22 de agosto de 2011

Tabela Periódica em códigos QR

Gente, essa dica é muito legal! Foi passada pelo prof. Luis Brudna no Facebook e eu amei!

Trata-se da Tabela Periódica em códigos QR, aqueles que você pode escanear utilizando um smartfone!

Ao escanear um código, você será direcionado para o vídeo do Periodic Videos, correspondente ao elemento escolhido.

Veja um vídeo explicativo e clique na imagem da Tabela QR logo abaixo para ter acesso à imagem em tamanho grande, que você pode utilizar como quiser, pode imprimir, etc.







Clique na imagem

2 de agosto de 2011

Cientistas transformam ácido em base

Os novos compostos poderiam ser utilizados para a produção de catalisadores de reações. 




Por Daniel Pavani


Todos que se lembram pelo menos um pouco do Ensino Médio, devem lembrar que ácidos e bases são compostos antagônicos. Mesmo assim, um cientista da Universidade da Califórnia conseguiu transforma um no outro, desafiando as “leis” da Química.

Até onde se sabe, ácidos e bases são substâncias essencialmente opostas, pelo menos quimicamente. Este antagonismo vem do comportamento de seus pares iônicos e a capacidade das bases de doarem elétrons e dos ácidos de receberem. Entretanto, o pesquisador Rei Kinjo e seus colegas conseguiram fazer com que um composto ácido se comportasse como uma base, conta o site PopSci.

Eles conseguiram fazer isso alterando a posição e a quantidade de elétrons em um composto de Boro (tipicamente ácido), sem alterar a estrutura de seu núcleo. A ideia não é transformar as leis da Química, mas apenas criar uma nova espécie de catalisador para reações químicas.

“É como transformar um átomo em outro”, comenta Guy Bertrand, um co-autor do trabalho. O borylene – assim como foi chamado o novo composto, em inglês – poderá ser utilizado para a fabricação de novos catalisadores, que poderão ser úteis nas indústrias de novos materiais e farmacêutica.

O trabalho dos pesquisadores foi publicado em um artigo na revista científica Science, na edição de 29 de julho.

Matéria original: http://miud.in/Sns

15 de junho de 2011

Solvente praticamente universal

Brasileiros criam solvente universal, que dissolve quase qualquer coisa

Universol

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) descobriram e depositaram pedido de patente de um composto que dissolve praticamente qualquer material orgânico ou inorgânico.

O agente resolve um problema antigo ao ser capaz de dissolver sem alterar a composição química da substância.

A dissolução é um passo essencial para a análise de amostras, usada para avaliações de controle de qualidade ou da presença de componentes inorgânicos ou orgânicos, tóxicos ou não.

Os autores da descoberta são os professores Claudio Luis Donnici e José Bento Borba da Silva, do Departamento de Química da UFMG.

A substância, registrada com a marca Universol, está pronta para ser aplicada e ter sua tecnologia transferida a empresas que desejem produzir e comercializar o produto em larga escala.

Solvente universal

Segundo Donnici, o Universol é útil, por exemplo, para mostrar se um cosmético ou um alimento contém metal pesado, ou se a casca de uma árvore a ser utilizada para produzir um medicamento está contaminada com metais ou substâncias tóxicas.

"Ele também dissolve rapidamente carnes, unha, cabelo, pele, sementes, cereais ou qualquer outra matéria orgânica", comenta o professor.

Segundo Donnici, o composto é um agente solubilizante simples, eficiente e reprodutível, que dissolve praticamente qualquer tipo de amostra em um tempo que varia de um a 30 minutos. "Por isso pode ser considerado um agente solubilizante praticamente universal".

Outra vantagem do solvente é promover a solubilização à temperatura ambiente e, em quase todos os casos, sem necessidade de uso de métodos adicionais, como ultrassom e micro-ondas.

"Apesar do seu enorme poder solubilizante, o Universol é um reagente seguro, que pode ser manipulado sem complicações em qualquer laboratório e com a utilização de frascos de vidro ou de plástico (tipo eppendorf) comuns", informa.

Solubilização rápida

Claudio Donnici ressalta que outros agentes conhecidos de solubilização demoram cerca de 12 horas para dissolver, por exemplo, amostras de unhas ou de fios de cabelo, enquanto o Universol realiza essa solubilização em cerca de 30 minutos.

"Com o desenvolvimento desse método, mais simples e adequado para preparação de amostras, evitam-se dissoluções ácidas, extrações e outras dificuldades para o uso de técnicas espectrométricas de análise química, tornando-o mais viável para análises de grande quantidade de qualquer tipo de amostras para avaliação da sua composição química, especialmente quanto aos componentes inorgânicos", explica.

A equipe realizou testes com diversos materiais e demonstrou a eficácia do agente em alimentos, desde bebidas a cereais a sementes; em qualquer tecido animal ou vegetal; amostras minerais e inorgânicas ou biológicas, a exemplo de cogumelos, insetos e microrganismos, bem como em resíduos biológicos e materiais petroquímicos da área de cosméticos, o que possibilitou a realização de testes cromatográficos e espectrométricos, para análises das mais diversas.

"O grande trabalho foi mostrar o escopo e a confiabilidade da técnica para os mais variados tipos de amostra", informa Donnici.

Simplicidade impressionante

Donnici conta que os estudos foram patrocinados por um programa da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), cujo objetivo era consolidar estudos ambientais avançados.

"A intenção era estabelecer novas tecnologias científicas e computacionais para o monitoramento ambiental e análise de poluentes. Dentre as várias descobertas realizadas nesses anos de pesquisas, destacamos o desenvolvimento do Universol", comenta.

"O problema preliminar de análise química orgânica ou inorgânica dos mais diversos materiais é obter a total dissolução das amostras, com a formação de soluções homogêneas, de modo a não alterar sua composição química", esclarece.

Donnici revela que a equipe ficou impressionada com o que descobriu, uma vez que a composição é relativamente simples e barata, "de alta eficiência e rapidez e de escopo e aplicabilidade enormes".

27 de maio de 2011

Moléculas em Exposição

 
Moléculas em Exposição

Autor: John Emsley

Editora: Blücher

Informações: O que tem o chocolate que faz com que nos sintamos bem quando o comemos? Qual é a molécula que atiça os homens?

Neste fascinante livro, John Emsley conduz-nos numa visita guiada ao longo de uma galeria em que estão expostos quadros de moléculas, algumas prejudiciais, outras agradáveis, mostrando como as moléculas afetam nossas vidas.

Fique sabendo como Mozart encontrou a morte, o que há por trás do problema das vacas loucas, a verdade sobre substâncias há muito conhecidas mas só hoje empregadas em escala industrial e muitos outros bocadinhos neste livro que distrai muito e muitas vezes nos surpreende.

O bom humor do autor: " A experiência nos diz que nem todos os amigos, parentes, carros, refeições de gourmets e feriados são bons, e que nem todos os vizinhos, sogras fast food e aeroportos são ruins."

16 de maio de 2011

O uso de blogs na Educação

Acabei de assitir ao vídeo de uma palestra feita pelo professor Sérgio Lima, de Física, sobre o uso de blogs na Educação e achei interessante compartilhar com vocês.

Nesta palestra, o professor fala sobre a forma de usar os blogs e chama a atenção para o fato de que não adianta usar novas tecnologias para fazer o mesmo que se fazia antes.

O vídeo é um pouco longo, mas vale a pena reservar um tempo para vê-lo.


3 de maio de 2011

Divulgação Científica




Mais uma dica de vídeo do Salto para o Futuro. É o programa sobre Divulgação Científica.

Clique aqui para acessar o programa.

11 de abril de 2011

Pesquisa sobre o blog

Caros leitores

Gostaria de obter algumas informações sobre como vocês utilizam o blog Ensino de Química, sobre como vocês o veem, enfim, no que ele é útil na vida dos leitores.

Para isso, preciso que vocês me ajudem respondendo o questionário abaixo até o dia 30 de abril. É rápido, não dói e me ajudará muito!

Desde já agradeço a cooperação de vocês.

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30 de março de 2011

Ciência Nua e Crua


Quem assiste à TV Escola e gosta de Ciência já deve ter-se deliciado com os episódios da série Ciência Nua e Crua (Rough Science), na qual cientistas de diversas áreas do conhecimento são levados a lugares com pouca estrutura e recebem tarefas para serem executadas em 3 dias.

Pode parecer inacreditável à primeira vista, mas o que eles fazem é simplesmente aplicar seus conhecimentos científicos a problemas do cotidiano. Esses conhecimentos são utilizados tanto no desenvolvimento das tarefas quanto na improvisação que os cientistas precisam fazer, improvisação que vai desde  o início da tarefa até a resolução de problemas de planejamento ou de aquisição de materiais.

No site da TV Escola é possível assistir aos espisódios e ter acesso ao material que explica como utilizar os vídeos em sala de aula. Acesse os vídeos da série clicando aqui e faça o download do material de apoio na página de cada episódio. Para assistir aos vídeos é necessário se cadastrar.

Cada vídeo dura em média 30 minutos.

Abaixo um dos episódios da série (dividido em 2 partes), com o título de Limpeza. Neste episódio, os cientistas precisam desenvolver produtos de higiene pessoal para serem usados no terceiro dia.

Muita Química envolvida e muito o que se discutir com os alunos! Clique aqui e faça o download do material de apoio para este vídeo.

Ou, para quem quiser ir mais longe, que tal propor uma atividade parecida com seus alunos de Ensino Médio? Se fizerem, não deixem de vir aqui me contar!





16 de março de 2011

Reatores nucleares no Japão

Por indicação do leitor Alexandre Wild, queria dar a dica para vocês de um ótimo vídeo do canal Periodic Videos que explica tudo sobre os problemas nos reatores nucleares de Fukushima após os terremotos e o tsunami que atingiram o Japão na última semana.

O professor explica sobre geração de energia num reator nuclear, fala sobre as consequências de um acidente nuclear grave e sobre as medidas de segurança que estão sendo tomadas pelo governo japonês para tentar resfirar os reatores. O professor fala também sobre o uso da água do mar nessa tentativa e da distribuição de pílulas de iodeto de potássio para a população.

Enfim, é um vídeo com informações valiosas que nos fazem entender as consequências dessa catástrofe que atingiu o Japão. Infelizmente, não consigo incorporar o vídeo aqui no blog com as legendas em português. Se eu descobrir como fazer, coloco.

Por enquanto, cliquem na imagem abaixo para assistir ao vídeo direto no Youtube com legenda. Caso não apareça a legenda em português, na parte inferior do vídeo tem um ícone com um CC vermelho. Coloque o mouse em cima desse ícone e irá aparecer a opção da legenda em português. É só clicar e a legenda aparecerá.






13 de março de 2011

QNEsc fevereiro de 2011

QNEsc vol. 33, nº 1 - Fevereiro/2011


  • Algo aqui não cheira bem... a Química do mau cheiro
  • Marcas do currículo na formação do licenciando: uma análise a partir dos temas de trabalhos finais do curso de Licenciatura em Química da UFRJ (1998-2008)
  • Ciência e Tecnologia na escola: desenvolvendo cidadania através do projeto "Biogás - energia renovável para o futuro"
  • As fotonovelas no ensino de Química
  • Extração de DNA vegetal: o que estamos realmente ensinando em sala de aula
  • Terminologias químicas na LiBras: a utilização de sinais na aprendizagem de alunos surdos
  • Aula de Química e surdez: interações mediadas pela visão
  • Sistemas experimentais para o estudo da corrsão em metais
  • Análise experimental da resistência à corrosão e da velocidade de corrsão: uma proposta pedagógica

QNEsc novembro de 2010

QNEsc vol. 32, nº 4 - Novembro/2010


  • Vanilina: origem, propriedades e produção
  • Estratégias de leitura e Educação Química: que relações?
  • O ensino de Ciências e a ética na escola: interfaces possíveis
  • O Prêmio Nobel de Química em 2010: união direta de carbonos sp2 e sp
  • O lixo eletrônico: uma abordagem para o Ensino Fundamental e Médio
  • O portal eletrônico interativo: contexto, estrutura, possibilidades de navegação e discursos sobre formação de professores de Química
  • A pesquisa na formação de formadores de professores: em foco, a educação química 
 

 

11 de fevereiro de 2011

Uma breve história da Química


Uma breve história da Química


Autor: Arthur Greenberg

Editora: Blucher

Informações: Uma Breve História da Química - Da Alquimia às Ciências Moleculares Modernas é um convite para conhecer e apreciar a magia impressa em uma magnífica coletânea de gravuras e pinturas enigmáticas, e as proezas dos personagens que moldaram o mundo científico atual, com seus experimentos, criatividade e inteligência. Um misto de história, ciência, ficção, arte, erudição e filosofia seria uma descrição apropriada desta obra de Greenberg, que, com certeza, irá cativar o leitor, do início ao fim, revelando os caminhos da alquimia em busca do elixir da longa vida e da pedra filosofal, e que acabaram traçando os rumos da Medicina e da ciência moderna.

14 de janeiro de 2011

13 de janeiro de 2011

Coleção Química no Cotidiano


Mais um lançamento da SBQ para o Ano Internacional da Química!

No site Coleção Ano Internacional da Química, a SBQ está disponibilizando o material comemorativo. Além dos números da revista Química Nova na Escola e seus Cadernos Temáticos, temos lá a coletânea de experimentos A Química Perto de Você (sobre a qual eu já comentei aqui no blog) e mais 7 e-books da Coleção Química no Cotidiano (sobre a qual eu ainda não tinha comentado!). Os e-books são sobre os seguintes temas: A Química do Amor, Química e Energia, Química e o Controle de Dopagem no Esporte, A Química dos Alimentos, A Química no Cuidado da Pele, Química na Saúde e Química na Natureza.

6 de janeiro de 2011

Eu também acuso!



Hoje recebi de um amigo do Orkut a dica de um post no blog Hora do Recreio, da amiga blogueira Berenice. Se trata de um texto do professor Igor Pantuzza Wildmann, em tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes, morto por um aluno que ficou descontente com uma nota (Veja a notícia aqui).

Eu não vou emitir qualquer opinião sobre o assunto, pois acredito que o professor Igor fez isso brilhantemente, disse tudo o que estava engasgado na garganta de muitos professores nesse país. Concordo totalmente com o texto a seguir e acho que nos resta divulgar essas ideias e tentar fazer com que atrocidades assim não aconteçam mais.

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J'acuse!
(Eu acuso!)

“Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice.” (“Meu dever é falar, não quero ser cúmplice.”)
Émile Zola


Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal a o autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito;

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Igor Pantuzza Wildmann

Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

A Química Perto de Você


Como parte das comemorações do Ano Internacional da Química, a Sociedade Brasileira de Química (SBQ) lançou o livro A Química Perto de Você, com experimentos de baixo custo para a sala de aula do Ensino Fundamental e Médio.

O download do livro é gratuito e pode ser feito no site do Ano Internacional da Química. Clique aqui para fazer o download.

5 de janeiro de 2011

365 dias de Química


Seguindo a mesma linha do Calendário do Ano Internacional da Química, a Sociedade Brasileira de Química lançou 365 Dias de Química, um site no qual a cada dia de 2011 será possível acessar informações acerca de um assunto sobre a Química no cotidiano e o cotidiano da Química.

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