4 de julho de 2008

Avaliação em Ciências (livros eletrônicos)



Gioppo, Christiane e Barra, Vilma. A avaliação em Ciências Naturais nas Séries Iniciais. Curitiba: UFPR/ SEB-MEC, 2005.
http://www.cinfop.ufpr.br/pdf/colecao_1/ciencias_6.pdf

Gioppo, Christiane; Silva, Ricardo Vieira da; Barra, Vilma. A avaliação em Ciências Naturais no Ensino Fundamental. Curitiba: UFPR/ SEB-MEC, 2006.
http://www.cinfop.ufpr.br/pdf/colecao_2/caderno_ciencias_final.pdf


Outros livros sobre avaliação em áreas específicas, incluindo educação indígena também estão disponíveis no sítio eletrônico do CINFOP/ UFPR



27 de junho de 2008

Como funciona o bafômetro?


Saiu mais um ótimo material no site Como Tudo Funciona. Desta vez sobre o funcionamento dos bafômetros. É um ótimo material para aproveitar o que está acontecendo no país para trabalhar Química.

Com a nova "lei seca", quem for pego com 2 decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,1 miligrama por litro de ar, pode receber multa de 955 reais, ter sua carteira suspensa e seu veículo apreendido.

No meu site, você pode encontrar um texto que foi usado em oficinas organizadas por meus ex-alunos. Na oficina sobre Drogas, há uma prática na qual se constrói um bafômetro. É muito simples e fácil de fazer em sala de aula. Acesse aqui e clique na oficina DROGAS.

Unindo esses dois materiais (o texto do Como Tudo Funciona e a prática do bafômetro) é possível trabalhar de forma bastante contextualizada.

Espero que gostem!

20 de junho de 2008

Novo "metal" é criado pela junção de dois plásticos

Cientistas holandeses descobriram que basta juntar dois tipos específicos de plásticos, ambos naturalmente isolantes, para que surja em sua interface uma camada capaz de conduzir eletricidade de forma tão eficiente quanto um metal.

Juntando plásticos

A descoberta lança as bases para uma nova área de pesquisas com importantes aplicações tecnológicas, que vão da possibilidade de se construir circuitos eletrônicos utilizando materiais não-condutores até a criação de novas famílias de supercondutores.

A equipe do Dr. Alberto Morpurgo, da Universidade de Tecnologia de Delft, simplesmente juntou um pedaço do plástico TTF (tetratiofulvaleno) com outro pedaço de um plástico conhecido como TCNQ (tetracianoquinodimetano). Os cristais dos dois plásticos conformam-se uns aos outros e se mantêm unidos pela força de Van der Waals.

Interface condutora

Essa interface, que tem uma espessura de apenas dois nanômetros, não apenas conduz eletricidade, como conduz com mesma eficiência observada em metais. Não há qualquer alteração química nos dois plásticos, que podem ser separados e unidos inúmeras vezes, com o efeito sempre aparecendo em sua interface.

Supercondutividade em plásticos?

A seguir os cientistas resfriaram o conjunto, esperando que o efeito de condução desaparecesse, uma vez que a capacidade de isolamento de cada um dos plásticos individualmente aumenta com a queda da temperatura - quanto mais frio, mais eles resistem à passagem da corrente elétrica.

Para sua surpresa, porém, a condutividade elétrica aumentou com a queda na temperatura, da mesma forma que acontece com os metais. Em temperaturas próximas ao zero absoluto algumas ligas metálicas tornam-se supercondutoras, o que faz os cientistas acreditarem que novas pesquisas poderão levar à observação do fenômeno da supercondutividade também nas interfaces entre materiais orgânicos.

Migração de elétrons e lacunas

Os cientistas acreditam que a camada condutora que surge na interface entre os dois materiais nasce em decorrência da oportunidade que os elétrons livres no TTF, que não conseguem se mover dentro do próprio material, passam a ter de saltar para as lacunas presentes no TCNQ. Esse intercâmbio contínuo permite que os elétrons fluam ao longo da interface.

Física das interfaces

A maior parte dos materiais semicondutores - a base da eletrônica atual - também funciona graças a fenômenos físicos na interface entre diferentes tipos de materiais. Para isso, esses semicondutores são dopados com minúsculas quantidades de elementos - como germânio, gálio e outros - para que o silício atinja as propriedades eletrônicas desejadas.

Já a camada condutora entre o TTF e o TCNQ surge sem que nenhum material precise ser adicionado, simplificando um processo que poderá levar ao desenvolvimento de uma nova classe de materiais orgânicos com propriedades eletrônicas ainda desconhecidas.


Veja artigo original aqui.

18 de junho de 2008

A Síndrome de Burnout

O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse, consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.

Tal síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores). A Síndrome de Burnout é definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo e estressante com o trabalho. É caracterizada pela ausência de motivação ou desinteresse; mal estar interno ou insatisfação ocupacional que parece prejudicar, em maior ou menor grau, a atuação profissional de alguma categoria ou grupo profissional.

É apresentada como formas de condutas negativas, como por exemplo, a deterioração do rendimento, a perda de responsabilidade, atitudes passivo-agressivas com os outros e perda da motivação, onde se relacionariam tanto fatores internos, na forma de valores individuais e traços de personalidade, como fatores externos, na forma das estruturas organizacionais, ocupacionais e grupais. Podemos dizer que é uma resposta ao estresse ocupacional crônico.

A Síndrome de Burnout pode trazer sérias conseqüências não só do ponto de vista pessoal bem como institucional; é o caso do absenteísmo, da diminuição do nível de satisfação profissional, aumento das condutas de risco, inconstância de empregos e repercussões na esfera familiar. Alguns autores a define como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, onde se destacam a exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).

Inicialmente, a síndrome foi observada em profissionais que estavam predominantemente em contacto interpessoal mais exigente, tais como, médicos, psicanalistas, carcereiros, assistentes sociais, comerciários, professores, atendentes públicos, enfermeiros, funcionários de departamento pessoal, telemarketing e bombeiros. Atualmente as observações já se estendem a todos profissionais que interagem de forma ativa com pessoas, que cuidam e/ou solucionam problemas de outras pessoas, que obedecem técnicas e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações de trabalho submetidas a avaliações.

Entre os fatores aparentemente associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout está a pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe.

A Síndrome de Burnout se difere do estresse; envolve atitudes e condutas negativas com relação aos usuários, clientes, organização e trabalho, enquanto o estresse apareceria mais como um esgotamento pessoal com interferência na vida do sujeito e não necessariamente na sua relação com o trabalho.


Artigo de Alaide Degani de Cantone. Encontrei aqui.


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