20 de janeiro de 2009

Serpente do Faraó

O experimento conhecido como Serpente do Faraó é algo que corre a internet, em vários blogs e fóruns.



Só que é meio perigoso, pois queima-se o tiocianato de mercúrio para obter os tentáculos.

Mas, encontrei no site Ponto Ciência uma outra versão da Serpente do Faraó que pode ser feita na escola, sem problema. Vejam:



Clicando aqui você terá toda a instrução de como realizar este experimento tão interessante e que chama a atenção de todos!

18 de janeiro de 2009

Maneiras e maneiras de educar

Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: uma turma de meninas de 12 anos que usavam batom todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso de batom. O diretor andava bastante aborrecido porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom.

Um dia o diretor juntou o bando de meninas no banheiro, explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma palestra de uma hora. No dia seguinte as marcas de batom no banheiro reapareceram.

No outro dia o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho. O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso
sanitário e passou no espelho.

Nunca mais apareceram marcas no espelho!

(Piada que circula na internet. Autor desconhecido)

12 de janeiro de 2009

Atrito de fita adesiva gera raios X

Pesquisadores obtêm radiografia com pedaço de fita aderente.

por Susannah F. Locke

Pode parecer estranho ou até ser confundido com um trabalho escolar de ciências, mas não é: pesquisadores suspeitam que ao se desenrolar uma fita adesiva rapidamente podemos liberar radiação suficiente para obter uma imagem de raio X. Se essas descobertas forem confirmadas, poderão estabelecer as bases para um aparelho de raios X mais barato, que não requer eletricidade.

O pesquisador responsável, Carlos Camara, físico da University of California, em Los Angeles, relatou, para a Nature, que sua equipe obteve uma radiografia de um em uma chapa colocada atrás dele, desenrolando uma bobina de fita adesiva à sua frente.

Como isso é possível? Os pesquisadores observaram que a radiação é liberada quando a fita é descolada rapidamente de uma superfície. Camara explica: os elétrons saltam de uma superfície (como vidro ou alumínio) para a superfície aderente de um pedaço de fita recém-descolado, com velocidade tão alta que liberam radiação, ou energia ao se chocar contra o pedaço de fita.

Quando registrado por uma chapa radiográfica o resultado do processo é um raio X pouco nítido, como ocorreu com o osso do dedo indicador do físico Seth Putterman, chefe do laboratório onde a experiência foi realizada.

Aparelhos de raios X convencionais demandam componentes elétricos caros para criar o feixe de elétrons de alta energia, que atinge o alvo. Camara prevê um aparelho de raios X em que a fita adesiva possa ser desenrolada manualmente ─ e reenrolada, para ser utilizada novamente. Ele observa que os pesquisadores reutilizaram o mesmo rolo de fita várias vezes, sem qualquer alteração na qualidade do raio X. Infelizmente, ele lamenta, “seja pelo método tradicional ou com a fita adesiva, ainda precisamos da mesma quantidade de radiação para criar uma imagem com raios X”.

Não se preocupe com a radiação liberada pelo rolo de fita adesiva sobre sua mesa. Tanto no aparelho de raios X convencional quanto no caso da fita, os elétrons viajam sem se chocar com as moléculas de ar, dentro de uma câmara a vácuo; isso permite que liberem energia necessária para a produção de raios X. Normalmente, o nitrogênio, oxigênio e outros gases do ar, reduzem muito o movimento dos elétrons e a energia produzida só é suficiente para emitir uma suave luz azul, quase imperceptível.

Se você não acredita nesse resultado, verifique, por si mesmo, a propriedade chamada triboluminescência, desenrolando uma fita no escuro.

A Agência Reuters, de Washington, informou, em outubro passado, que pesquisadores haviam descoberto uma nova característica da fita adesiva transparente comum: ela produz raios X quando desenrolada. A notícia, veiculada pela Nature, confirma uma teoria de 1930, segundo a qual o processo de desenrolar fita libera energia não só na forma de uma centelha de luz visível, mas também de raios X.

Crianças brincando em locais escuros costumam observar faíscas de luz ao desenrolar fita adesiva. O fenômeno denomina-se triboluminescência e é produzido pelo atrito entre as superfícies.

Carlos Camara e seus colegas utilizaram uma máquina para desenrolar um rolo de fita no vácuo e conseguiram gerar raios X suficientes para visualização de ossos. “A fita deve estar no vácuo, mas a mão não,” explica ele.

“Se você desenrolar a fita nas condições ambientes, somente luz visível é observada. Não são gerados raios X”, detalha Camara. Isso ocorre porque os átomos e moléculas do ar reduzem a velocidade dos elétrons que produzem os raios X.

“Em geral, os responsáveis pelos raios X são sempre os elétrons que estão se movimentando muito rápido e, de repente, são freados. Ao serem separados, eles deslocam de um lado para outro da fita, produzindo um fenômeno parecido com uma minicolisão luminosa,” segundo Camara.

Essa propriedade pode ser usada para realizar fusão nuclear, propõem Camara e a sua equipe. Em princípio seria necessário apenas cerca de dez vezes mais energia que a produzida durante o experimento, asseguram.

A fita pode ser desenrolada ainda mais rapidamente para se melhorar a eficiência do processo. “É somente uma questão de energia. O experimento foi projetado para produzir raios X. Se conseguirmos melhorar sua eficiência de um fator 10, poderemos obter muito mais energia e a fusão será uma prova dessa quantidade de energia. Esse não seria o tipo de fusão nuclear que produz energia, ou uma explosão. Desenrolar a fita requerer o uso de mais energia que a produzida”, adverte.

“Obter fusão nuclear no laboratório não é tão difícil. Extrair mais energia que a introduzida para produzi-la, a partir da fusão nuclear, é o que é realmente difícil,” acrescenta.

Em 2005 a fusão nuclear foi obtida com equipamentos de dimensões reduzidas, mas utilizando eletricidade convencional, que requer mais energia que a liberada.

Fonte: Scientific American Brasil

Abaixo um vídeo que mostra o experimento. É em inglês, mas é ótimo para se ter uma ideia do fenômeno.


9 de janeiro de 2009

A Química do amor

WASHINGTON (Reuters) - Será que uma pílula ou um spray nasal seriam capazes de salvar um casamento? Talvez, segundo pesquisadores que investigam a base química da mais elusiva das emoções -- o amor.

Larry Young diz que seu objetivo não é criar uma poção do amor high-tech, e sim entender distúrbios graves, como o autismo, que afeta a capacidade de formar vínculos sentimentais.

"Os biólogos em breve poderão reduzir certos estados mentais associados ao amor a uma cadeia bioquímica de eventos", disse Young, do Centro Nacional Yerkes de Pesquisas de Primatas, na Universidade Emory (Atlanta), em artigo na revista Nature.

Seu estudo com arganazes (roedores das pradarias norte-americanas) demonstrou que uma rápida dose do hormônio correto pode alterar drasticamente os relacionamentos.

Esses graciosos roedores são um bom modelo para as relações humanas, segundo Young. Ao contrário de outros animais, eles formam casais que criam os filhotes e passam a vida juntos. Mas é fácil mudar esse comportamento.

"É uma reação química. Pelo menos nos arganazes sabemos que, se você pega uma fêmea, a coloca com um macho e infunde oxitocina no seu cérebro, ela vai rapidamente criar laços com esse macho", explicou ele por telefone.

Já ao rebaixar os níveis naturais de oxitocina -- hormônio envolvido no parto, nos cuidados maternos e nos laços sociais -- ela rejeita o macho como parceiro, mesmo que haja diversas cópulas.

"Os experimentos demonstraram que um borrifo nasal de oxitocina aumenta a confiança e sintoniza as pessoas nas emoções das outras", escreveu Young na Nature.

"Empreendedores da Internet já estão comercializando produtos como o Confiança Líquida Reforçada, uma mistura de oxitocina e feromônios, como uma colônia, preparada para reforçar o quesito namoro e relacionamentos na sua vida", escreveu ele.

Ele acha possível também chegar a um remédio contra crises conjugais. "Se pudéssemos usar uma droga em combinação com a terapia conjugal, seria desejável."

Young também está convencido de que o amor não se resume a um só hormônio. Outros estudos já demonstraram que diferenças em um gene chamado complexo maior da histocompatibilidade, que afeta o sistema imunológico, pode estar envolvido na atração sexual inicial. Para os homens, o hormônio vasopressina parece ser mais importante.

Mas tudo isso é claramente biológico, segundo o cientista. "Acho que o amor nos humanos evoluiu para nos manter juntos", disse.

Isso significa que outros animais provavelmente também amam.

"Qualquer mamífero, quando a mãe tem bebês, fica ligado a esses bebês e faria qualquer coisa para protegê-los. Trata-se de uma química cerebral ubíqua, e isso estimula os laços," disse.

"Seja como for, os recentes avanços na biologia da ligação dos pares significa que não vai demorar muito até que um pretendente inescrupuloso jogue uma 'poção do amor' farmacêutica na nossa bebida. E se fizerem isso, será que vamos ligar? Afinal, amor é insanidade", escreveu ele.

(Reportagem de Maggie Fox)

Fonte: Abril.com


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