20 de setembro de 2010

Estudo de casos no ensino de Química

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Estudo de casos no ensino de Química


Autoras: Luciana Passos Sá e Salete Linhares Queiroz

Editora: Átomo

Informações: O método de Estudo de Casos, uma variante do método Aprendizado Baseado em Problemas, também conhecido como Problem Based Learning (PBL), foi desenvolvido com o intuito de colocar os alunos em contato com problemas reais, de estimular o desenvolvimento do pensa-mento crítico, a habilidade de resolução de problemas e a aprendizagem de conceitos da área em questão. Ele possui a característica de enfatizar o aprendizado autodirigido, centrado no estudante. Pesquisas têm mostrado a sua potencialidade na promoção de um ensino que vise o desenvolvimento de conteúdos não apenas informativos, mas também formativos em cursos de Ciências. 
 
 
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18 de setembro de 2010

O experimento de Becquerel


O pontociência traz uma série sobre Radiotavidade que aborda aspectos da história da Ciência, reproduzindo experimentos realizados na época das primeiras descobertas do fenômeno da radioatividade.

Neste episódio, o site reproduz o experimento de Becquerel.

Veja o vídeo abaixo e visite o site pontociência para saber como utilizá-lo em suas aulas.



14 de setembro de 2010

Pele artificial

Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, conseguiu produzir um material eletrônico sensível à pressão a partir de nanofios semicondutores. A conquista abre caminho para o desenvolvimento de um novo tipo de pele artificial.

“A ideia é fazer com que o material tenha funcionalidades semelhantes à da pele humana, o que implica incorporar a capacidade de tocar e de sentir objetos”, disse Ali Javey, professor de engenharia elétrica e de ciência da computação e líder do estudo, cujos resultados foram publicados neste domingo (12/9) na revista Nature Materials. O material, denominado de e-skin (“pele eletrônica”) por seus criadores, é o primeiro feito de semicondutores inorgânicos cristalinos.

Produzir uma pele artificial sensível ao toque ajudaria a vencer um grande desafio na robótica: controlar a quantidade de força necessária para segurar e manipular uma ampla gama de objetos.

“Os humanos sabem como segurar um frágil ovo sem quebrá-lo. Se quisermos que um robô faça isso, ou lave as louças, por exemplo, precisamos ter certeza de que ele não quebrará as taças de vinho no processo. Mas também queremos que o mesmo robô seja capaz de segurar com firmeza uma chaleira sem derrubá-la”, disse Javey.

Um objetivo mais distante é usar a e-skin para restaurar o sentido do tato em pacientes que precisam de membros protéticos. Essas novas próteses exigiriam avanços importantes na integração de sensores eletrônicos com o sistema nervoso humano.

Tentativas anteriores de desenvolver pele artificial se basearam em materiais orgânicos, por serem flexíveis e de processamento relativamente simples.

“Mas o problema é que os materiais orgânicos não constituem bons semicondutores, o que implica que dispositivos eletrônicos feitos com eles precisarão frequentemente de altas voltagens para que seus circuitos funcionem”, disse Javey.

Segundo ele, materiais inorgânicos como o silício, por outro lado, têm propriedades elétricas excelentes e podem operar com pouca energia. Também são quimicamente estáveis. “Mas, historicamente, esses materiais têm sido inflexíveis e fáceis de quebrar”, disse.

“Nesse aspecto, trabalhos de vários grupos de pesquisa, inclusive o nosso, têm mostrado recentemente que fitas ou fios minúsculos de materiais inorgânicos podem ser feitos para que sejam altamente flexíveis, isto é, ideais para eletrônicos e sensores de alta performance”, afirmou.

O grupo californiano utilizou uma nova técnica de fabricação. Inicialmente, os cientistas implantaram fios com espessura nanométrica (bilionésimos de metro) em um tambor cilíndrico. Em seguida, o tambor foi rolado em um substrato pegajoso.

O substrato usado foi um filme polimérico, mas os pesquisadores dizem que a técnica funciona com diversos materiais, como outros plásticos, papel ou vidro.

À medida que o tambor rolava, os nanofios eram depositados no substrato de maneira ordenada, formando a base a partir da qual folhas finas e flexíveis de materiais eletrônicos podem ser construídas.

Os pesquisadores imprimiram os nanofios em matrizes quadradas com 18 por 19 pixels, medindo 7 centímetros de cada lado. Cada pixel continha um transistor feito de centenas de nanofios semicondutores. Os transistores foram integrados sob uma borracha sensível a pressão, de modo a se inserir a funcionalidade sensorial.

A matriz precisou de menos de 5 volts de eletricidade para funcionar e manteve seu rendimento após ter sido submetida em testes a mais de 2 mil ciclos de dobras.

Segundo os autores do estudo, a e-skin foi capaz de detectar pressões de 0 a 15 quilopascals, uma variação comparável com a força usada para atividades diárias como digitar em um teclado de computador ou segurar um objeto.

O artigo Nanowire active-matrix circuitry for low-voltage macroscale artificial skin (doi: 10.1038/nmat2835), de Ali Javey e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Materials em www.nature.com/naturematerials.


30 de agosto de 2010

Água seca

Pesquisadores apresentam novos estudos com a chamada “água seca”, uma substância peculiar que poderia ajudar no combate ao aquecimento global.
 
Esse tipo de água em pó tem a propriedade de absorver e armazenar dióxido de carbono e outros gases, como o metano, de forma bastante eficiente.

O estudo foi apresentado no 240º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química pela equipe liderada pelo Professor Andrew Cooper, da Universidade de Liverpool (Inglaterra).

Similar a grãos de açúcar, a substância ganhou o nome porque possui 95% de água e, no entanto, ainda se mantém na forma de um pó. Isso porque cada grão contém uma gota de água cercada de um tipo de sílica modificada - e é essa cobertura que impede que as gotículas se recombinem em forma de líquido.

Apesar da aparência, se esfregada contra a pele, a "água seca" causa um leve resfriamento - uma sensação similar ao contato com a água.

Esse fino pó, ao absorver os gases, forma os chamados hidratos. Ele foi descoberto em 1968 e uma das suas primeiras aplicações foi no uso da indústria de cosméticos já que, além de absorver, ele é capaz de acelerar reações químicas em centenas de produtos.

É por essas propriedades que os pesquisadores acreditam que a água seca possa ser um jeito mais fácil de armazenar e transportar materiais industriais ou outros elementos potencialmente perigosos. A equipe já havia demonstrado, em estudos anteriores, que o pó é bastante útil para guardar metano. O estudo com o gás foi, inclusive, destaque da prestigiada revista Nature. Agora, os resultados mostraram que ele é bastante útil também na absorção de CO2: quase três vezes mais do que somente a água e a sílica descombinadas.

Outras aplicações incluem também o armazenamento de líquidos, especialmente as emulsões (a união de dois ou mais líquidos que não se misturam, como água e óleo). Com a “água seca”, os pesquisadores mostraram que podem transformar uma emulsão em um pó, facilitando o transporte dos líquidos.

20 de agosto de 2010

Vamos queimar dinheiro!


Queimar dinheiro é coisa de louco, de quem tem tanto e não sabe o que fazer com ele e... de químico, óbvio!

Vejam esse intrigante experimento do site pontociência e acesse o passo-a-passo para saber o que acontece.

8 de julho de 2010

Ciência pós-moderna nos livros didáticos


No site do projeto Ciência às Seis e Meia é possível encontrar vídeos com palestras sobre vários assuntos relacionados às Ciências Naturais e Matemática. Este projeto é uma parceria entre a SBPC/RJ e o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, que oferece palestras de divulgação científica ao público leigo.

Infelizmente a lista de palestras não está totalmente atualizada. Apenas as palestras do ano de 2005 e 2010 estão disponibilizadas no site.

Indico a palestra do prof. Nélio Bizzo, sobre certos conceitos que se perpetuam nos livros didáticos de Ciências utilizados no Brasil. É uma palestra muito interessante, que apresenta pontos de vista que podem gerar uma boa discussão a respeito da escolha do livro a ser adotado por uma escola.

Para assistir à palestra não é preciso fazer download, mas se você usa o Firefox, por exemplo, não conseguirá carregar o vídeo. É necessário utilizar o Internet Explorer ou Netscape Navigator. Talvez seja necessário somente baixar um complemento para o navegador, que o próprio site lhe oferecerá.

Outro aspecto interessante deste site é que, ao passo que a palestra vai sendo proferida, a apresentação de slides que o palestrante utiliza vai sendo passada na tela, com um índice abaixo do vídeo, com o qual você poderá navegar pelos diversos momentos da palestra.

Para acessar o índice de palestras: http://itv.cbpf.br/ciencia_seis_e_meia/

Para acessar a palestra do prof. Nélio Bizzo: http://itv.cbpf.br/ciencia_seis_e_meia/neliobizzo_files/intro.htm

7 de julho de 2010

Pós-graduando sofre!

A vida de quem faz pós-graduação é mesmo uma luta! Os quadrinhos abaixo foram retirados da seção de humor do site Piled Higher and Deeper.
 
Caso tenha dificuldade em visualizar os quadrinhos é só clicar nas imagens. 
 

5 de julho de 2010

Pílulas de Ciência


A tarefa de contextualizar o ensino de Química e trazer os conceitos dessa ciência para o cotidiano dos alunos, às vezes parece complicada para muitos professores. Mas para se fazer um trabalho como esse não é necessário um um grande aparato de materiais difíceis de se conseguir, nem grandes mobilizações dentro da sala de aula ou da escola. Às vezes ações simples, porém bem coordenadas, se tornam muito mais interessantes e eficazes.

No site pontociência podemos encontrar uma coleção de vídeos do projeto Pílulas de Ciência, desenvolvido pelo Núcleo de Apoio à Divulgação Científica da UFMG. Esses vídeos trazem explicações científicas sobre temas corriqueiros, do dia-a-dia, que podem estimular a discussão em sala de aula e tornar o processo ensino-aprendizagem mais eficaz.

Veja abaixo um dos vídeos (na área de Química) de Pílulas de Ciência lançado no pontociência. Para acessar a página com todos os temas vá ao endereço http://www.pontociencia.org.br/pilulas.htm.


Veja também: