulto indistinto às cinco horas da madrugada não constituiria "ver um coletor de lixo" se o lixo não desaparecesse àquela hora (Poderia ser o rapaz que distribui jornais ou o leiteiro). Tampouco o desaparecimento do lixo constituiria por si só o ato de "ver" o coletor (Talvez um cachorro comesse o lixo. Lembre-se do latido de cachorro!). Não, o locatário estava convencido de que há um coletor de lixo porque a suposição é corroborada por tantas observações, não sendo contrariada por nenhuma. Outras explicações possíveis adaptam-se também às observações, mas não tão bem (O locatário nunca ouviu um cachorro assobiar alegremente). A teoria do coletor de lixo é admitida como a teoria válida e útil para explicar um grande número de observações experimentais. Isto seria válido mesmo antes que o locatário pusesse os olhos no vulto indistinto, às cinco horas da madrugada.

Devemos concordar, todavia, que há vantagens no tipo de experiência por "visão direta". Desta maneira, pode-se obter informações mais pormenorizadas. É alto o coletor de lixo? Usa bigode? Poderia ser uma mulher? Este tipo de informação se obtém com menos facilidade quando se empregam outros métodos de observação. Vale a pena ajustar o despertador, mesmo depois de nos convencermos de que existe um coletor de lixo.

Você é o novo inquilino. Informaram-lhe que os químicos acreditam em átomos e lhe pediram que, provisoriamente, aceitasse esta proposição até que por si mesmo a comprovasse. Desde então, empregamos continuamente a teoria atômica em nossas discussões dos fenômenos químicos. A teoria atômica é uma teoria válida e útil para explicar um grande número de observações experimentais. Estamos convencidos de que existem átomos!



(Autor desconhecido)
 
 
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26 de janeiro de 2008

Reação química e energia

Material


  • Álcool

  • Hidróxido de sódio

  • Ácido sulfúrico

  • Nitrato de potássio

  • Água

  • Tubos de ensaio ou frascos transparentes

  • Etiquetas

  • Seringa graduada

  • Conta-gotas

Procedimento

1. Etiquetar 3 tubos de ensaio.

2. Colocar 1 mL de água em cada tubo.

3. Adicionar um pouco de hidróxido de sódio no tubo 1 e verificar se há variação de temperatura.

4. Adicionar um pouco de nitrato de potássio no tubo 2 e verificar se há variação de temperatura.

5. Adicionar 4 gotas de ácido sulfúrico no tubo 3 e verificar se há variação de temperatura.

6. Passar um pouco de álcool na mão e soprar levemente.


Discussão

1. Como variou a temperatura de cada tubo de ensaio após a adição do reagente?

2. O que ocorreu em cada tubo?

3. Como está classificada cada reação em relação à variação de temperatura?

4. O que você observou ao soprar levemente o álcool na sua mão? Como você classificaria essa reação em relação à variação de temperatura?


Obtenção de gás oxigênio

Obtenção de gás oxigênio a partir de água oxigenada e verificação de uma de suas propriedades.


Material

  • 2 frascos de maionese
  • Mangueira plástica ou em borracha

  • Tigela

  • Cola tipo durepoxi

  • Água oxigenada 10 volumes
  • Comprimido de permanganato de potássio (encontrado em farmácias) ou sal de cozinha

Procedimento

1. Construa um frasco gerador usando um frasco de maionese vazio, mangueira e cola tipo durepoxi (veja figura abaixo). Não pode haver vazamento!



2. Encha o frasco gerador de água oxigenada deixando um pouco de espaço vazio na parte superior para que a mangueira não toque o líquido.

3. Encha completamente com água o outro frasco de maionese e vire-o sobre a saída da mangueira numa tigela. (figura)

4. Destampe o frasco gerador e introduza rapidamente um comprimido de permanganato de potássio ou uma pitadinha de sal. Tampe imediatamente o frasco.

5. Depois que o segundo frasco estiver cheio com o gás produzido (completa expulsão da água) coloque-o de boca para baixo em cima de papel toalha para enxugar o excesso de água.

6. Vire o frasco de boca para cima e tampe com a mão. Acenda um palito de fósforo e coloque dentro do vidro contendo oxigênio e volte a colocar a mão na boca do frasco. Observe.


Discussão


1. Qual a função do permanganato de potássio nessa reação?


2. Por que a água é expulsa do frasco?


3. O que garante que o gás contido no frasco seja o gás oxigênio?


4. Escreva a equação da reação química que ocorreu.




Veja também: