18 de dezembro de 2007

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Programa de Pós-graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências
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Coitadização do professor

Hoje me deparei com uma matéria da Veja, indicada por um colega da comunidade Professores(as) de Química do Orkut, com o título "O professor desvalorizado". De acordo com o autor da matéria, o professor não é desvalorizado pela sociedade e a profissão não é vítima de preconceito. O autor usa uma pesquisa do Inep para confirmar suas idéias de que o professor é tido como um coitado pelo discurso infantil de alguns, já que, os pais entrevistados concederam média acima de 8 para os professores dos seus filhos. Diz ainda que, onde quer que vá, vê manifestações de apreço e encorajamento aos professores, pois há vários prêmios destinados à categoria!

Entendo, com isso, que o autor diz que os professores são muito folgados e reclamam de barriga cheia! São uns "fanfarrões"! Já que todo mundo acha que ser professor é a melhor coisa do mundo, que a profissão é muito valorizada, por que a cada dia que passa menos pessoas querem se tornar professores? (Veja pesquisa do MEC sobre escassez de professores indicada na postagem anterior chamada Apagão do Ensino Médio) Não entendo o que esse indivíduo quis dizer com todas aquelas palavras da matéria e como teve a coragem de se expor dessa maneira sendo que quase nada conhece da situação dos professores desse país e parece de outro planeta! Sim, pois para dizer tudo o que disse só vivendo em Marte!

A falta de reconhecimento do importante papel do professor na sociedade e a consequente desvalorização do magistério é gritante e não há como negar que temos culpa nisso. Deixamos que nos digam o que fazer e como fazer, deixamos que instituições financeiras ditem os rumos da educação e não nos pergunte: "O que acham disso?". O professor é, todos os dias, massacrado nas instituições em que trabalham, pois deixam bem claro que mais do que aquilo ali ele não vai conseguir e emprego está difícil para todo mundo, imagine para um "reles professor". E a gente acredita!! E a gente baixa a cabeça!! E a gente acha que é isso mesmo!! Aí vem uma pessoa como o autor dessa matéria com a coragem de nos dizer que merecemos, que somos privilegiados por não nos culparem pelo nosso fracasso! E o que fazemos? Lemos a matéria e nos desesperamos!

Eu só posso dizer, ao ler aquele texto, que tenho pena de quem lê a Veja, pois eu não leio!

Vou parar por aqui, pois já não estou mais em condições de ser polida em minhas palavras!

Quem quiser ler o texto clique aqui.

6 de dezembro de 2007

Apagão do Ensino Médio

Hoje recebi um e-mail sobre um documento do MEC chamado Escassez de professores no Ensino Médio: propostas estruturais e emergenciais. Esse documento é um relatório produzido por uma Comissão Especial instituída para estudar medidas que visem a superar o défcit docente no Ensino Médio.

O que está lá nós já sabíamos, mas agora está escrito num documento do governo! Mas não pensem que porque é um documento do MEC a Comissão foi branda em falar sobre os gritantes problemas do Ensino Médio. A expressão utilizada que mais me chamou a atenção foi "Apagão do Ensino Médio". De acordo com a pesquisa feita pela Comissão, com o advento do FUNDEB (que pretende ampliar o acesso ao Ensino Médio) e considerando os altos índices de evasão dos cursos de licenciatura, o resultado deverá ser um "apagão".

O mais interessante é que na nossa área essa situação de escassez é a pior! De acordo com o documento, o percentual de evasão nos cursos de Licenciatura em Química é de 75% contra uma média de 50% dos outros cursos.

O estudo mostra que, entre as causas apontadas para o baixo interesse dos jovens pela profissão estão: baixos salários, superlotação das salas de aula e violência nas escolas. Qualquer semelhança com sua situação não é mera coincidência, caro colega. Quem de vocês nunca ouviu alguém dizer: "Vai ser professor? Mas você tem capacidade para fazer um curso melhor!". Ou nunca passou pela situação de tentar realizar uma aula prática numa sala com 50 alunos totalmente indisciplinados e desmotivados? E quem nunca ouviu falar ou até passou pela situação de ser ameaçado por algum aluno em sala de aula? Um amigo meu foi ameaçado de ser "furado" por um aluno e chamou a polícia. A direção não gostou da atitude do professor, mas eu teria feito a mesma coisa!

Bom, mas voltando ao assunto, todos nós sabemos porque quase ninguém mais quer ser professor. Para sustentar a família, o sujeito precisa trabalhar 60 horas por semana e ainda assim não consegue levar os filhos à praia no fim do ano! As condições de trabalho são, em sua maioria, ridículas. Desumanas até! Então, como o professor pode ser professor nessa situação? Quando falo de "ser professor" quero dizer que para atuar, o sujeito precisa estudar e se atualizar constantemente; planejar suas aulas de forma que use métodos e recursos diversificados de ensino; preparar aulas práticas; preparar avaliações e corrigi-las; compreender como seus alunos pensam, aprendem e se relacionam com o que aprendem.

Bom, colegas, o que nos resta é tentar fazer com que o que está escrito nesse documento se torne nosso recurso na busca de uma saída para a nossa situação, para que não haja esse "apagão" e, conseqüentemente, a extinção de nossa profissão. Como fazer isso? Ainda não sei e peço a colaboração de vocês no espaço de comentários aí embaixo!

Quem quiser ter acesso ao documento clique aqui.

Grande abraço a todos!
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