30 de julho de 2008

Partículas subatômicas


O site Como Tudo Funciona lançou mais um ótimo material que o professor pode usar em sala de aula: Como funcionam os aceleradores de partículas.

Sempre se diz aos alunos do Ensino Básico que o átomo é composto de 3 partículas: prótons, neutrons e elétrons. Mas nem sempre se discute sobre as outras partículas, dando a impressão de que o átomo seria mais simples do que realmente é. Geralmente não se fala sobre as forças que atuam sobre as partículas e fazem com que os átomos tenham certas características.

Não estou defendendo um estudo aprofundado sobre o assunto, mas é importante que os alunos tenham a noção do que já se conhece sobre o átomo e como esse conhecimento foi capaz de influenciar nos avanços tecnológicos e no entendimento dos fenômenos que somos capazes de perceber no universo. O texto contido no site é de fácil entendimento e é por isso que estou trazendo como sugestão.

Espero que gostem do material e possam fazer bom proveito dele.


4 de julho de 2008

Avaliação em Ciências (livros eletrônicos)



Gioppo, Christiane e Barra, Vilma. A avaliação em Ciências Naturais nas Séries Iniciais. Curitiba: UFPR/ SEB-MEC, 2005.
http://www.cinfop.ufpr.br/pdf/colecao_1/ciencias_6.pdf

Gioppo, Christiane; Silva, Ricardo Vieira da; Barra, Vilma. A avaliação em Ciências Naturais no Ensino Fundamental. Curitiba: UFPR/ SEB-MEC, 2006.
http://www.cinfop.ufpr.br/pdf/colecao_2/caderno_ciencias_final.pdf


Outros livros sobre avaliação em áreas específicas, incluindo educação indígena também estão disponíveis no sítio eletrônico do CINFOP/ UFPR



27 de junho de 2008

Como funciona o bafômetro?


Saiu mais um ótimo material no site Como Tudo Funciona. Desta vez sobre o funcionamento dos bafômetros. É um ótimo material para aproveitar o que está acontecendo no país para trabalhar Química.

Com a nova "lei seca", quem for pego com 2 decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,1 miligrama por litro de ar, pode receber multa de 955 reais, ter sua carteira suspensa e seu veículo apreendido.

No meu site, você pode encontrar um texto que foi usado em oficinas organizadas por meus ex-alunos. Na oficina sobre Drogas, há uma prática na qual se constrói um bafômetro. É muito simples e fácil de fazer em sala de aula. Acesse aqui e clique na oficina DROGAS.

Unindo esses dois materiais (o texto do Como Tudo Funciona e a prática do bafômetro) é possível trabalhar de forma bastante contextualizada.

Espero que gostem!

20 de junho de 2008

Novo "metal" é criado pela junção de dois plásticos

Cientistas holandeses descobriram que basta juntar dois tipos específicos de plásticos, ambos naturalmente isolantes, para que surja em sua interface uma camada capaz de conduzir eletricidade de forma tão eficiente quanto um metal.

Juntando plásticos

A descoberta lança as bases para uma nova área de pesquisas com importantes aplicações tecnológicas, que vão da possibilidade de se construir circuitos eletrônicos utilizando materiais não-condutores até a criação de novas famílias de supercondutores.

A equipe do Dr. Alberto Morpurgo, da Universidade de Tecnologia de Delft, simplesmente juntou um pedaço do plástico TTF (tetratiofulvaleno) com outro pedaço de um plástico conhecido como TCNQ (tetracianoquinodimetano). Os cristais dos dois plásticos conformam-se uns aos outros e se mantêm unidos pela força de Van der Waals.

Interface condutora

Essa interface, que tem uma espessura de apenas dois nanômetros, não apenas conduz eletricidade, como conduz com mesma eficiência observada em metais. Não há qualquer alteração química nos dois plásticos, que podem ser separados e unidos inúmeras vezes, com o efeito sempre aparecendo em sua interface.

Supercondutividade em plásticos?

A seguir os cientistas resfriaram o conjunto, esperando que o efeito de condução desaparecesse, uma vez que a capacidade de isolamento de cada um dos plásticos individualmente aumenta com a queda da temperatura - quanto mais frio, mais eles resistem à passagem da corrente elétrica.

Para sua surpresa, porém, a condutividade elétrica aumentou com a queda na temperatura, da mesma forma que acontece com os metais. Em temperaturas próximas ao zero absoluto algumas ligas metálicas tornam-se supercondutoras, o que faz os cientistas acreditarem que novas pesquisas poderão levar à observação do fenômeno da supercondutividade também nas interfaces entre materiais orgânicos.

Migração de elétrons e lacunas

Os cientistas acreditam que a camada condutora que surge na interface entre os dois materiais nasce em decorrência da oportunidade que os elétrons livres no TTF, que não conseguem se mover dentro do próprio material, passam a ter de saltar para as lacunas presentes no TCNQ. Esse intercâmbio contínuo permite que os elétrons fluam ao longo da interface.

Física das interfaces

A maior parte dos materiais semicondutores - a base da eletrônica atual - também funciona graças a fenômenos físicos na interface entre diferentes tipos de materiais. Para isso, esses semicondutores são dopados com minúsculas quantidades de elementos - como germânio, gálio e outros - para que o silício atinja as propriedades eletrônicas desejadas.

Já a camada condutora entre o TTF e o TCNQ surge sem que nenhum material precise ser adicionado, simplificando um processo que poderá levar ao desenvolvimento de uma nova classe de materiais orgânicos com propriedades eletrônicas ainda desconhecidas.


Veja artigo original aqui.

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